{"id":17429,"date":"2023-04-10T13:02:04","date_gmt":"2023-04-10T13:02:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=17429"},"modified":"2023-04-10T13:03:38","modified_gmt":"2023-04-10T13:03:38","slug":"casa-para-viver-saimos-a-rua-para-que-ninguem-tenha-que-viver-em-barracas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=17429","title":{"rendered":"Casa para Viver. &#8220;Sa\u00edmos \u00e0 rua para que ningu\u00e9m tenha que viver em barracas&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O Movimento \u201cJamarchavas\u201d contou com uma grande concentra\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os no dia 1 de abril, no Rossio em Viseu, numa luta por melhores condi\u00e7\u00f5es na habita\u00e7\u00e3o, para que se olhe para as necessidades das pessoas e se combata o flagelo dos pre\u00e7os elevados que afetem os portugueses.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Carla Ferreira, In\u00eas Figueiredo e Jo\u00e3o Micaela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"627\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2A-2S-JP-Movimento-Jamarchavas_FOTO-627x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17435\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2A-2S-JP-Movimento-Jamarchavas_FOTO-627x1024.jpeg 627w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2A-2S-JP-Movimento-Jamarchavas_FOTO-184x300.jpeg 184w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2A-2S-JP-Movimento-Jamarchavas_FOTO-768x1255.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2A-2S-JP-Movimento-Jamarchavas_FOTO-940x1536.jpeg 940w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2A-2S-JP-Movimento-Jamarchavas_FOTO.jpeg 1059w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/><figcaption>Carlos Couto<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cSa\u00edmos \u00e0 rua para que ningu\u00e9m tenha que viver em barracas! Sa\u00edmos \u00e0 rua para que ningu\u00e9m viva sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de habitabilidade! Sa\u00edmos \u00e0 rua para que haja resposta \u00e0s necessidades reais! Sa\u00edmos \u00e0 rua por solu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de arrendamento acess\u00edvel, social e de emerg\u00eancia! Sa\u00edmos \u00e0 rua por solu\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o cooperativa! Sa\u00edmos \u00e0 rua por mais resid\u00eancias para estudantes, a pre\u00e7o acess\u00edvel! Sa\u00edmos \u00e0 rua para que as rendas tenham tetos M\u00e1ximos!\u201d S\u00e3o as palavras de ordem que se podem ler no manifesto entregue em m\u00e3o aos transeuntes da feira semanal de Viseu, pelos respons\u00e1veis do Movimento \u201cJamarchavas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/RM1.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>O objetivo da a\u00e7\u00e3o \u00e9 divulgar junto dos cidad\u00e3os a concentra\u00e7\u00e3o \u201cCasa para Viver\u201d que iria decorrer no dia 1 de abril, pelas 15h no Rossio, em Viseu. Sob o mote \u201chabita\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito humano\u201d, a iniciativa, que \u00e9 internacional, invoca o direito \u00e0 cidade, o direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e mostra-se contra o aumento de pre\u00e7os que est\u00e1 a expropriar a vida das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, o Movimento foca-se no direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, na falta de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, na falta de solu\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o cooperativa e na falta de resposta ao aumento de pre\u00e7os nas rendas das casas e nas presta\u00e7\u00f5es \u00e0 banca. \u201cFalta uma resposta p\u00fablica para fazer frente a este aumento do custo de vida, principalmente na \u00e1rea da habita\u00e7\u00e3o\u201d, sublinha Carlos Couto, um dos respons\u00e1veis pela iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/RM2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Contam, com este Movimento, fazer press\u00e3o pol\u00edtica junto das entidades nacionais para um maior e melhor controlo ao n\u00edvel do pre\u00e7o das rendas e especula\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da habita\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o seja posto em causa o direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o. A n\u00edvel local pretendem apelar a um maior investimento na cria\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica e cooperativa, nomeadamente, habita\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os controlados, habita\u00e7\u00e3o social e habita\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, pois como refere Carlos Couto \u201cViseu tem uma taxa de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica com pouco mais de 1%, quando a m\u00e9dia europeia est\u00e1 acima dos 10%\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o na feira semanal, \u00e0 qual os cidad\u00e3os reagem com algumas reservas, apesar de reconhecerem que a habita\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema que afeta muitos portugueses, t\u00eam estado em v\u00e1rios locais a identificar as necessidades das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/RM3.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Viseu, neste momento, acompanha a tend\u00eancia nacional dos pre\u00e7os altos de arrendamento ou compra de casa, possuindo mais casas desabitadas do que a estrat\u00e9gia local de habita\u00e7\u00e3o define como a necessidade de pessoas que vivem sem condi\u00e7\u00f5es ou em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. Por este motivo torna-se urgente identificar os edif\u00edcios devolutos que possam ser trazidos para hasta p\u00fablica para o arrendamento a pre\u00e7os controlados.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Couto refere que \u201cem 2021 existiam cerca de 3500 alojamentos vagos em Viseu, ou seja, s\u00e3o cinco vezes mais casa vazias do que habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou corporativa, segundo o PORDATA\u201d. Este facto, por si s\u00f3, j\u00e1 diz muito sobre o problema da falta de disponibilidade dos edif\u00edcios p\u00fablicos e privados que poderiam estar no mercado, dando resposta ao problema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/RM4.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da feira semanal, o Movimento \u201cJamarchavas\u201d j\u00e1 passou tamb\u00e9m pelas escolas, sobretudo, as escolas superiores onde os pre\u00e7os elevados e a falta de alojamento para estudantes \u00e9 uma realidade. V\u00e3o estar ainda no CAOS \u2013 Casa de Artes e Of\u00edcios de Viseu para dinamizar um atelier\/ reuni\u00e3o, no qual os cidad\u00e3os s\u00e3o convidados a fazer o seu cartaz, \u201ca escrever a sua mensagem de protesto\u201d, acrescenta Carlos Couto.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de terem estado no Bairro Municipal que esteve ao abandono v\u00e1rios anos, mas que vai ser reabilitado como forma de resposta ao problema da habita\u00e7\u00e3o, v\u00e3o continuar a sua luta pelos restantes bairros da cidade e pelas restantes escolas do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante as medidas anunciadas pelo governo no que diz respeito a esta mat\u00e9ria, Carlos Couto \u00e9 perent\u00f3rio ao afirmar que n\u00e3o acredita que as mesmas possam solucionar os problemas de habita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, pelo contr\u00e1rio pareceu-lhe tratar-se de um an\u00fancio com o objetivo de criar ru\u00eddo e de \u201cvirar partes da sociedade contra partes da sociedade\u201d, remata o respons\u00e1vel pelo Movimento \u201cJamarchavas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/RM5.mp3\"><\/audio><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Movimento \u201cJamarchavas\u201d contou com uma grande concentra\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os no dia 1 de abril, no Rossio em Viseu, numa<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":17435,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[1306,2029,271],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17429"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17429"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17437,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17429\/revisions\/17437"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}