{"id":17141,"date":"2023-01-27T10:48:41","date_gmt":"2023-01-27T10:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=17141"},"modified":"2023-01-27T10:48:42","modified_gmt":"2023-01-27T10:48:42","slug":"rancho-folclorico-e-etnografico-de-vale-de-acores-45-anos-a-preservar-os-costumes-de-uma-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=17141","title":{"rendered":"Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores. 45 anos a preservar os costumes de uma regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Fundado em 1978, o Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores tem sido a maior exporta\u00e7\u00e3o cultural sa\u00edda do concelho de Mort\u00e1gua nas \u00faltimas d\u00e9cadas, rivalizado apenas pelas equipas de futebol locais e percorrendo de l\u00e9s a l\u00e9s o pa\u00eds. Entre os v\u00e1rios objetivos da institui\u00e7\u00e3o, destaca-se o desejo de preservar as tradi\u00e7\u00f5es e os costumes dos seus antepassados.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Jo\u00e3o Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Localizado na aldeia de Vale de A\u00e7ores, no munic\u00edpio de Mort\u00e1gua, o Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico foi fundado a 28 de janeiro de 1978 por Jos\u00e9 Castro, Pedro Oliveira, Celso Mendes e Jorge Portugal, devido ao descontentamento pela falta de ensaios no rancho ao qual pertenciam anteriormente, na aldeia vizinha de Caparrosinha. A angaria\u00e7\u00e3o de membros foi feita inicialmente com convites feitos porta a porta, e mais tarde, por convites diretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Manuela Silva, cantora e dan\u00e7arina do grupo, o conv\u00edvio \u00e9 t\u00e3o importante como a representa\u00e7\u00e3o do seu concelho. \u201cPara mim, s\u00e3o os bocados que se passam e a conviv\u00eancia uns com os outros. A n\u00edvel da comunidade n\u00e3o sei bem, eleva-se o nome de Mort\u00e1gua e de Vale de A\u00e7ores quando vamos fazer as atua\u00e7\u00f5es.\u201d Manuela Silva j\u00e1 vive o rancho h\u00e1 largos anos. Membro desde 1990, constatou a mudan\u00e7a ao longo do tempo, \u201cAndei antes, sa\u00ed e voltei em 90\/91. \u00c9 muita diferen\u00e7a, n\u00e3o tem nada que ver a n\u00edvel de trajes, dan\u00e7as, de tudo!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Durante os cerca de 33 anos com o rancho, Manuela Silva teve o seu filho, Jo\u00e3o Pereira, que tamb\u00e9m faz parte do grupo como acordeonista. Para ele, o rancho faz parte da sua vida ainda antes do nascimento, \u201cNasci c\u00e1, quase!\u201d, ri- se, \u201cA minha m\u00e3e j\u00e1 c\u00e1 andava quando estava gr\u00e1vida de mim e nunca deixou de andar. E pronto, sempre fiz parte desta fam\u00edlia. Mesmo quando era beb\u00e9 a minha av\u00f3 ia comigo para tomar conta de mim nas atua\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Pereira, os pontos mais importantes do Rancho v\u00e3o de encontro com os enumerados pela sua m\u00e3e, \u201c\u00c9 importante para passar o tempo com pessoas que gosto, para levar a cultura, para n\u00e3o perder as tradi\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m ajuda a desanuviar a cabe\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo2-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17143\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo2-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo2-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo2-768x514.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo2.jpg 1301w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Jos\u00e9 Augusto Rodrigues, Jo\u00e3o Pereira e Manuela Silva<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO que sinto \u00e9 alegria!\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores \u00e9 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pela organiza\u00e7\u00e3o de alguns eventos, tais como a Festa Nacional de Folclore, em Vale de A\u00e7ores, e a Gala Internacional de Folclore, na Pra\u00e7a do Munic\u00edpio em Mort\u00e1gua. Para al\u00e9m destas duas festividades organizadas anualmente, t\u00eam o costume de cantar as janeiras de porta em porta pela aldeia de Vale de A\u00e7ores. No passado organizavam a Feira de Usos e Costumes de Outrora, que pretendia mostrar ao p\u00fablico em geral como eram feitas as feiras no passado, com produtos e pratos t\u00edpicos de Mort\u00e1gua, e anima\u00e7\u00e3o proporcionada pelo Rancho de Vale de A\u00e7ores e outros conjuntos convidados.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel das atua\u00e7\u00f5es, o Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores j\u00e1 percorreu grande parte do pa\u00eds, inclusive j\u00e1 visitou outros pa\u00edses europeus. Jos\u00e9 Augusto Rodrigues, dan\u00e7arino e atual presidente do conjunto, enumera os pa\u00edses visitados pelo Rancho: \u201cEspanha, Fran\u00e7a, Luxemburgo, Pol\u00f3nia, S\u00e9rvia, Cro\u00e1cia, It\u00e1lia e acho que \u00e9 s\u00f3. Fomos v\u00e1rias vezes a Espanha, v\u00e1rias vezes ao Luxemburgo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspetiva de Jos\u00e9 Augusto Rodrigues, o mais importante \u00e9 o orgulho sentido pela representa\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria. \u201c\u00c9 uma das maneiras que n\u00f3s temos de preservar e ao mesmo tempo divulgar as tradi\u00e7\u00f5es da nossa terra e do nosso concelho. Sabemos que somos bem vistos quando representamos Mort\u00e1gua quer n\u00e3o s\u00f3 no pa\u00eds, mas tamb\u00e9m l\u00e1 fora.\u201d O atual presidente foi convidado a juntar- se ao grupo em 2003, ap\u00f3s o falecimento de um dos antigos membros do grupo. Sobre as subidas ao palco, Manuela Silva diz n\u00e3o saber explicar. \u201cO que sinto \u00e9 alegria!\u201d J\u00e1 Jo\u00e3o Pereira recorda com orgulho a primeira subida ao palco como instrumentista. \u201cPara mim foi o primeiro festival nacional de folclore nosso que fiz enquanto tocador. Estava nervoso, mas correu bem, e ter feito isso, depois de muitos anos no grupo foi excelente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O traje \u00e9 t\u00e3o importante como a m\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio que serve ainda hoje de sede para a institui\u00e7\u00e3o, o Rancho avan\u00e7ou para a conclus\u00e3o de um processo de mudan\u00e7a dos trajes e das modas, que culminou nas entradas para a Federa\u00e7\u00e3o de Folclore Portugu\u00eas (FFP) e na Associa\u00e7\u00e3o de Folclore e Etnografia da Regi\u00e3o do Mondego, em 1994, sendo atualmente um de 418 grupos da FFP. Recebeu a medalha de ouro de M\u00e9rito Municipal, entregue pelo Munic\u00edpio de Mort\u00e1gua em 2002. Quatro anos depois, foram os anfitri\u00f5es da Assembleia Geral da Funda\u00e7\u00e3o do Folclore Portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"900\" height=\"382\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/307874871_454982479989265_3093549042975552780_n.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17146\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/307874871_454982479989265_3093549042975552780_n.jpeg 900w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/307874871_454982479989265_3093549042975552780_n-300x127.jpeg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/307874871_454982479989265_3093549042975552780_n-768x326.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption>Grupo no Santu\u00e1rio da Nossa Senhora do Ch\u00e3o de Calvos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os trajes s\u00e3o baseados em cenas do quotidiano dos seus antepassados. Retratam lavradores; vendedores de gado; noivos; mordomos de romarias e da popula\u00e7\u00e3o que a frequentava; trajes de domingo, para usar no dia de descanso e de assistir \u00e0 missa; tremoceiras; leiteiras; galinheiras; barqueiros; lavadeiras e resineiras. Estes trajes, todos com uma grande fidelidade aos da \u00e9poca, representam tamb\u00e9m as diferen\u00e7as sociais da \u00e9poca, como por exemplo nos trajes de lavradores remediados, que correspondiam a uma classe social mais baixa e lavradores abastados, que por norma tinham mais terras e animais em sua posse. Estes trajes tamb\u00e9m refletem o passado rural do concelho de Mort\u00e1gua, que ainda hoje permanece uma \u00e1rea dependente da agricultura nas aldeias mais isoladas do concelho.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO maior desafio nos dias de hoje \u00e9 a menor disponibilidade de tempo\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Jos\u00e9 Augusto Rodrigues, o rancho enfrenta alguns desafios para o futuro. \u201cO maior desafio nos dias de hoje \u00e9 a menor disponibilidade de tempo que as pessoas t\u00eam. Hoje temos muita gente a trabalhar por turnos, e a vida \u00e9 completamente diferente do que era h\u00e1 dez ou quinze anos atr\u00e1s.\u201d Jos\u00e9 Augusto Rodrigues trabalha como professor de geografia para os ensinos b\u00e1sico e secund\u00e1rio, e Jo\u00e3o Pereira estuda Qu\u00edmica na Universidade de Coimbra. Apesar da sua vida acad\u00e9mica, confessa que s\u00f3 sai do rancho se n\u00e3o tiver outra alternativa, \u201cEnquanto poss\u00edvel andarei c\u00e1, porque gosto de c\u00e1 andar e n\u00e3o gostaria que se perdesse isto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outra dificuldade apontada por Jos\u00e9 Augusto Rodrigues \u00e9 a falta de apoios. Num or\u00e7amento de estado onde apenas 0,43% s\u00e3o orientados para a cultura, o presidente do Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores sente que a cultura tradicional \u00e9 ignorada, \u201cA n\u00edvel dos governos ou apoios eu acho que n\u00e3o olham para a cultura tradicional como deviam olhar. Os subs\u00eddios e os apoios s\u00e3o praticamente inexistentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c\u00c0s vezes \u00e9 um bando de tolos que andam ali em cima do palco\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 pessoas que t\u00eam um estigma contra esta forma de cultura. O que j\u00e1 chegou ao gozo, como conta Jo\u00e3o Pereira. \u201cJ\u00e1 ouvi coisas por andar no rancho, como por exemplo gozarem comigo, h\u00e1 pessoas que \u00e9 mesmo de mau&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo3-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17144\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo3-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo3-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo3-768x514.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/grupo3.jpg 1301w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Jo\u00e3o Pereira, com o seu instrumento no rancho, o acorde\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Augusto Rodrigues concorda com o acordeonista do grupo. \u201cComo o Jo\u00e3o estava a dizer, acho que ainda h\u00e1 um bocadinho o estigma da parte de algumas pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao folclore. \u00c0s vezes \u00e9 um bando de tolos que anda ali em cima do palco, mas n\u00e3o \u00e9 nada disso que se pretende, nem \u00e9 nada disso o que n\u00f3s fazemos. N\u00f3s subimos ao palco e sentimos muita responsabilidade pelos trajes que envergamos, que significam aquilo que os nossos antepassados vestiam e faziam, e acho que \u00e9 uma das maneiras que a n\u00edvel local temos de preservar as tradi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de jovens no conjunto tamb\u00e9m \u00e9 reduzida. Jo\u00e3o Pereira, com 23 anos, \u00e9 ainda um dos mais jovens do grupo, juntamente com mais alguns colegas da sua idade e mais novos, \u201cfilhos de gente que j\u00e1 c\u00e1 andava\u201d afirma o acordeonista.<\/p>\n\n\n\n<p>No esfor\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o do Rancho, n\u00e3o s\u00e3o apenas os trajes, as dan\u00e7as e as m\u00fasicas a serem preservadas. Todos os aspetos da vida dos seus antepassados s\u00e3o guardados em documentos do Rancho. Fazem parte desses documentos registos hist\u00f3ricos e demogr\u00e1ficos do concelho de Mort\u00e1gua, os cantares e dan\u00e7as da regi\u00e3o, jogos e brincadeiras do passado, adivinhas e prov\u00e9rbios, bem como descri\u00e7\u00f5es das composi\u00e7\u00f5es das habita\u00e7\u00f5es, a alimenta\u00e7\u00e3o quotidiana dos antigos e os seus rituais religiosos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quase quarenta e cinco anos que o Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores espalha as sonoridades do folclore pelo pa\u00eds. Talvez ainda mais importante que isso, preserva tradi\u00e7\u00f5es e um modo de vida esquecido por grande parte da popula\u00e7\u00e3o, garantindo que gera\u00e7\u00f5es futuras possam aprender mais sobre o seu passado. O Rancho continua a percorrer o pa\u00eds, e a elevar o concelho de Mort\u00e1gua e a aldeia de Vale de A\u00e7ores, sem esquecer as suas origens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundado em 1978, o Rancho Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico de Vale de A\u00e7ores tem sido a maior exporta\u00e7\u00e3o cultural sa\u00edda do<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":17145,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15,1],"tags":[207,4525,4526],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17141"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17141"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17147,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17141\/revisions\/17147"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17145"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}