{"id":17005,"date":"2023-01-18T14:30:54","date_gmt":"2023-01-18T14:30:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=17005"},"modified":"2023-01-18T14:30:57","modified_gmt":"2023-01-18T14:30:57","slug":"rua-direita-estamos-a-atravessar-um-mau-momento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=17005","title":{"rendered":"Rua Direita: \u201cEstamos a atravessar um mau momento\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>A Rua Direita, em Viseu, tem muitas hist\u00f3rias para contar. Durante anos foi um dos \u00fanicos locais de com\u00e9rcio existentes na cidade, no entanto atualmente tudo mudou. Os lojistas sentem falta da movimenta\u00e7\u00e3o, as ruas vazias marcam negativamente este espa\u00e7o.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Miriam Gon\u00e7alves<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fernanda Concei\u00e7\u00e3o, 68 anos, abriu a loja na Rua Direita no final dos anos 60. Os tempos eram outros, as pessoas quase n\u00e3o tinham espa\u00e7o para se movimentar pelas ruas. Conhecida como \u201cNandita\u201d, recorda-se do passado com um sorriso na cara e vive o presente com expectativa que algu\u00e9m entre na loja.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17007\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-2.jpg 1304w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fernanda Concei\u00e7\u00e3o, lojista na Rua Direita<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cOs lucros antigamente eram maiores, agora entrar c\u00e1 uma pessoa \u00e9 muito raro\u201d, afirma Fernanda Concei\u00e7\u00e3o. Mant\u00e9m a sua loja na rua com o objetivo de dar movimento \u00e0 mesma e n\u00e3o ter o desgosto de ver \u201ctudo parado\u201d. O seu espa\u00e7o continua igual desde h\u00e1 anos, algumas prateleiras est\u00e3o cheias de ar, porque a motiva\u00e7\u00e3o para evoluir j\u00e1 n\u00e3o existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todos os dias praticamente s\u00f3 se ouvir o barulho das moscas neste lugar, o amor pelo neg\u00f3cio percorre as in\u00fameras gera\u00e7\u00f5es. Neste momento, a parte da fam\u00edlia mais idosa encontra-se sem capacidade de frequentar a loja e com o objetivo da fazenda n\u00e3o perder o brilho, Fernanda Concei\u00e7\u00e3o permanece \u00e0 frente da mesma. A esperan\u00e7a da sua filha continuar o neg\u00f3cio \u00e9 praticamente nula, os interesses dos mais jovens est\u00e3o bem longe da Rua Direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a lojista, a melhor forma de dinamizar a rua seria criar outras lojas que atra\u00edssem as pessoas. Na \u00e9poca do Natal existem algumas iniciativas, no entanto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sobreviver apenas nessa altura, s\u00e3o necess\u00e1rios projetos durante o resto do ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-3-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17008\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-3-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-3-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-3-768x513.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-3.jpg 1188w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Loja Nandita, na Rua Direita<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao percorrer a rua existe sempre m\u00fasica de fundo, uma guitarra antiga e uma voz harmoniosa acompanham os passeios das pessoas. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel observar diferentes tipos de com\u00e9rcio, no meio de restaurantes e ourivesarias encontramos roupas, chap\u00e9us e outros acess\u00f3rios mais tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As rendas n\u00e3o podem continuar t\u00e3o altas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maria de Lurdes Correia, mais conhecida por Maril\u00fa, trabalha como lojista desde os 16 anos e abriu o seu primeiro estabelecimento na Rua do Carmo, uma zona pouco movimentada. Algum tempo depois mudou-se para a Rua Direita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos a atravessar um mau momento, as rendas est\u00e3o caras e por isso \u00e9 que as lojas est\u00e3o a fechar, precisamente porque os donos dos pr\u00e9dios n\u00e3o diminuem a renda, as pessoas n\u00e3o se aguentam e v\u00e3o embora. A Rua Direita melhorou h\u00e1 7 anos, agora n\u00e3o, hoje est\u00e1 cada vez pior que a Rua do Carmo\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"686\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-4-1024x686.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17009\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-4-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-4-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-4-768x515.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-4.jpg 1240w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Maria de Lurdes Correia abriu a sua loja aos 16 anos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es mais jovens n\u00e3o procuram sapateiros, nem os t\u00edpicos chap\u00e9us antigos, a maior parte nunca passou para conhecer a rua e n\u00e3o apresentam interesse nos neg\u00f3cios mais antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 apelativo o que est\u00e1 na Rua Direita, porque os donos dos estabelecimentos s\u00e3o idosos e a rua deixa de ter vida. O povo come\u00e7ou a ir aos centros comerciais e o mercado aqui desvalorizou-se. As pessoas t\u00eam de ir ao centro comercial, porque aqui n\u00e3o h\u00e1\u201d, revela Maria de Lurdes Correia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a comerciante, abrir uma loja dentro do shopping est\u00e1 fora de quest\u00e3o, al\u00e9m dos pre\u00e7os elevados, o seu foco est\u00e1 no com\u00e9rcio tradicional. Apesar da rua cada vez perder mais movimento, o seu cora\u00e7\u00e3o pertence ao estabelecimento Maril\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-5-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17010\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-5-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-5-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-5.jpg 1304w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Interior do estabelecimento Maril\u00fa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercado de Natal<\/strong> <strong>trouxe mais aflu\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ana Ver\u00f3nica, Elsa Lopes e Catarina Dias s\u00e3o diretoras do neg\u00f3cio \u201cPortugal Encantado\u201d, uma iniciativa que esteve presente na Rua Direita entre 8 de dezembro e 8 de janeiro pelo terceiro ano consecutivo. As diferen\u00e7as no lucro n\u00e3o foram not\u00f3rias e as colaboradoras declaram que devido \u00e0 anima\u00e7\u00e3o encontram-se algumas fam\u00edlias a passear.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas andam mais na rua por causa da \u00e9poca natal\u00edcia, agora notou-se mais aflu\u00eancia, devido ao Mercado de Natal e ao pai natal. Nos anos anteriores as pessoas passavam na mesma, porque sabiam que estava aqui o mercado e saiam para passear\u201d,relata Ana Ver\u00f3nica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-6-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17011\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-6-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-6-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-6-768x514.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-6.jpg 1301w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ana Ver\u00f3nica, Elsa Lopes e Catarina Dias<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Ana Ver\u00f3nica, a iniciativa \u00e9 uma forma de a C\u00e2mara Municipal de Viseu impulsionar e tentar cativar as pessoas a visitarem a Rua Direita. O objetivo \u00e9 dar vida \u00e0 mesma e trazer p\u00fablico para a cidade de Viseu, na medida em que o com\u00e9rcio nesta zona se encontra abandonado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSendo algo virado para um artesanato mais moderno acho que faz sentido ser aqui\u201d, revela Catarina Dias.&nbsp;As pessoas que se deslocam para o shopping procuram pe\u00e7as mais r\u00e1pidas de consumir, n\u00e3o valorizam o autor e as pe\u00e7as feitas \u00e0 m\u00e3o, enquanto neste espa\u00e7o \u00e9 procurado o oposto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"687\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-7-1024x687.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17012\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-7-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-7-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-7-768x515.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/direita-7.jpg 1124w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Produtos da ilustradora Ana Ver\u00f3nica<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente da C\u00e2mara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, o Natal \u00e9 considerado uma tradi\u00e7\u00e3o com um forte relevo para a popula\u00e7\u00e3o da terra de Viriato. Nesta altura, o aumento dos turistas \u00e9 not\u00f3rio em aspetos como a hotelaria e as reservas que conseguem alcan\u00e7ar. \u201cAcompanhamos esta \u00e9poca com uma grande programa\u00e7\u00e3o, desde termos colocado a Casa do Pai Natal na Rua Direita, at\u00e9 espalharmos o nosso Mercado de Natal entre o Rossio e a Rua Direita, com o objetivo de dinamizar o com\u00e9rcio local\u201d, afirma o autarca.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cAs realidades s\u00e3o diferentes de h\u00e1 20 anos\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao caminhar pela Rua Direita \u00e9 poss\u00edvel observar jovens a caminho da escola, bem como pessoas com mais idade que passeiam por ali h\u00e1 mais de 50 anos. T\u00e2nia Sofia, 39 anos, n\u00e3o passava por este lugar h\u00e1 sensivelmente um ano e em conversa com o seu marido decidiram apoiar os neg\u00f3cios locais em vez de se dirigiram aos grandes centros comerciais. No entanto, \u00e9 not\u00f3rio um arrependimento nesta escolha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Rua Direita tem perdido o valor, n\u00e3o culpo a C\u00e2mara, n\u00e3o culpo o Governo, n\u00e3o culpo nada disso. Culpo unicamente os pr\u00f3prios comerciantes que l\u00e1 est\u00e3o, em que verificamos as mesmas montras de h\u00e1 15 anos, montras completamente sujas, descuidadas, praticamente fechadas. N\u00e3o sei porque \u00e9 que continuam abertas\u201d, afirma T\u00e2nia Sofia.<\/p>\n\n\n\n<p>Desiludida com o estado da rua e com aquilo que os seus olhos observaram, descreve apaixonadamente a antiga Rua Direita. \u201cEncontr\u00e1vamos brilho nas montras, caras felizes aos receberem os clientes, agora \u00e9 tudo diferente, \u00e0 medida que os lojistas envelhecem o seu humor n\u00e3o \u00e9 o mais animado, o estado da arquitetura l\u00e1 presente \u00e9 cada vez mais decadente e os dias tornam-se lament\u00e1veis\u201d, refere.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca do Natal a C\u00e2mara Municipal de Viseu colocou a casa do Pai Natal nesta rua, com o objetivo de atrair mais visitantes e apoiar a cultura. \u201cN\u00e3o ia ningu\u00e9m \u00e0s lojas porque estava tudo fechado, n\u00e3o sei porque \u00e9 que ainda insistem na Rua Direita\u201d, revela Jo\u00e3o Lopes. \u201c\u00c9 uma cidade de turistas e as realidades s\u00e3o diferentes de h\u00e1 20 anos\u201d, acrescenta T\u00e2nia Sofia. \u201cNingu\u00e9m pode fazer sen\u00e3o eles, n\u00f3s tivemos aqui o exemplo deste ano em que foram muitos expositores, eu pensava que ia estar tudo diferente, mas se olharmos \u00e0 nossa volta, nada mudou\u201d, remata T\u00e2nia Sofia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rua Direita, em Viseu, tem muitas hist\u00f3rias para contar. 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