{"id":16746,"date":"2022-12-07T22:39:03","date_gmt":"2022-12-07T22:39:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=16746"},"modified":"2022-12-07T22:52:41","modified_gmt":"2022-12-07T22:52:41","slug":"maggie-a-quimica-e-advogada-que-se-tornou-a-matriota-do-neoliberalismo-britanico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=16746","title":{"rendered":"Maggie, a qu\u00edmica e advogada que se tornou a \u201cmatriota\u201d do Neoliberalismo brit\u00e2nico"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Estimada pela maior parte da Direita mundial. Odiada por uns, mas aclamada por outros. Um \u00edcone da luta pelo poder feminino no s\u00e9culo XX. Foi a primeira mulher a ocupar um cargo de primeira-ministra na Europa e tornou a Inglaterra na m\u00e1tria do Neoliberalismo. Esta \u00e9 Margaret Thatcher.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Bianca Le\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tamb\u00e9m conhecida como Baronesa Thatcher, nasceu em 1925 em Grantham, do lado Este ingl\u00eas e pertencente ao condado Lincolnshire. Filha de comerciantes, Margaret Hilda Roberts teve uma inf\u00e2ncia pacata e iniciou o seu percurso do ensino superior na conceituada universidade de Oxford, em qu\u00edmica. Aos seus 25 anos ingressou tamb\u00e9m no curso de direito, na mesma universidade. Antes de se tornar pol\u00edtica, Margaret trabalhou como qu\u00edmica e exerceu durante alguns anos advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu legado pol\u00edtico iniciou-se em 1959, quando foi eleita deputada pelo c\u00edrculo eleitoral, bastante conservador, da regi\u00e3o de Finchley. Em 1970 chegou de facto ao governo ingl\u00eas, pelo ent\u00e3o primeiro-ministro Edward Heath como ministra da educa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia. Em 1975 derrotou o mesmo Edward Heath na lideran\u00e7a do partido conservador ingl\u00eas e tornou-se primeira-ministra ap\u00f3s vencer as elei\u00e7\u00f5es parlamentares de 1979. Desta forma<ins>,<\/ins> Thatcher tornou-se a primeira mulher governante de um pa\u00eds europeu. \u201cQualquer mulher que entenda os problemas de cuidar de uma casa est\u00e1 muito perto de entender os de cuidar de um pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois de subir ao governo, a Baronesa Thatcher implementou uma s\u00e9rie de pol\u00edticas econ\u00f3micas que afastavam cada vez mais o estado da economia. Tamb\u00e9m privatizou diversas empresas e reduziu a influ\u00eancia de sindicatos trabalhistas. \u201cOs socialistas gritam \u00abPoder ao Povo\u00bb e erguem o punho cerrado enquanto o dizem. Todos n\u00f3s sabemos que o que realmente querem dizer \u00e9 \u00abPoder sobre as pessoas, Poder ao Estado\u00bb\u201d. Todas estas medidas diminu\u00edram a infla\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica e o desemprego. Em 1982 o Reino Unido venceu durante a sua governa\u00e7\u00e3o a Guerra da Malvinas e nos anos de 1983 e 1987 foi reeleita no poder parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>As suas pol\u00edticas ficaram conhecidas como <em>thatcherismo <\/em>e foi gra\u00e7as a ela que a Inglaterra se mant\u00e9m como um pa\u00eds de maioria liberal no que toca \u00e0 sua economia. Maggie, como \u00e9 carinhosamente conhecida, deu o pontap\u00e9 de sa\u00edda para o Brexit de 2020, n\u00e3o fosse a mesma l\u00edder de um partido conservador e dona de uma certa \u201cgermanofobia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Dama de Ferro deixou-nos em 2013 e consentiu a heran\u00e7a de ouvir atentamente aquilo que a classe m\u00e9dia desejava. Foi esse o \u00edmpeto da sua grande governa\u00e7\u00e3o que sempre escutou aquilo que a maioria do povo do seu pa\u00eds queria, sem cair em populismos, entregando sempre no poder aquilo que prometia em campanha, \u201cEstar no poder \u00e9 como ser uma dama. Se tiver de lembrar \u00e0s pessoas que do que voc\u00ea, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9\u201d. Para sempre um retrato da mente feminina em ascens\u00e3o, que abriu portas a l\u00edderes como Kolinda Grabar-Kitarovi\u0107 na Cro\u00e1cia e Sanna Marin na Finl\u00e2ndia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimada pela maior parte da Direita mundial. Odiada por uns, mas aclamada por outros. 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