{"id":15956,"date":"2022-07-01T12:52:36","date_gmt":"2022-07-01T12:52:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15956"},"modified":"2022-07-01T12:52:38","modified_gmt":"2022-07-01T12:52:38","slug":"viver-numa-residencia-de-estudantes-e-como-se-fossemos-uma-familia-quando-alguem-esta-mal-todo-se-ajudam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15956","title":{"rendered":"Viver numa resid\u00eancia de estudantes: \u201c\u00c9 como se fossemos uma fam\u00edlia, quando algu\u00e9m est\u00e1 mal todo se ajudam&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O despertador toca \u00e0s 8 da manh\u00e3 e Carlos Oliveira levanta-se e vai tomar banho. O estudante do 1\u00ba ano de Desporto e Atividade F\u00edsica da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu (ESEV) ocupa uma das mais de tr\u00eas centenas de camas dispon\u00edveis nas resid\u00eancias do Instituto Polit\u00e9cnico de Viseu.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Gon\u00e7alo Augusto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/52956390_2506261396055045_9198518873589022720_n-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15995\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/52956390_2506261396055045_9198518873589022720_n-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/52956390_2506261396055045_9198518873589022720_n-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/52956390_2506261396055045_9198518873589022720_n-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/52956390_2506261396055045_9198518873589022720_n.jpeg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Resid\u00eancias do Polit\u00e9cnico de Viseu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As resid\u00eancias do Polit\u00e9cnico de Viseu s\u00e3o compostas por tr\u00eas unidades de alojamento e s\u00e3o destinadas a estudantes deslocados que beneficiam de bolsa de estudo atribu\u00edda pela Dire\u00e7\u00e3o-Geral do Ensino Superior e n\u00e3o s\u00f3. As tr\u00eas resid\u00eancias de estudantes em conjunto albergam 320 camas, repartidas por 132 quartos duplos, 50 individuais e quatro preparados para estudantes com necessidades especiais. As resid\u00eancias t\u00eam ainda salas de estudo, salas de conv\u00edvio e lavandarias. A resid\u00eancia 1 \u00e9 s\u00f3 para rapazes, a 2 s\u00f3 para raparigas e a 3 \u00e9 para ambos os g\u00e9neros.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada resid\u00eancia tem tr\u00eas pisos com quartos e cada piso cont\u00e9m duas cozinhas para um determinado n\u00famero de quartos e casas de banho para um n\u00famero espec\u00edfico de quartos tamb\u00e9m. Os quartos s\u00f3 conseguem ser abertos com um pequeno cart\u00e3o que s\u00f3 quem est\u00e1 nesse quarto tem acesso e basta encostar \u00e0 fechadura para a porta ficar destrancada.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Oliveira tem 18 anos e est\u00e1 no quarto 107 da Resid\u00eancia 1. Acabado de arranjar, Carlos Oliveira p\u00f5e-se a caminho da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu, onde iria ter aulas nessa manh\u00e3. Da resid\u00eancia \u00e0 escola s\u00e3o, aproximadamente, 30 minutos de caminhada, o que provavelmente explica o porqu\u00ea de serem poucos os alunos da ESEV a viver nas resid\u00eancias, que se localizam no campus do polit\u00e9cnico de Viseu, a 3 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia. \u201cEu n\u00e3o me importo de fazer esta caminhada todos os dias, j\u00e1 estou habituado, mas acredito que muita gente n\u00e3o goste e por isso s\u00e3o poucos os alunos da ESEV que moram nas resid\u00eancias\u201d, revela Carlos Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante considera que a sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 vida na resid\u00eancia foi boa, apesar do nervosismo e ansiedade normais dos primeiros dias.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Queixas maioritariamente relativas \u00e0 internet<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das respons\u00e1veis \u00e9 Fernanda Silva, ou \u201cDona Fernanda\u201d, como \u00e9 conhecida entre os estudantes. A respons\u00e1vel j\u00e1 trabalha nas resid\u00eancias do Polit\u00e9cnico de Viseu h\u00e1 23 anos e falou um pouco sobre o seu no trabalho no in\u00edcio. \u201cS\u00f3 faz\u00edamos servi\u00e7o de vigil\u00e2ncia\u201d, conta Fernanda Silva. Passados 12 anos, o seu trabalho mudou um pouco e essa altura coincide com a entrada de seguran\u00e7as a fazer os turnos da noite, dado que o seu trabalho passou a ser controlar os pagamentos e agora funciona tudo \u201c5 estrelas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 \u201cDona Fernanda\u201d quem ouve todas as \u201cqueixas\u201d dos alunos relacionadas \u00e0s resid\u00eancias, que maioritariamente s\u00e3o relativas \u00e0 liga\u00e7\u00e3o da internet e quem as comunica aos seus superiores, ou seja, Fernanda Silva, funciona como uma \u201cponte\u201d entre os alunos das resid\u00eancias e os servi\u00e7os de a\u00e7\u00e3o social do Polit\u00e9cnico de Viseu. Contudo, Fernanda Silva real\u00e7ou que nunca existiram conflitos de maior entre os alunos que l\u00e1 moram e que no geral s\u00e3o todos bons meninos e boas meninas e que gosta muito de falar com todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernanda Silva disse ainda que gosta muito do seu trabalho e que n\u00e3o pensa na reforma. \u201cGosto muito de estar aqui e do trabalho que fa\u00e7o, n\u00e3o penso em reformar-me t\u00e3o cedo\u201d, afirma Fernanda Silva.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Oliveira regressa da escola para almo\u00e7ar e \u00e9 nessa pausa que alguns estudantes se re\u00fanem na cozinha, para conviver, num ambiente de anima\u00e7\u00e3o. Depois de almo\u00e7o, a caminhada n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o longa, pois o estudante de Desporto tem aulas no gin\u00e1sio da Escola Superior de Tecnologia e Gest\u00e3o, mesmo ao lado das resid\u00eancias do Polit\u00e9cnico de Viseu.<\/p>\n\n\n\n<p>Acabadas as aulas, Carlos Oliveira chega ao seu quarto e aproveita para relaxar e \u00e9 a\u00ed que surge um dos pontos negativos de viver na resid\u00eancia: a fraca liga\u00e7\u00e3o da internet. De acordo com Carlos Oliveira, a rede \u00e9 o calcanhar de Aquiles das resid\u00eancias do Instituto Polit\u00e9cnico de Viseu e a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 a par dessa situa\u00e7\u00e3o, havendo uma promessa para melhorar a rede a tempo do 2.\u00ba semestre, algo que n\u00e3o aconteceu. \u201cA internet aqui \u00e9 fraca, o Polit\u00e9cnico j\u00e1 disse que iria melhorar a liga\u00e7\u00e3o a tempo do 2.\u00ba semestre, mas o semestre j\u00e1 est\u00e1 quase no fim e n\u00e3o vejo sinais de melhoria\u201d, conta Carlos Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da fraca liga\u00e7\u00e3o da internet, outro dos pontos negativos que o estudante destaca \u00e9 n\u00e3o se pode levar gente \u201cde fora\u201d para a resid\u00eancia. \u201c\u00c9 pena n\u00e3o poder trazer aqui nenhum colega, mas s\u00e3o as regras que temos e tenho de as respeitar\u201d, revela Carlos Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o estudante do Polit\u00e9cnico de Viseu, morar na resid\u00eancia \u00e9 como morar em comunidade, ajuda a ultrapassar as dificuldades de estar a longe de casa, o que n\u00e3o acontece em estudantes que est\u00e3o a morar em casas. \u201c\u00c9 como se fossemos uma fam\u00edlia, quando algu\u00e9m est\u00e1 mal todo se ajudam, existe um ambiente de entreajuda\u201d, remata Carlos Oliveira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O despertador toca \u00e0s 8 da manh\u00e3 e Carlos Oliveira levanta-se e vai tomar banho. 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