{"id":15205,"date":"2022-02-07T14:54:38","date_gmt":"2022-02-07T14:54:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15205"},"modified":"2022-02-07T14:54:40","modified_gmt":"2022-02-07T14:54:40","slug":"quinta-do-monte-travesso-a-reinvencao-apos-crise-por-entre-os-socalcos-do-douro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15205","title":{"rendered":"Quinta do Monte Travesso: a reinven\u00e7\u00e3o ap\u00f3s crise por entre os socalcos do Douro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Quinta-do-Monte-Travesso-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15224\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Quinta-do-Monte-Travesso-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Quinta-do-Monte-Travesso-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Quinta-do-Monte-Travesso-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Quinta-do-Monte-Travesso-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Quinta-do-Monte-Travesso-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Parte exterior da Quinta do Monte Travesso, em Barcos no concelho de Tabua\u00e7<\/em>o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>&#8220;O Doiro sublimado. O prod\u00edgio de uma paisagem que deixa de o ser \u00e0 for\u00e7a de se desmedir. N\u00e3o \u00e9 um panorama que os olhos contemplam: \u00e9 um excesso da natureza. Socalcos que s\u00e3o passadas de homens tit\u00e2nicos a subir as encostas, volumes, cores e modula\u00e7\u00f5es que nenhum escultor, pintor ou m\u00fasico podem traduzir, horizontes dilatados para al\u00e9m dos limiares plaus\u00edveis da vis\u00e3o. (&#8230;) Um poema geol\u00f3gico. A beleza absoluta.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Excerto de \u201cDoiro Sublimado\u201d de Miguel Torga in &#8220;Di\u00e1rio XII&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por entre os socalcos do Douro, est\u00e1 a Quinta do Monte Travesso. At\u00e9 chegar ao destino \u00e9 preciso subir. Ao longe, o amarelo intenso da tinta que cobre as paredes n\u00e3o deixa desviar o olhar. Segundo consta na documenta\u00e7\u00e3o, a sua origem remonta para o ano de 1896, data em que o Visconde Vilarinho de S\u00e3o Rom\u00e3o apresentava a propriedade como uma das mais not\u00e1veis da sub-regi\u00e3o do Cima-corgo. Ao fim de 126 anos de exist\u00eancia, pouco mudou. A cultura tradicional ainda \u00e9 vista, mas tamb\u00e9m h\u00e1 espa\u00e7o para se reinventar.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Luciana Soares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para visitar basta aparecer e todos os turistas s\u00e3o recebidos pela guia Edna Soares. A visita percorre a casa Monte Travesso e a adega tradicional, e \u00e9 explicada a hist\u00f3ria da Quinta e a produ\u00e7\u00e3o dos vinhos. Por fim, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para provar o \u201cn\u00e9ctar dos deuses\u201d, com tr\u00eas n\u00edveis de prova, desde que seja feita marca\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. A \u201cvaidosa\u201d \u00e9 a carrinha Bedford de 1975, anteriormente utilizada para subir as encostas \u00edngremes do Douro. Hoje, quem a conduz \u00e9 o patriarca da fam\u00edlia, Jos\u00e9 N\u00e1poles de Carvalho que, juntamente com os turistas, percorre as vinhas dando a conhecer o solo xistoso e as diferentes qualidades das uvas, passando pelo Sous\u00e3o at\u00e9 ao Viosinho.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre os socalcos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o cerca de 16 os hectares que rondam a casa Monte Travesso. Rica em solos nobres, possui as castas tintas mais ricas que se conhecem no Douro. Desde sempre que esta Quinta se dedicou \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do solo, com planta\u00e7\u00e3o de vinhas velhas e vinhas novas, para a produ\u00e7\u00e3o de vinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Salete Cardoso \u00e9 a capataz da Quinta do Monte Travesso, que conhece as vinhas como a palma da sua m\u00e3o, e que h\u00e1 20 anos percorre os trilhos por entre os socalcos, passando grande parte do seu tempo \u201ca conversar com as videiras\u201d. O ano come\u00e7a com a poda. Nesta fase, \u00e9 tempo de \u201capanhar as vides e depois com a rebenta\u00e7\u00e3o da videira, h\u00e1 que retirar os chamados p\u00e2mpanos, para que a produ\u00e7\u00e3o fique leve\u201d. J\u00e1 em meados de junho deve-se aplicar o \u201csulfate para a uva n\u00e3o apodrecer\u201d e, at\u00e9 \u00e0 vindima, \u201cn\u00e3o se mexe mais na vinha\u201d, atesta a capataz da Quinta do Monte Travesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as doen\u00e7as e pragas que a videira pode apanhar, o en\u00f3logo residente, respons\u00e1vel por todo o processo de vinifica\u00e7\u00e3o dos vinhos da quinta, durante o per\u00edodo da vindima de 2021, Daniel Souto, esclarece que \u201c\u00e9 fundamental tratar da videira\u201d, afirmando que \u201ca vinha e o vinho andam sempre de m\u00e3os dadas e \u00e9 preciso ter cuidado e evitar ao m\u00e1ximo qualquer coisa possam afetar a produ\u00e7\u00e3o e a qualidade do fruto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o duriense, principalmente na zona de Tabua\u00e7o, o mais comum \u00e9 \u201co m\u00edldio que aparece ou na folha ou na uva\u201d, podendo estas apodrecer e, at\u00e9 mesmo levar \u00e0 perda total da produ\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o fica por aqui, j\u00e1 que tamb\u00e9m existe o o\u00eddio, que \u00e9 \u201cuma esp\u00e9cie de bolor em p\u00f3 que ataca sobretudo a folha\u201d, explica Salete Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casta-Viosinho-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15222\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casta-Viosinho-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casta-Viosinho-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casta-Viosinho-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casta-Viosinho-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casta-Viosinho-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Vinha \u201cNova\u201d da casta Viosinho, do ano de 2012<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cFui ao Douro \u00e0s vindimas\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De junho a setembro os tempos s\u00e3o de grande ang\u00fastia, o tempo \u00e9 imprevis\u00edvel e a mem\u00f3ria faz recordar o ano de 2016, em que granizo e chuvas fortes destru\u00edram a produ\u00e7\u00e3o vitivin\u00edcola por completo. \u201cAt\u00e9 \u00e0 vindima ando sempre a pedir ao S\u00e3o Pedro que nos ajude, tenho medo de ver o trabalho de todos reduzido a nada\u201d confessa Salete Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Chega finalmente o tempo da vindima. Esta \u00e9 religiosamente feita em setembro e, por consequ\u00eancia da pandemia, \u00e9 obrigat\u00f3rio o uso de m\u00e1scara e exigido o distanciamento social. Este \u00e9 o trabalho favorito de quem trabalha no campo, no entanto nos dois \u00faltimos anos n\u00e3o \u00e9 bem assim. \u201cAntigamente era tudo diferente, cant\u00e1vamos, and\u00e1vamos todos juntos e agora n\u00e3o, todos temos medo, temos que andar de m\u00e1scara com temperaturas superiores a 30o graus. \u00c9 insuport\u00e1vel. Quando fazemos a pausa do almo\u00e7o \u00e9 triste ver cada um no seu canto e n\u00e3o haver o conv\u00edvio que havia. Era bonito ver o pessoal da roga que se juntava a cantar e a dan\u00e7ar. Este v\u00edrus tirou-nos a alegria de vindimar\u201d, assume Salete Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecido por ser um trabalho \u201cpesado\u201d, a capataz da quinta do Monte Travesso n\u00e3o esconde a preocupa\u00e7\u00e3o que tem todos os anos na procura de trabalhadores para a vindima, como afirma. \u201cEsta \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o que corre o risco de ir abaixo, pela falta de pessoal, porque os jovens n\u00e3o querem e os mais velhos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o capazes e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel trazer m\u00e1quinas para vindimar\u201d nos socalcos do Douro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a colheita \u00e9 tempo de ir para a adega e dar in\u00edcio a todos os procedimentos. Primeiro o vinho \u00e9 pisado, depois come\u00e7a a fermenta\u00e7\u00e3o, seguida da filtra\u00e7\u00e3o, em que s\u00e3o retiradas todas as cascas e grainhas. Por \u00faltimo, passa para as cubas onde fica cerca de cinco meses. Segundo o en\u00f3logo Daniel Souto, todos estes processos s\u00f3 s\u00e3o bem- sucedidos gra\u00e7as \u201cao rigor, paix\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o que todos os funcion\u00e1rios t\u00eam para que tudo corra bem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de 2021 \u201cteve bastante qualidade, foi um ano em que n\u00e3o houve quebra\u201d, atesta Daniel Souto. A preocupa\u00e7\u00e3o com o clima foi constante e, como explica o en\u00f3logo, \u201co tempo afeta diretamente o ciclo vegetativo da videira e, consequentemente, a matura\u00e7\u00e3o da uva. Diferentes matura\u00e7\u00f5es levam a vinhos com resultados diferentes\u201d, no entanto este ano o \u201cresultado foi bom e o vinho produzido tem muito potencial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG_8020-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15226\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG_8020-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG_8020-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG_8020-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG_8020-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/IMG_8020.jpg 2016w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Adega t\u00edpica com toques modernos da Quinta do Monte Travesso<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A procura em Portugal e no Mundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diz o ditado \u201cque at\u00e9 ao lavar dos cestos, \u00e9 vindima\u201d, mas o trabalho n\u00e3o acaba nessa fase. Com todos os processos conclu\u00eddos e o vinho em condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso engarrafar e vender. Tal como refere o propriet\u00e1rio, Bernardo N\u00e1poles de Carvalho, \u201ca Quinta do Monte Travesso n\u00e3o vende vinho para supermercados nem hipermercados\u201d, o produto \u00e9 escoado para distribuidores nacionais que revendem para v\u00e1rios restaurantes portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos poucos e poucos, a empresa conseguiu conquistar o mercado nacional, mas h\u00e1 que se destaca: o brasileiro. Segundo Bernardo N\u00e1poles de Carvalho, \u201ca procura brasileira \u00e9 muito grande\u201d e, mesmo estando separados por um oceano, o Brasil, nos primeiros seis meses de 2021, aumentou para 42,3% o consumo de vinho portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na China e na Europa tamb\u00e9m h\u00e1 uma elevada procura de vinho Monte Travesso e, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Interprofissional do Vinho de Portugal, entre janeiro e agosto de 2021, a exporta\u00e7\u00e3o de vinhos portugueses registou um total de 581 milh\u00f5es de euros, uma subida de 13% face ao ano passado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Armazem-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15220\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Armazem-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Armazem-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Armazem-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Armazem-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Armazem-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Armaz\u00e9m e zona de engarrafamento onde \u00e9 colocado todo o vinho para posterior venda<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pandemia e as quebras nos lucros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 novidade que a pandemia abalou o setor econ\u00f3mico. No caso da Quinta do Monte Travesso, a quebra no setor das vendas aumentou. Em Portugal, os restaurantes estiveram fechados praticamente um ano, entre 2020 e abril de 2021 e, deste modo, as distribuidoras n\u00e3o puderam transportar o vinho, porque como a restaura\u00e7\u00e3o se encontrava encerrada, \u201cdeixaram de poder comprar e a Quinta de poder vender\u201d, esclarece Bernardo N\u00e1poles de Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo garante o propriet\u00e1rio, a quebra das vendas de 2019 para 2020, ultrapassou em larga escala os 50%. Mesmo conseguindo manter a quantidade de exporta\u00e7\u00e3o de vinho, sobretudo para o Brasil, Bernardo N\u00e1poles de Carvalho n\u00e3o esconde que esta \u201cfoi a salva\u00e7\u00e3o, juntamente com o enoturismo, que, quando era poss\u00edvel abrir, gerava alguma receita\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2021, \u201cainda que de forma muito inst\u00e1vel, tudo melhorou\u201d, com a reabertura dos restaurantes e as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo governo. Atualmente, a Quinta do Monte Travesso come\u00e7a a voltar \u00e0s converg\u00eancias normais, mas de forma muito gradual e j\u00e1 consegue vender para os restaurantes de norte a sul do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Turismo, a salva\u00e7\u00e3o no meio da crise<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ou por ser uma casa de fam\u00edlia que se dedicava \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de uvas e que vendia para \u201co vinho do porto\u201d. Mais tarde, come\u00e7aram a produzir o excedente e a engarraf\u00e1-lo, tornando-se produtores de vinhos e de azeite. Com o avan\u00e7ar dos tempos, a Quinta do Monte Travesso est\u00e1 totalmente inserida no turismo, oferecendo visitas guiadas, provas de vinhos, almo\u00e7os tradicionais harmonizados com o vinho, produtos locais, piqueniques e o alojamento, nas restauradas casas de campo. Em tempo de pandemia, para quem trabalha na Quinta do Monte Travesso, o turismo foi a verdadeira salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vertente do enoturismo, esta \u00e9 uma \u00e1rea com cada vez mais aflu\u00eancia. Segundo explica a guia tur\u00edstica Edna Soares, consiste \u201cnuma atividade que se baseia em tudo o que est\u00e1 relacionado com o vinho, desde a cultura, tradi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apostar na inova\u00e7\u00e3o tornou-se numa forma de querer \u201calavancar os empreendimentos de forma m\u00fatua. O neg\u00f3cio dos vinhos foi o primeiro, depois o enoturismo veio ajudar nessa \u00e1rea e vice-versa. Nesta fase, faz todo o sentido ter a parte das dormidas, que \u00e9 um complemento do enoturismo, e n\u00e3o s\u00f3, porque tamb\u00e9m ajudou a recuperar o patrim\u00f3nio que existia, trazendo vida \u00e0s ru\u00ednas que existiam, com duas casas: a <em>Casa da T\u00edlia e do Sous\u00e3o<\/em>, um T1 e T3 respetivamente, ambos com piscina privada\u201d, revela o propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta aposta em casas de campo, na perspetiva de Edna Soares, \u201cs\u00f3 traz vantagens, uma vez que, com esta abertura, vai ser poss\u00edvel atrair mais pessoas. Este neg\u00f3cio, vai expandir o turismo da quinta, vai trazer mais lucros, mais benef\u00edcios e ainda dar a conhecer a marca e os produtos\u201d. A \u201cCasa da T\u00edlia\u201d foi a primeira a abrir e esteve ocupada a maior parte do ver\u00e3o. Bernardo N\u00e1poles de Carvalho, ainda n\u00e3o consegue perceber se a constru\u00e7\u00e3o trar\u00e1 lucro e deseja que \u201ca pandemia estabilize e permita explorar esta \u00e1rea de turismo no Douro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casa-da-Tilia-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15221\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casa-da-Tilia-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casa-da-Tilia-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casa-da-Tilia-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casa-da-Tilia-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Casa-da-Tilia-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Interior da \u201cCasa da T\u00edlia\u201d, uma recente aposta no alojamento em casas de campo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>De \u201cp\u00e9-de-chinelo\u201d \u00e0 classe elitista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, a procura por autocaravanas, em 2020, aumentou 400%. O Douro \u00e9 um espelho da escala nacional, j\u00e1 que cada vez \u00e9 mais comum este tipo de turismo. O propriet\u00e1rio, Bernardo N\u00e1poles de Carvalho, explica que \u201co enoturismo e o turismo do Douro, eram associados a uma classe elitista e os turistas que vinham nas caravanas eram vistos como <em>\u201cum p\u00e9 de chinelo\u201d, <\/em>ou seja, uma coisa n\u00e3o era compat\u00edvel com a outra, mas o que se tem visto \u00e9 que, cada vez mais, as pessoas que v\u00eam nas autocaravanas s\u00e3o pessoas civilizadas, que sabem estar e que n\u00e3o devassam o espa\u00e7o e que convivem perfeitamente com os clientes que ocupam as casas sem qualquer conflito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o duriense o mais comum durante v\u00e1rios anos era o \u201cturista flydrive\u201d, que vem de avi\u00e3o e aluga carros para viajar ao redor do pa\u00eds. Este \u00e9 conhecido por consumir e n\u00e3o comprar, trazendo desvantagens ao com\u00e9rcio, comparativamente ao p\u00fablico caravanista que, por n\u00e3o ter risco de perder as compras nos aeroportos, acaba por adquirir mais produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a procura por parques de autocaravanas \u00e9 cada vez maior. A Quinta do Monte Travesso oferece \u00e1gua, eletricidade, casa de banho e parque aos caravanistas e estes, como forma de agradecimento, acabam por comprar e at\u00e9 fazer provas de vinho. Salete Cardoso considera esta \u201cuma vertente que ajuda muito, d\u00e1 pouco trabalho e compensa\u201d e, por esse facto, Bernardo N\u00e1poles de Carvalho, manifesta-se contra \u201ccobrar cinco euros por cada dia de estacionamento. \u00c9 uma ridicularia que n\u00e3o traz vantagem nenhuma\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os turistas chegam mudados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMudou tudo\u201d talvez seja o mais ouvido quando o tema \u00e9 a pandemia. Edna Soares, guia tur\u00edstica na Quinta do Monte Travesso, que ocupa esta cargo h\u00e1 quatro anos, reconhece que a covid-19 veio \u201cmudar a postura das pessoas, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 abra\u00e7os e sorrisos, logo em Portugal, um pa\u00eds conhecido pelas gentes hospitaleiras e afetuosas\u201d. Para circular dentro do estabelecimento \u00e9 obrigat\u00f3rio o uso de m\u00e1scara, excetuando nas provas de vinhos e almo\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Edna Soares revela que, no ano de 2019, \u201cas visitas e provas eram di\u00e1rias e o turismo seguia a um ritmo alucinante. Havia uma grande perspetiva para o futuro, mas em 2020 tudo mudou\u201d. Recorde-se que, em 2020, o n\u00famero de chegadas a Portugal de turistas n\u00e3o residentes tinha atingido 6,5 milh\u00f5es, correspondendo a uma diminui\u00e7\u00e3o de 73,7% face a 2019, segundo os dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara a Quinta, turisticamente falando, o ano modelo foi 2019, o ano terr\u00edvel foi 2020, nem o ver\u00e3o salvou o resto do ano, e por fim, 2021, que come\u00e7ou muito mal, mas a partir de agosto foi surpreendente, as visitas apareceram em dobro, e registou-se um aumentou do n\u00famero de visitantes portugueses\u201d, explica a guia tur\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Contrariamente ao esperado, o presidente da Turismo Porto e Norte, Lu\u00eds Pedro Martins, em declara\u00e7\u00f5es afirmou que o Douro, Minho e Tr\u00e1s-os-Montes, em 2020, alcan\u00e7aram taxas de ocupa\u00e7\u00e3o superiores a 95% o que, em oposi\u00e7\u00e3o com os 15% das grandes cidades, se revela muito superior. Neste sentido, a aposta em casas de turismo por parte da Quinta do Monte Travesso revela-se, \u00e0 partida, vantajoso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rececao-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15225\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rececao-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rececao-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rececao-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rececao-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rececao-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Local de rece\u00e7\u00e3o aos Turistas para visitas e provas de vinho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sustentabilidade ambiental e econ\u00f3mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com meio ambiente cada vez mais \u00e9 assunto. Decerto que em 1896 a preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era tanta como hoje, quem o diz \u00e9 Salete Cardoso deixando claro que \u201cprimeira n\u00e3o havia problema com nada, existia liberdade total\u201d, mas hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 bem assim. Bernardo N\u00e1poles de Carvalho, esclarece que \u201csempre houve uma preocupa\u00e7\u00e3o ambiental, principalmente na parte da viticultura. H\u00e1 um cuidado em manter os pulverizadores calibrados para deitar s\u00f3 aquilo que \u00e9 estritamente necess\u00e1rio para a videira e n\u00e3o andar a gastar calda a mais nos tratamentos\u201d, afirma\u00e7\u00e3o que Salete Cardoso complementa, assumindo que \u201catualmente at\u00e9 na vinha se faz reciclagem e, pode parecer que isso d\u00e1 mais trabalho, mas \u00e9 mentira. Ali\u00e1s, at\u00e9 compensa porque a vinha fica mais limpa e o servi\u00e7o \u00e9 muito mais eficaz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apostar em castas certas, melhorar os pontos de \u00e1gua e produzir azeite 100% biol\u00f3gico, s\u00e3o algumas das medidas adotadas. Tamb\u00e9m no turismo foram implementadas medidas, com a coloca\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is solares, nas casas de campo e a oferta de bicicletas para circular no terreno, evitando os carros. Para o propriet\u00e1rio, estas \u201cs\u00e3o pequenas iniciativas que acabam por fazer a diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m deste tipo de preocupa\u00e7\u00e3o, Bernardo N\u00e1poles de Carvalho diz que \u201cmuitas das vezes o fator econ\u00f3mico \u00e9 esquecido e a verdade, \u00e9 a sustentabilidade econ\u00f3mica, \u00e9 t\u00e3o importante como a ambiental\u201d. Como justifica\u00e7\u00e3o, o dono refor\u00e7a a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho, o aproveitamento total dos espa\u00e7os com novos neg\u00f3cios, esclarecendo que \u201cse houvesse uma acomoda\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma evolu\u00e7\u00e3o, a quinta era altamente insustent\u00e1vel\u201d. O propriet\u00e1rio acredita que \u201ca produ\u00e7\u00e3o e engarrafamento de vinho e azeite, assim como a casa que recebe turistas, \u00e9 uma forma de sustentabilidade econ\u00f3mica da explora\u00e7\u00e3o, que se fosse de outra maneira n\u00e3o o era\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), no ano de 2020, as emiss\u00f5es de Gases de efeito de estufa (GEE) reduziram cerca de 8,5% face a 2019, o consumo de energia tamb\u00e9m decresceu 7,2% e a qualidade do ar melhorou, com 33,8% dos dias com muito boa qualidade do ar. No que toca a fontes renov\u00e1veis, a energia produzida representou 59,6% do total.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Parque-das-Caravanas-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15223\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Parque-das-Caravanas-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Parque-das-Caravanas-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Parque-das-Caravanas-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Parque-das-Caravanas-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Parque-das-Caravanas-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Entrada para o parque das caravanas<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presente, investimento e futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Investir no presente para colher lucros no futuro, tem sido o lema da Quinta do Monte Travesso. Bernardo N\u00e1poles de Carvalho n\u00e3o esconde o desejo de tornar a \u201cquinta num polo de enoturismo conhecido na regi\u00e3o e cada vez mais bem implementado\u201d. O turismo n\u00e3o fica por aqui, j\u00e1 que \u201ca m\u00e9dio prazo, existe vontade de abrir mais duas casas de campo\u201d, revela.<\/p>\n\n\n\n<p>As apostas s\u00e3o grandes e os investimentos tamb\u00e9m, mas, por agora, a vontade de \u201cregressar \u00e0 normalidade com sorrisos vis\u00edveis e abra\u00e7os apertados\u201d s\u00e3o, para Edna Soares, a maior vit\u00f3ria que o Douro e a quinta podem alcan\u00e7ar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O Doiro sublimado. O prod\u00edgio de uma paisagem que deixa de o ser \u00e0 for\u00e7a de se desmedir. 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