{"id":15188,"date":"2022-02-15T14:26:58","date_gmt":"2022-02-15T14:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15188"},"modified":"2022-02-15T14:26:59","modified_gmt":"2022-02-15T14:26:59","slug":"fabrico-de-doces-e-licores-artesanais-torna-se-paixao-a-dois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15188","title":{"rendered":"Fabrico de doces e licores artesanais torna-se paix\u00e3o a dois"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Dois casais, de diferentes zonas do pa\u00eds, partilham a mesma paix\u00e3o: o fabrico de doces e licores artesanais. Quer num meio rural ou urbano, o objetivo destes casais \u00e9 ado\u00e7ar a vida dos seus clientes e amigos, atrav\u00e9s dos diversos sabores que t\u00eam dispon\u00edveis.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Let\u00edcia Silva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rosa Almeida e Bruno Rodrigues vivem na aldeia de Vila Franca, concelho de Castro Daire, e vendem fruta para mercados locais h\u00e1 v\u00e1rios anos, mas foi o desperd\u00edcio no final do dia que lhes deu a ideia de confecionar produtos artesanais a partir dos excedentes. O casal de 46 anos decidiu pensar numa solu\u00e7\u00e3o para o problema da fruta desperdi\u00e7ada, chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que podiam come\u00e7ar a aproveitar essa fruta, fazendo compotas e licores. Da ideia \u00e0 venda em mercados e feiras locais foi um instante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo levar os produtos para as feiras, surgiram outras ideias, como \u00e9 o caso da sangria e das sobremesas de frutos vermelhos, os gelados e os granizados, aos quais a recetividade do p\u00fablico foi muito boa, o que nos motivou a continuar a produzir mais\u201d, conta Rosa Almeida.&nbsp;A assistente operacional diz que o processo de confe\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: \u201cbasta colocar duas partes de fruta e uma de a\u00e7\u00facar a ferver, at\u00e9 ganhar ponto de estrada. Depois \u00e9 s\u00f3 enfrascar e tampar ainda quente&#8221;. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos licores, falamos de um tempo mais alargado. \u201cPara os licores, o segredo \u00e9 colocar fruta, a\u00e7\u00facar e aguardente em partes iguais e deixar a carcerar durante dois meses. De seguida \u00e9 decantado e corrigido o n\u00edvel de a\u00e7\u00facar\u201d, explica Rosa Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>Framboesa, mirtilo, amora, groselha e frutos vermelhos s\u00e3o alguns dos sabores das compotas confecionadas pelo casal. J\u00e1 os dos licores variam entre framboesa, mirtilo e amora. Em rela\u00e7\u00e3o aos gelados e granizados, o casal tamb\u00e9m costuma aproveitar as frutas da \u00e9poca, de modo a tentar criar sabores diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Rosa Almeida \u00e9 assistente operacional e Bruno Rodrigues \u00e9 operador florestal e, apesar de a confe\u00e7\u00e3o dos produtos n\u00e3o ser a fonte de rendimento principal, s\u00e3o uma ajuda preciosa. \u201cO gosto de fazer estes produtos foi adquirido quando come\u00e7\u00e1mos a produzir. Inicialmente tivemos a ideia, mas nunca pens\u00e1mos que isto se tornasse algo que gostamos realmente de fazer\u201d, afirma Bruno Rodrigues. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma fonte de rendimento fixa, mas \u00e9 sempre uma boa ajuda. O facto de as pessoas gostarem e comprarem os nossos produtos, tamb\u00e9m nos deixa motivados para continuar a produzir e inovar\u201d, acrescenta o produtor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fruta-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15344\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fruta-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fruta-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fruta-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fruta-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/fruta.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fruta utilizada para compotas e licores<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1udia Ferreira, 48 anos, e Paulo Ferreira, 51 anos, tamb\u00e9m se dedicam \u00e0 venda de produtos artesanais. A residir em Lisboa, o casal abra\u00e7ou este desafio lan\u00e7ado por uma familiar, que, no Natal, recebia habitualmente doces e licores feitos pelo casal. \u201cH\u00e1 muitos anos que faz\u00edamos doces e licores, quer para consumo pr\u00f3prio, quer para oferecer \u00e0 fam\u00edlia e aos amigos\u201d, explica Paulo Ferreira, pol\u00edcia de profiss\u00e3o, acrescentando que come\u00e7aram a levar este gosto mais a s\u00e9rio e hoje vendem com o selo Doces &amp; Licores Artesanais e contam com novos produtos e novos sabores.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do desafio lan\u00e7ado em 2013, o casal aceitou participar pela primeira vez na feira de produtos locais\/regionais Mostra Castro Daire, que ocorreu na vila de Castro Daire. \u201cTalvez devido \u00e0 qualidade dos produtos que demos a provar a todos aqueles que quiseram, o evento foi um sucesso e foi algo que nos motivou ainda mais\u201d, recorda Cl\u00e1udia Ferreira, que mant\u00e9m esta atividade a par com a sua ocupa\u00e7\u00e3o principal: assistente operacional numa escola. <\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso da primeira feira fez com que o casal decidisse inovar, produzir mais quantidade e variedade e, consequentemente, participar noutros eventos daquele tipo. Desde ent\u00e3o j\u00e1 passaram por certames como a Festa das Colheitas de Castro Daire, Feira Medieval da Vila de M\u00f5es, FICA Castro Daire, Feira de Artesanato de Campo de Ourique, em Lisboa, Feira de Artesanato de Queluz de Baixo, Mercado A.Ti.Tudo, na Ericeira e na Feira de Artesanato do Pal\u00e1cio Baldaya, em Benfica, Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os produtos s\u00e3o fabricados com recurso a fruta, vegetais, ervas e especiarias de origem biol\u00f3gica, sem adi\u00e7\u00e3o de corantes nem conservantes\u201d, afirma Cl\u00e1udia Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o casal tem 24 refer\u00eancias de licores: marmelo, poejo, lim\u00e3o, rom\u00e3, canela, tabaibo (figo da \u00cdndia), amora silvestre, framboesa, flor de sabugueiro, cereja c\/ Elas, erva doce, beterraba, mirtilo, ginja c\/ Elas, tangerina, alecrim, s\u00e1lvia, folha de figueira, abrunho silvestre, medronho com mel, hortel\u00e3 chocolate, alfarroba, caf\u00e9 e por \u00faltimo, baunilha.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"496\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/licores-496x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15345\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/licores-496x1024.jpg 496w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/licores-145x300.jpg 145w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/licores.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 496px) 100vw, 496px\" \/><figcaption>Licores confecionados por Cl\u00e1udia e Paulo Ferreira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Paulo Ferreira conta que \u201ca confe\u00e7\u00e3o dos licores tem tr\u00eas etapas. Primeiro \u00e9 a macera\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica prolongada, em aguardente v\u00ednica, das frutas\/ervas\/especiarias. Depois adiciona-se \u00e1gua e a\u00e7\u00facar \u00e0 solu\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica resultante da macera\u00e7\u00e3o, em processo de pasteuriza\u00e7\u00e3o (elimina\u00e7\u00e3o de micro-organismos atrav\u00e9s da ebuli\u00e7\u00e3o). Por \u00faltimo \u00e9 a filtragem, engarrafamento e arrolhamento em corti\u00e7a (100% nacional) e etiquetagem em papel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do produto final \u00e9 uma das particularidades do trabalho do casal. Ao inv\u00e9s de optarem apenas pelo uso de garrafas de vidro comum, as garrafas estilizadas com um design vintage s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o diferente e amiga do ambiente, uma vez que todas elas s\u00e3o recicladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1udia Ferreira conta que t\u00eam seis refer\u00eancias de marmelada: marmelada de marmelo, marmelada de ma\u00e7\u00e3 (variedades), marmelada de alperce, marmelada de kiwi e marmelada de gamboa. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos doces, os sabores s\u00e3o: figo, cereja, morango, fisalis, chuchu, ab\u00f3bora, ab\u00f3bora chila, framboesa, amora silvestre, tomate e tomarilho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"820\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/doces-2-820x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15342\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/doces-2-820x1024.jpg 820w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/doces-2-240x300.jpg 240w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/doces-2-768x959.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/doces-2.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><figcaption>Doces confecionados por Cl\u00e1udia e Paulo Ferreira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Paulo Ferreira ainda acrescenta: \u201ctemos tamb\u00e9m geleia de marmelo e geleia de marmelo com malagueta. Como agridoces, contamos com pimento verde com azeite e pimenta preta e pimento vermelho com vinagre bals\u00e2mico. Por fim, temos o piripiri\/creme de malaguetas (receita mo\u00e7ambicana bastante picante)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1udia Ferreira lembra que \u201ctodo o processo de fabrica\u00e7\u00e3o sob receitas ancestrais, quer dos doces quer dos licores, \u00e9 manual\/artesanal e, por essa raz\u00e3o,&nbsp;sem recurso a qualquer tipo de equipamento industrial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O casal conta que esta atividade n\u00e3o \u00e9 a principal fonte de rendimento, mas sim apenas um hobbie, uma vez que ambos desenvolvem atividades profissionais. Para al\u00e9m da venda e do consumo pr\u00f3prio, o casal oferece alguns dos seus produtos a amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Silva, amigo do casal, conta que reconhece a qualidade dos produtos que confecionam. \u201cN\u00e3o sou grande f\u00e3 de licores, mas os doces e o piripiri s\u00e3o produtos que aprecio. Como o casal me costuma oferecer produtos, decidi que seria justo oferecer algo em troca, por isso dou alguns legumes e frutas\u201d, refere.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEste projeto n\u00e3o seria poss\u00edvel sem o desafio lan\u00e7ado pela familiar Carla Ferreira, bem como outros familiares e amigos que, ano ap\u00f3s ano, v\u00e3o oferecendo as frutas e os legumes da \u00e9poca, preciosas mat\u00e9rias-primas para a elabora\u00e7\u00e3o dos nossos doces e licores\u201d, remata Paulo Ferreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois casais, de diferentes zonas do pa\u00eds, partilham a mesma paix\u00e3o: o fabrico de doces e licores artesanais. 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