{"id":15126,"date":"2022-02-11T10:28:24","date_gmt":"2022-02-11T10:28:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15126"},"modified":"2022-02-11T10:28:25","modified_gmt":"2022-02-11T10:28:25","slug":"fabrico-de-produtos-artesanais-da-aventura-a-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15126","title":{"rendered":"Fabrico de produtos artesanais: da aventura \u00e0 paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Sandra Lopes, Rita Andrade e Maria Franco t\u00eam em comum o gosto e fabrico de produtos artesanais. Falamos de artigos feitos manualmente, que s\u00e3o produzidos sem qualquer interven\u00e7\u00e3o industrial, desde o come\u00e7o at\u00e9 a sua finaliza\u00e7\u00e3o. O fabrico dos produtos artesanais de qualidade requer um acompanhamento, dedica\u00e7\u00e3o e muito tempo por parte dos artes\u00e3os. Com muitos cuidados, produzem-se produtos com identidade e originalidade. Contudo, nem toda a gente possui tanto tempo para dedicar a esta atividade, por isso ela \u00e9 encarada, por muitos, como apenas um hobbie.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Ana Sofia Sim\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sandra Lopes \u00e9 uma artes\u00e3 de 46 anos, natural de Fafe. A sua fonte de rendimento prov\u00e9m do seu trabalho num ateli\u00ea de costura, onde borda vestidos de noiva, batizados, comunh\u00f5es e cerim\u00f3nia. Sempre gostou de artesanato desde os tempos da escola, mas a ideia de criar produtos artesanais surgiu quando o seu filho estava no infant\u00e1rio, em 2013. Naquela altura, a educadora do filho percebeu que ela tinha talento para a decora\u00e7\u00e3o e pediu-lhe para fazer trabalhos para decorar a sala. &#8220;A educadora questionou-me se nunca tinha pensado em fazer uma exposi\u00e7\u00e3o ou algo do g\u00e9nero, pois tinha imenso jeito. Desde a\u00ed que essa ideia ficou me na cabe\u00e7a e decidi partir \u00e0 aventura\u201d, conta Sandra Lopes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"481\" height=\"641\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Sandra-Lopes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15130\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Sandra-Lopes.jpg 481w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Sandra-Lopes-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><figcaption>Pe\u00e7as da autoria de Sandra Lopes<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em busca da aventura, a artes\u00e3 fez a sua primeira exposi\u00e7\u00e3o na Biblioteca Municipal de Fafe, em dezembro de 2013. Mais tarde, em 2014, foi convidada a participar na feira do 16 maio, no festival da Vitela \u00e0 moda de Fafe e no Mercadinho de Natal. Ainda conta com alguns dos seus trabalhos expostos no posto de turismo de Fafe.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os seus trabalhos s\u00e3o exclusivos e a sua principal inspira\u00e7\u00e3o s\u00e3o as festas, como o Natal, a P\u00e1scoa, entre outros.&nbsp;Desde sempre que Sandra Lopes teve inten\u00e7\u00e3o de vender os seus trabalhos. Come\u00e7ou com exposi\u00e7\u00f5es e feiras, mas agora o seu trabalho tamb\u00e9m chegou \u00e0s plataformas digitais, de modo a obter mais reconhecimento, mas tamb\u00e9m mais clientes. \u201cHoje em dia n\u00e3o vendo s\u00f3 atrav\u00e9s de exposi\u00e7\u00f5es e de feiras, mas tamb\u00e9m por encomendas atrav\u00e9s da plataforma Facebook\u201d, conta Sandra Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos trabalhos que a artes\u00e3 mais aprecia fazer \u00e9 pirografia, mais conhecido como grava\u00e7\u00e3o a fogo. Sandra Lopes explica que \u201c\u00e9 um trabalho muito minucioso, pois tem que se ter muita per\u00edcia e m\u00e3o firme\u201d. A artes\u00e3 explica toda a t\u00e9cnica que usa na produ\u00e7\u00e3o dos seus trabalhos: &#8220;o segredo \u00e9 lixar e limpar bem o tipo de madeira que se vai usar, quer seja uma caixa, colher de pau, t\u00e1buas de partir p\u00e3o, entre outros. Depois de escolher o desenho e pass\u00e1-lo para o produto, \u00e9 a\u00ed que se come\u00e7a por contornar todas as linhas do desenho, para depois come\u00e7ar a dar tons mais claros ou mais escuros, de forma a que fique totalmente preenchido. O \u00faltimo passo \u00e9 envernizar, exceto o que for para colocar produtos alimentares, como t\u00e1buas de partir p\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sandra Lopes lembra que esta atividade n\u00e3o \u00e9 o seu sustento, mas sim apenas uma ajuda que acaba sempre por ser essencial. \u201cNem \u00e9 s\u00f3 pelo valor monet\u00e1rio, mas tamb\u00e9m pelo valor sentimental. \u00c9 gratificante ver que as pessoas gostam dos meus trabalhos e isso para mim j\u00e1 \u00e9 suficiente\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seus trabalhos \u201cultrapassam fronteiras, sendo adquiridos por emigrantes de Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a, B\u00e9lgica, Brasil, entre outros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O confinamento e a produ\u00e7\u00e3o de sabonetes caseiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rita Andrade tem 63 anos, \u00e9 natural da Lous\u00e3 e \u00e9 reformada.<\/strong> Para ela, tudo come\u00e7ou no in\u00edcio da pandemia. Esta artes\u00e3 produz sabonetes caseiros e conta que, apesar do seu interesse pela atividade, o que realmente a fez come\u00e7ar a produzir foi o confinamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"781\" height=\"582\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rita-Andrade.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15128\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rita-Andrade.jpg 781w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rita-Andrade-300x224.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Rita-Andrade-768x572.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><figcaption>Os sabonetes produzidos por Rita Andrade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cComo estava em casa sem fazer nada, pois estava confinada, decidi ir pesquisar na Internet como se faziam sabonetes, pois sempre foi um interesse meu e, como tempo n\u00e3o me faltava, pensei que seria uma boa ocupa\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as \u00e0 Internet, somos capazes de aceder a informa\u00e7\u00f5es sobre tudo e mais alguma coisa, por isso encontrei v\u00e1rios resultados. Depois de pesquisar e descobrir como se faziam os sabonetes, comecei a produzir&#8221;, conta Rita Andrade. <\/p>\n\n\n\n<p>Os sabonetes que produz s\u00e3o bastante vers\u00e1teis, pois n\u00e3o s\u00f3 servem para lavar as m\u00e3os, como tamb\u00e9m para lavar a loi\u00e7a. A artes\u00e3 afirma que, por ser uma atividade que n\u00e3o requer muito espa\u00e7o, ela produz os seus sabonetes na sua pr\u00f3pria cozinha. \u201cO que no in\u00edcio era s\u00f3 um passatempo, tornou-se em algo mais muito rapidamente. Quando as pessoas descobriram que eu fazia sabonetes, come\u00e7aram a pedir e foi a partir da\u00ed que comecei a vender e tamb\u00e9m a dar\u201d, relata Rita Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios segredos na produ\u00e7\u00e3o dos sabonetes desta artes\u00e3, mas apesar de Rita Andrade n\u00e3o revelar os ingredientes, conta alguns detalhes do processo: \u201ccome\u00e7o por deixar cozer durante uma hora, em seguida coloco numa forma, deixa-se arrefecer durante alguns minutos, mas n\u00e3o na totalidade, e depois corto aos peda\u00e7os conforme os tamanhos que quero\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Reformada h\u00e1 algum tempo, Rita Andrade nunca pensou no fabrico de sabonetes como uma fonte de rendimento. Para ela, esta atividade sempre foi s\u00f3 um <em>hobbie<\/em>, pois nunca teve inten\u00e7\u00e3o de ganhar dinheiro, at\u00e9 porque a artes\u00e3 confessa que d\u00e1 mais do que vende.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria dos Anjos, amiga de Rita Andrade, conta que \u201cela costuma oferecer alguns sabonetes que faz. Apesar de n\u00e3o conseguir descodificar os ingredientes, consigo perceber que estes sabonetes n\u00e3o s\u00e3o como os que se vendem nos supermercados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Costura criativa antes dos tempos do Youtube<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maria Franco tem 46 anos, \u00e9 natural de Lisboa e trabalha como auxiliar de educa\u00e7\u00e3o, no infant\u00e1rio do col\u00e9gio Pedro Arrupe. Sempre gostou de trabalhos manuais, mas o seu gosto e interesse pelos produtos artesanais surgiu aquando da sua produ\u00e7\u00e3o, h\u00e1 cerca de seis anos. \u201cHouve um dia que passei \u00e0 frente de uma loja que dava aulas de costura criativa. Quis logo aprender. Comecei por participar em muitos workshops. No in\u00edcio aprendi a fazer capas de livros, bolsas, carteiras, coisas mais simples. Com o tempo fui evoluindo e melhorando a minha t\u00e9cnica. Hoje em dia, j\u00e1 sou capaz de fazer bonecas em tecido, \u00e1rvores de Natal, entre outros\u201d, confessa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"536\" height=\"714\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Maria-Franco.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15127\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Maria-Franco.jpg 536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Maria-Franco-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><figcaption>Boneca produzida por Maria Franco<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O que faz h\u00e1 mais tempo, em rela\u00e7\u00e3o a trabalhos manuais, s\u00e3o coisas que aprendeu sozinha quando era pequena, como o tric\u00f4, o crochet e o ponto de cruz. \u201cEstas atividades n\u00e3o as aprendi de uma forma convencional, pois como sou esquerdina e antigamente n\u00e3o havia Youtube, tive de aprender a faz\u00ea-las sozinha\u201d, conta a artes\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maria Franco, fazer trabalhos manuais \u00e9 um <em>hobbie<\/em> e serve para ocupar a sua mente, mas tamb\u00e9m a sua alma. \u201c\u00c9 algo que eu fa\u00e7o para me distrair e tudo o que eu confeciono \u00e9 com toda a minha paix\u00e3o. Para fazer estes trabalhos manuais \u00e9 preciso ter gosto, porque n\u00e3o compensa financeiramente. Todo o material acaba por ficar caro e mesmo que eu fosse vender, n\u00e3o me compensava\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Franco afirma que n\u00e3o existe nenhum segredo em espec\u00edfico para fazer produtos artesanais. \u201cTodos eles s\u00e3o de f\u00e1cil acesso a quem participe em workshops de costura criativa&#8221;. A artes\u00e3 tem o h\u00e1bito de dar alguns produtos que fabrica e, conforme a pessoa a quem vai oferecer, conta que pensa em todos os detalhes, desde a escolha do tecido a outros materiais que diferem de produto para produto. \u201cH\u00e1 algo nos meus trabalhos que nunca muda: \u00e9 o facto de todos os artigos ficarem perfeitos, pois todos eles t\u00eam muitas horas de trabalho em cima e tamb\u00e9m t\u00eam muita dedica\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta atividade n\u00e3o \u00e9 a sua fonte de rendimento, uma vez que Maria Franco faz os produtos para as pessoas que apreciam e que lhe s\u00e3o chegadas. \u201cEu fa\u00e7o isto por gosto e n\u00e3o para receber dinheiro em troca. Para mim, melhor que ganhar dinheiro com os meus trabalhos manuais, \u00e9 a pessoa para quem eu ofere\u00e7o utilizar no dia a dia o que lhe dei. Ver algu\u00e9m usar aquilo que n\u00f3s fizemos \u00e9 muito gratificante\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Cidalina Pereira, uma amiga de Maria Franco, costuma receber, sobretudo em ocasi\u00f5es especiais, alguns produtos feitos pela artes\u00e3. \u201cJ\u00e1 a conhe\u00e7o h\u00e1 algum tempo e sempre teve jeito para trabalhos manuais. \u00c9 not\u00e1vel o carinho que ela investe em cada um dos seus produtos\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Defender pr\u00e1ticas artesanais<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho do ano passado, o Governo criou a associa\u00e7\u00e3o Saber Fazer, com o objetivo de defender as pr\u00e1ticas artesanais em Portugal e visando promover o setor e o turismo cultural a ele associado. &#8220;A Associa\u00e7\u00e3o tem como miss\u00e3o o desenvolvimento de atividades de interesse p\u00fablico no \u00e2mbito da salvaguarda e do reconhecimento das artes e of\u00edcios tradicionais, bem como do desenvolvimento sustent\u00e1vel da produ\u00e7\u00e3o artesanal&#8221;, l\u00ea-se no decreto que originou a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o documento, &#8220;Portugal disp\u00f5e de uma vasta e heterog\u00e9nea variedade de pr\u00e1ticas artesanais em todo o territ\u00f3rio que constituem uma verdadeira rede do saber fazer&#8221;. Reconhecendo o elevado potencial do setor, e face ao aumento da procura destes produtos, o Governo reconhecia ainda a relev\u00e2ncia social do setor, face ao &#8220;potencial de cria\u00e7\u00e3o de oportunidades de emprego e de inclus\u00e3o social&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra Lopes, Rita Andrade e Maria Franco t\u00eam em comum o gosto e fabrico de produtos artesanais. 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