{"id":15049,"date":"2022-02-01T14:11:41","date_gmt":"2022-02-01T14:11:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15049"},"modified":"2022-02-01T14:11:43","modified_gmt":"2022-02-01T14:11:43","slug":"ha-muito-tempo-que-as-mulheres-nao-pertencem-so-a-cozinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=15049","title":{"rendered":"\u201cH\u00e1 muito tempo que as mulheres n\u00e3o pertencem s\u00f3 \u00e0 cozinha\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>A igualdade de g\u00e9nero \u00e9 um dos temas em cima da mesa da atualidade e o aumento da participa\u00e7\u00e3o e da visibilidade das mulheres no desporto \u00e9 uma das faces das mudan\u00e7as que come\u00e7am a ser operadas. Ainda assim, a fam\u00edlia em campo, a exclus\u00e3o, as diferen\u00e7as, o futuro e os estudos s\u00e3o fatores importantes e alguns deles prejudiciais para a carreira do g\u00e9nero feminino no desporto.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Lara Ferreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais que um <em>hobbie<\/em>, o desporto faz parte do meu dia-a-dia. J\u00e1 n\u00e3o consigo viver sem os meus treinos semanais, d\u00e3o-me mais vida. Na minha equipa somos todos considerados fam\u00edlia\u201d. \u00c9 desta maneira que Beatriz Andrade, de 20 anos, fala sobre a sua modalidade. Atualmente joga na equipa de Futsal \u201cO Crasto\u201d, em Castro Daire, distrito de Viseu, de onde \u00e9 natural, mas tamb\u00e9m sonha que um dia possa ser docente de Nata\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que estuda Desporto e Atividade F\u00edsica na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Viseu. \u201cNeste momento estou a estagiar na \u00e1rea de Nata\u00e7\u00e3o e gostava um dia de poder exercer verdadeiramente neste campo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem partilha a mesma modalidade \u00e9 Maria Rodrigues, de 17 anos. Praticou futebol durante dois anos, apenas por divers\u00e3o, mas desde 2017 que pratica Futsal federado na equipa j\u00fanior em Tebosa, freguesia da cidade Braga, no CDRC Tebosa. Com a chegada da Covid-19, sentiu uma mudan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o que tinha com as companheiras de equipa, especificamente devido \u00e0 falta de conv\u00edvios, mas o bom ambiente dentro de campo continuou e, apesar dos interesses distintos, a paix\u00e3o do Futsal acaba por junt\u00e1-las mais ainda, o que tem vindo a refletir-se nos \u00faltimos jogos. Todos os elementos da equipa veem os treinos como uma forma de relaxamento e de abstra\u00e7\u00e3o. \u201cAproveitamos ao m\u00e1ximo o tempo antes e depois dos treinos\/jogos para conversar, porque ao final de contas somos adolescentes, e como tal h\u00e1 sempre tema de conversa, cantoria, festa no balne\u00e1rio. Os treinos s\u00e3o, sem d\u00favida, um momento para relaxar e abstrair dos problemas da vida, escola, etc\u201d, relata Maria Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Maria-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15055\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Maria-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Maria-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Maria-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Maria.jpeg 1368w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Maria Rodrigues, jogadora de futsal na equipa CDRC Tebosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No mesmo clube, CDRC Tebosa, Alexandra Barbosa, de 21 anos, antiga jogadora e atual membro da dire\u00e7\u00e3o, vivia com a timidez de querer jogar \u00e0 bola por ser menina. \u201cMa altura andavam \u00e0 procura de jovens para integrar a equipa j\u00fanior e aproveitei a oportunidade. Tive pena de come\u00e7ar tarde, mas adorei a experi\u00eancia\u201d, conta. Agora, como membro da dire\u00e7\u00e3o, vive intensamente todas as conquistas das mulheres do grupo. A equipa S\u00e9nior do CDRC Tebosa j\u00e1 conquistou muitos pr\u00e9mios e a vogal, sem esconder a emo\u00e7\u00e3o, vibra com todos os sucessos. \u201cConseguimos chegar \u00e0 primeira divis\u00e3o de Futsal Feminino, pela primeira vez na hist\u00f3ria, este ano. \u00c9 um orgulho fazer parte deste projeto. \u00c9 algo que est\u00e1vamos todas a espera e, devido a todo o esfor\u00e7o, conseguimos\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ainda existe desigualdade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Beatriz Andrade, no seu clube n\u00e3o h\u00e1 qualquer desigualdade de g\u00e9nero, porque n\u00e3o existe Futsal Masculino. No entanto, refere que globalmente existem muitos mais homens a praticar Futsal do que mulheres e que, por vezes, os coment\u00e1rios dos homens na bancada n\u00e3o s\u00e3o os mais agrad\u00e1veis. \u201cOuvem-se alguns coment\u00e1rios. S\u00f3 por serem rapazes acham que sabem mais que n\u00f3s\u201d, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Rodrigues partilha da mesma opini\u00e3o e refere que sofre mais esta desigualdade na escola, ao participar nas aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, mas sempre que tem oportunidade rebate com uma reposta assertiva e confiante. \u201cNa escola, em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, recebo certos coment\u00e1rios do tipo \u201cjoga como uma menina\u201d ditos de rapazes para rapazes, o que claramente est\u00e1 a inferiorizar as meninas. Normalmente intervenho com algum discurso feminista e depois, a jogar, dou tudo\u201d, exp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>Na modalidade de Badminton federado do Sporting Clube de Braga, onde Francisca Ferraz, de 20 anos, joga desde h\u00e1 4 anos e onde se sente refugiada \u201cda corrida do dia-a dia, casa-universidade\u201d, n\u00e3o existe qualquer inferioridade para com as mulheres. \u201cFelizmente, nunca senti qualquer tipo de inferioridade no meu clube, nem em nenhum torneio. Este desporto \u00e9 liderado por ambos os sexos\u201d, alega.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"240\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Francisca.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15056\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Francisca.jpg 240w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Francisca-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><figcaption>Francisca Ferraz, jogadora de badminton no Sporting Clube de Braga<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O mesmo acontece na modalidade de atletismo do mesmo clube, segundo a atleta Mariana Machado, vencedora da medalha de bronze nos Europeus Sub-23 de Corta-Mato, \u201cn\u00e3o existe qualquer tipo de discrimina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Merecemos ser respeitadas&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ex desportista de Capoeira Yasmin Ferreira, de 20 anos, criou uma fam\u00edlia com o seu grupo e n\u00e3o consegue ver nenhum tipo de exclus\u00e3o. Na equipa \u201cBragaAdaba\u201d, da cidade de Braga, onde pertencia, os homens e as mulheres partilhavam as mesmas oportunidades e era l\u00e1 que se sentia bem. \u201cN\u00e3o existe nenhuma diferen\u00e7a, tudo o que o homem faz a mulher tamb\u00e9m. Normalmente em grupos de Capoeira as pessoas criam uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade e fazemos parte de uma grande fam\u00edlia\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>A vogal do CDRC Tebosa, Alexandra Barbosa, tem a opini\u00e3o de que os homens \u201cs\u00e3o postos num n\u00edvel superior, no sentido de que jogam melhor ou t\u00eam mais jeito, no entanto, diz que isso est\u00e1 a alterar-se. A ex jogadora de futsal partilha da ideologia de que o principal defeito do mundo do desporto \u00e9 a pouca presen\u00e7a de mulheres e a falta de considera\u00e7\u00e3o pelas mesmas. \u201cOs homens s\u00e3o sempre postos num patamar superior ent\u00e3o como mulheres temos de nos afirmar constantemente. Merecemos ser respeitadas\u201d, real\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a jovem, existem duas raz\u00f5es para que as raparigas estejam a \u201cfugir\u201d do Futsal. A principal raz\u00e3o prende-se com o facto de sentirem que n\u00e3o v\u00e3o conseguir vingar profissionalmente na modalidade, ent\u00e3o preferem inscrever-se no Futebol, j\u00e1 que oferece mais oportunidades \u00e0s jogadoras. A outra raz\u00e3o \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o, desde cedo, entre meninos e meninas. \u201cNa escola dizem que jogar \u00e0 bola \u00e9 coisa de meninos e brincar \u00e0s bonecas \u00e9 coisa de menina. Uma menina que goste de jogar \u00e0 bola \u00e9 automaticamente chamada de \u201cmaria rapaz\u201d, e nem todas gostam e se identificam\u201d, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Rodrigues relata distin\u00e7\u00f5es entre g\u00e9neros na sua modalidade: \u201cos homens usufruem de mais escal\u00f5es, mais qualidade de pessoas envolvidas, e, obviamente, sal\u00e1rios\u201d. Como nos escal\u00f5es n\u00e3o se recebe sal\u00e1rio, a jogadora refere a exist\u00eancia dos \u201cb\u00f3nus\u201d que os meninos recebem, mas que \u201cs\u00e3o impens\u00e1veis no desporto feminino\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente ao atletismo, as diferen\u00e7as s\u00e3o os tempos de prova e as dist\u00e2ncias dado que os homens, s\u00e3o visivelmente, em termos f\u00edsicos, mais capacitados que as mulheres. \u201cOs homens naturalmente t\u00eam mais aptid\u00e3o f\u00edsica e normalmente alcan\u00e7am melhores resultados em termos cronom\u00e9tricos. Em algumas provas h\u00e1 diferen\u00e7as nas dist\u00e2ncias entre sexos\u201d, diz Mariana Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisca Ferraz, declara que, no badminton, as principais diferen\u00e7as s\u00e3o os tipos de prova, as singulares e a pares. Dentro das singulares, \u201cexiste a categoria senhora e homem: senhoras contra senhoras e homens contra homens\u201d, e nas disputas a pares, pode haver \u201co par senhora, par homem e par misto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O desporto e os estudos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maria Rodrigues, est\u00e1 no \u00faltimo ano do ensino secund\u00e1rio e prev\u00ea deixar o seu clube assim que a \u00e9poca termine para se dedicar inteiramente \u00e0 Universidade, pois \u201cos estudos s\u00e3o e foram sempre prioridade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisca Ferraz, aluna do 3\u00ba ano de Engenharia Mec\u00e2nica na Universidade do Minho, concilia os estudos ao Badminton e declara que o desporto \u00e9 fundamental para a sua concentra\u00e7\u00e3o e sa\u00fade e ajuda de maneira que possa ter \u201co melhor rendimento quando o campo de jogo s\u00e3o os estudos\u201d. Tamb\u00e9m refere que, nos dias que correm, existem ferramentas de apoio como o \u201cestudante atleta\u201d, \u201cque confere algumas regalias a quem comprove que pratica desporto regular.<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz Andrade, coloca o Futsal como plano B dado que estuda longe do local dos treinos e Mariana Machado combina o atletismo \u00e0 medicina, um curso que lhe ocupa bastante tempo, mas que no final, a combina\u00e7\u00e3o destas duas paix\u00f5es faz com \u201cque tudo valha a pena\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Bia-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15057\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Bia-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Bia-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Bia-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Bia.jpeg 1440w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Beatriz Andrade, n.\u00ba 5, jogadora de futsal na equipa &#8220;O Crasto&#8221;<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E o futuro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao futuro, a maior parte das jogadoras partilham da mesma opini\u00e3o. Reconhecem que o desporto \u00e9 uma grande parte das suas vidas e mostram-se gratas. No entanto, n\u00e3o se imaginam com uma carreira profissional na \u00e1rea. \u201cO badminton n\u00e3o \u00e9 um desporto reconhecido em Portugal, n\u00e3o tenho esperan\u00e7as quanto a conquistas profissionais\u201d, explicou Francisca Ferraz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Alexandra Barbosa, Beatriz Andrade e Yasmin Ferreira, desde o in\u00edcio que viram o desporto que praticam ou praticaram como apenas um <em>hobbie<\/em> e nunca sonharam em algo para al\u00e9m disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Rodrigues sempre teve a aptid\u00e3o para mexer a bola nos p\u00e9s e, apesar de apresentar bons resultados quando pratica, n\u00e3o se se imagina a jogar profissionalmente devido ao seu g\u00e9nero. \u201cAcho que para as meninas \u00e9 dif\u00edcil ter o espa\u00e7o para imaginar um futuro assegurado s\u00f3 como jogadora. Temos sempre os p\u00e9s bem assentes na terra\u201d, refere.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tem mais esperan\u00e7a relativamente a este assunto \u00e9 Mariana Machado, que imagina um futuro no atletismo profissional, porem reconhece que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio atingir um n\u00edvel de excel\u00eancia no que diz respeito a resultados internacionais de relev\u00e2ncia, e pode ser bastante dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Beatriz Andrade, o papel da mulher deixou de ser exclusivamente para a casa e para a fam\u00edlia e o desporto pertence a quem tiver amor e interesse \u00e0s modalidades. \u201cJ\u00e1 h\u00e1 muito tempo que as mulheres n\u00e3o pertencem s\u00f3 \u00e0 cozinha<strong>. <\/strong>O Futebol \u00e9 para meninas, o Futsal \u00e9 para meninas, o Judo \u00e9 para meninas, os desportos s\u00e3o para quem os quiser praticar\u201d, remata.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as Estat\u00edsticas do Desporto Federado do IPDJ, Instituto Portugu\u00eas do Desporto e Juventude, a qualidade de mulheres que praticam desportos federados \u00e9 duas vezes menor do que a os homens, somente 1 em cada 10 treinadores\/as \u00e9 mulher e apenas e 1 em cada 10 \u00e1rbitros\/as \u00e9 mulher.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A igualdade de g\u00e9nero \u00e9 um dos temas em cima da mesa da atualidade e o aumento da participa\u00e7\u00e3o e<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":15054,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[60,1964,271],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15049"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15049"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15123,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15049\/revisions\/15123"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/15054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=15049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=15049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}