{"id":14981,"date":"2022-02-10T16:17:20","date_gmt":"2022-02-10T16:17:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=14981"},"modified":"2022-02-10T16:21:56","modified_gmt":"2022-02-10T16:21:56","slug":"covid-19-o-que-mudou-na-economia-dos-restaurantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=14981","title":{"rendered":"Covid-19: O que mudou na economia dos restaurantes"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O impacto da pandemia \u00e9 sentido um pouco por toda a economia mundial, mas nunca se viu uma crise t\u00e3o grande na restaura\u00e7\u00e3o, como aquela que a Covid-19 deixou no setor. Estima-se que em 2020 as quedas tenham atingido valores entre os 30% e os 50%, segundo os dados da BPstat<\/em><\/strong>. <strong><em>Desde o in\u00edcio da pandemia em Portugal, que data de mar\u00e7o de 2020, o setor da restaura\u00e7\u00e3o foi um dos que teve mais medidas e foi um dos \u00faltimos a voltar a abrir ao p\u00fablico ap\u00f3s os confinamentos. Apesar das promessas do governo, muito foi o des\u00e2nimo de alguns empres\u00e1rios. Hoje conhecemos a hist\u00f3ria e como se reinventaram tr\u00eas empres\u00e1rios de Viseu, propriet\u00e1rios dos restaurantes Taberna D. Maria, Prema e deRa\u00edz.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de<\/strong> <strong>Joana Liz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cozinha tradicional portuguesa<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Taberna D. Maria, em Viseu, \u00e9 um restaurante tradicional e tudo o que \u00e9 servido e utilizado tem marcas do mundo rural. Os clientes tecem coment\u00e1rios positivos, ao espa\u00e7o que consideram apresentar a melhor cozinha tradicional portuguesa, os melhores petiscos e o melhor acolhimento por parte dos seus funcion\u00e1rios. A taberna abriu portas em 2013 e afirma que se destaca dos outros restaurantes, pois fazem os poss\u00edveis para que os seus clientes se divirtam e levem consigo as melhores mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A Covid-19 deixou os donos da Taberna D. Maria desanimados, uma vez que estavam habituados a uma intera\u00e7\u00e3o direta com o p\u00fablico, todos os dias, no entanto n\u00e3o foi raz\u00e3o para desistirem. O takeaway tornou-se a solu\u00e7\u00e3o para este restaurante e para muitos outros. A Taberna D. Maria teve a particularidade de surpreender os clientes diariamente, quando lhes chegava uma encomenda e realizava a entrega em casa. \u201cAt\u00e9 cantamos e tocamos os parab\u00e9ns a alguns clientes\u201d, conta Alexandre Trindade, propriet\u00e1rio do restaurante, que nunca baixou os bra\u00e7os nesta altura t\u00e3o dif\u00edcil para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O mundo vegan na culin\u00e1ria <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Vegetariano Prema foi outro do restaurantes afetados pela pandemia, j\u00e1 que abriu portas em setembro de 2019, cerca de 6 meses antes da covid-19 assombrar o pa\u00eds. O objetivo deste restaurante \u00e9 criar mem\u00f3rias com pratos sem sacrif\u00edcio animal, j\u00e1 que em Viseu existem poucas op\u00e7\u00f5es para os amantes da culin\u00e1ria vegan.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"675\" height=\"837\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/270107379_269061218656792_7187003569315183405_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14985\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/270107379_269061218656792_7187003569315183405_n.jpg 675w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/270107379_269061218656792_7187003569315183405_n-242x300.jpg 242w\" sizes=\"(max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A pandemia trouxe algumas dificuldades para estes propriet\u00e1rios, nomeadamente o n\u00famero reduzido de pedidos para takeaway, e para isso criaram uma campanha no site GO FOUND ME, para que os clientes e amigos os ajudassem a ultrapassar as dificuldades e a manter o seu neg\u00f3cio de p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve uma queda na fatura\u00e7\u00e3o e tivemos de nos reinventar, cri\u00e1mos receitas novas e novos ingredientes para al\u00e9m dos que est\u00e3o na carta\u201d, afirma Leandro Lavanga, propriet\u00e1rio do Prema.<\/p>\n\n\n\n<p>De maneira a ultrapassarem as dificuldades destes primeiros tempos enquanto propriet\u00e1rios de um restaurante, os s\u00f3cios mostram-se confiantes. \u201cSempre otimistas e esperamos que este pr\u00f3ximo ano nos traga mais clientes e que o nossa neg\u00f3cio volte \u00e0 normalidade&#8221;, afirmam.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As ra\u00edzes das av\u00f3s, dos pais e da comida tradicional portuguesa<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O restaurante DeRaiz, nasce em Rebordinho, Viseu, com uma cozinha desenhada \u00e0 medida de quem quer reviver lembran\u00e7as que pensavam esquecidas, nomeadamente a comida das av\u00f3s e dos pais.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00eas Beja e Nuno Fonte queriam uma cozinha de verdade e que oferecesse qualidade. O nome do restaurante surge, porque queriam passar a ideia de uma confec\u00e7\u00e3o totalmente caseira. \u201cQueremos fazer tudo no restaurante, de raiz e com ra\u00edzes nas receitas das nossas av\u00f3s e da cozinha tradicional portuguesa\u201d, refere Nuno Fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAbrimos o deRa\u00edz em agosto de 2019 e a pandemia veio em mar\u00e7o de 2020, recebemos uns clientes vindos do Dubai e foi a\u00ed percebemos que nos t\u00ednhamos de preparar\u201d, diz Nuno Fonte propriet\u00e1rio e chef de cozinha do restaurante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"945\" height=\"934\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/269762140_932905144279996_4746903587674686290_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14984\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/269762140_932905144279996_4746903587674686290_n.jpg 945w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/269762140_932905144279996_4746903587674686290_n-300x297.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/269762140_932905144279996_4746903587674686290_n-768x759.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 945px) 100vw, 945px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 pandemia, durante o ano de 2020 deixaram de ter reservas, algo que n\u00e3o era habitual para os propriet\u00e1rios. Decidiram fechar o restaurante e passado uma semana o governo decretou o confinamento total. Foi neste momento que In\u00eas e Nuno tiveram de se reinventar. Come\u00e7aram com o p\u00e3o deRa\u00edz em takeaway, como alternativa a estarem fechados. \u201c\u00c9 um p\u00e3o de massa m\u00e3e e de fermenta\u00e7\u00e3o lenta que servimos em takeaway\u201d, explica In\u00eas Beja.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o momento mais complicado para os jovens empres\u00e1rios, com quedas de quase 40% na fatura\u00e7\u00e3o. Sustentar o neg\u00f3cio t\u00e3o recente tornou-se complicado tendo sido pensado o fecho da atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde surge um novo desafio e apresentam ao p\u00fablico duas modalidades de takeaway o \u201cPronto\u201d e o \u201cQuase Pronto\u201d. No caso do \u201cQuase Pronto\u201d d\u00e3o oportunidade aos clientes de acabarem os pratos em casa, de maneira que n\u00e3o exista uma perda de qualidade ao serem finalizadas no restaurante.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, quase dois anos ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia, In\u00eas Beja e Nuno Fonte referem que ainda sentem que os seus clientes t\u00eam receio de sair de casa. No entanto, mostram-se otimistas para este novo ano j\u00e1 que os n\u00fameros da fatura\u00e7\u00e3o est\u00e3o quase a voltar \u00e0 normalidade pr\u00e9-covid. \u201cAinda temos um longo caminho a percorrer\u201d, referem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tempos dif\u00edceis trazem descontentamento \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de metade dos setores j\u00e1 ter regressado aos n\u00edveis pr\u00e9-pandemia, a restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele que se apresenta 14% abaixo do n\u00edvel pr\u00e9-covid.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os custos que s\u00e3o colocados sobre os empres\u00e1rios da restaura\u00e7\u00e3o, os propriet\u00e1rios mostram-se cada vez mais descontentes. Os clientes n\u00e3o aderem e n\u00e3o se conformam com determinadas medidas aplicadas, por exemplo na semana do Natal e do Ano Novo. \u201cAcho que n\u00e3o faz sentido no dia 24 e 25 ser necess\u00e1rio teste negativo \u00e0 covid para entrar no restaurante e no dia 26 j\u00e1 n\u00e3o ser preciso\u201d, afirma Carla Correia cliente do restaurante Prema.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 2 meses, a ASAE suspendeu cerca de 40 estabelecimentos por falta de testes e certificados e pela falsifica\u00e7\u00e3o de alguns documentos que comprovam alta m\u00e9dica ou teste negativo \u00e0 covid-19.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/covid-g5481c438b_1920-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14987\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/covid-g5481c438b_1920-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/covid-g5481c438b_1920-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/covid-g5481c438b_1920-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/covid-g5481c438b_1920-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/covid-g5481c438b_1920.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Estima-se que estas medidas aplicadas desde o in\u00edcio da pandemia, tenham resultado no encerramento definitivo de v\u00e1rios restaurantes. Cerca de 50% de muitos neg\u00f3cios, os chamados neg\u00f3cios familiares, est\u00e3o a ponderar encerrar portas, segundo dados do Jornal de Not\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os portugueses continuam a demonstrar receio de frequentar estes espa\u00e7os, n\u00e3o s\u00f3 por se sujeitarem ou a estar vacinados ou a terem um teste covid negativo \u00e9 cada vez \u00e9 percet\u00edvel que os clientes n\u00e3o se habilitam a tal. \u201cPrefiro comprar a refei\u00e7\u00e3o em takeaway a ter de apresentar um teste\u201d, afirma Sofia Santos cliente do restaurante deRa\u00edz.<\/p>\n\n\n\n<p>Michelle Moraes, s\u00f3cia do Prema v\u00ea nos seus clientes um descontentamento constante. \u201cN\u00e3o tenho o mesmo movimento que tinha quando abri o restaurante e mesmo durante o primeiro confinamento a ades\u00e3o ao regime takeaway foi muito maior.\u201d A empres\u00e1ria apresenta como principal motivo as medidas do governo: \u201cningu\u00e9m quer fazer os testes e quando pedimos para apresentarem testes negativos recusam e v\u00e3o embora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A esperan\u00e7a continua<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As medidas foram implementadas, um ano depois dos internamentos terem registado n\u00fameros avassaladores. Este ano, com a nova variante \u00d3micron, os recordes di\u00e1rios de infe\u00e7\u00f5es foram batidos. Os empres\u00e1rios esperam que este novo ano de 2022 comece com o p\u00e9 direito e que os seus clientes voltem a frequentar os restaurantes com o mesmo h\u00e1bito antes da pandemia. Salientam ainda, que parte da economia de Portugal \u00e9 suportada pela restaura\u00e7\u00e3o e muitos dos empregos nascem por causa deste sector. Esperam por isso n\u00e3o serem esquecidos pelo governo e que o receio que vive dentro dos portugueses desapare\u00e7a para que voltem a deliciar-se com as maravilhas que estes tr\u00eas restaurantes de exemplo apresentam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O impacto da pandemia \u00e9 sentido um pouco por toda a economia mundial, mas nunca se viu uma crise t\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":14986,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,399],"tags":[2662,4139,4137,3356,4138,76],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14981"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14981"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15312,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14981\/revisions\/15312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}