{"id":13387,"date":"2021-07-07T13:16:43","date_gmt":"2021-07-07T13:16:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=13387"},"modified":"2021-07-07T13:16:44","modified_gmt":"2021-07-07T13:16:44","slug":"mobilidade-reduzida-a-vida-com-obstaculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=13387","title":{"rendered":"Mobilidade reduzida: a vida com obst\u00e1culos"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Quando sa\u00edmos de casa pela manh\u00e3, descemos a escada, pisamos o passeio, lan\u00e7amo-nos nas passadeiras, entramos no caf\u00e9, isto sem antes termos passado pelo multibanco e seguirmos para o nosso trabalho ou escola, muitas vezes utilizando os transportes p\u00fablicos e nem por uma vez nos lembramos que estes gestos t\u00e3o rotineiros s\u00e3o proibitivos para alguns.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de In\u00eas Lamego<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wheelchair-1595794_1920-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13453\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wheelchair-1595794_1920-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wheelchair-1595794_1920-300x200.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wheelchair-1595794_1920-768x512.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wheelchair-1595794_1920-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wheelchair-1595794_1920.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fomos ao encontro de tr\u00eas pessoas que lidam com esta realidade todos os dias e procur\u00e1mos perceber como lidam com estes obst\u00e1culos. Sabendo que quando se fala de mobilidade reduzida, n\u00e3o podemos colocar todos no mesmo plano, pois o n\u00edvel das les\u00f5es e forma como foram adquiridas, colocam barreiras diferentes a todos os utilizadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Filomena Franco tem 45 anos, \u00e9 ex-atleta paral\u00edmpica do Remo e ficou parapl\u00e9gica aos dezoito anos, num acidente de trabalho envolvendo um elevador. Em 1994 quando a sua vida mudou radicalmente pelo acidente que a colocou numa cadeira de rodas, a realidade em Portugal quer em termos de acessibilidades f\u00edsicas, quer em termos de acessibilidades mentais, era muito diferente da que se vive hoje em dia. \u201cNa \u00e9poca em que tive o acidente, morava num quarto andar sem elevador e tinham de me carregar \u00e0s cavalitas para entrar e sair de casa\u201d retrata Filomena Franco. Alude assim, \u00e0 falta de prepara\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios na altura e tamb\u00e9m da forma com a sociedade tratava os portadores de defici\u00eancia motora.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 vinte e sete anos, n\u00e3o existiam as acessibilidades que hoje existem, as portas eram estreitas e tiveram de ser alargadas para que Filomena pudesse usufruir da sua casa. At\u00e9 tarefas b\u00e1sicas como ir \u00e0 casa de banho eram bastante perigosas. \u201cEu para ir \u00e0 casa de banho tinha de me arrastar em cima de um banco, um dia cai e o meu pai apanhou um susto t\u00e3o grande, que resolveu partir as portas todas onde eu passava, para as conseguir alargar\u201d relembra Filomena Franco.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro anos antes do infort\u00fanio que colheu Filomena, em 1990, tamb\u00e9m Maria Manuela Cardoso, enfermeira, hoje com 56 anos, viu-se limitada numa carreira de rodas ap\u00f3s um acidente de via\u00e7\u00e3o. Eram tempos dif\u00edceis para pessoas em cadeira de rodas, as ajudas eram escassas e era no seio familiar que as limita\u00e7\u00f5es tinham de ser ultrapassadas. \u201cH\u00e1 31 anos atr\u00e1s as acessibilidades eram quase nulas, eu morava no 1\u00ba andar de uma moradia sem elevador e tivemos de fazer uma rampa nas traseiras diretamente para a minha habita\u00e7\u00e3o\u201d, conta a enfermeira.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Carlos Nogueira de 56 anos, embaixador da Associa\u00e7\u00e3o Salvador e ele pr\u00f3prio utilizador de cadeira de rodas, convive com esta realidade desde sempre. Diagnosticado com uma doen\u00e7a cong\u00e9nita que se verificou \u00e0 nascen\u00e7a, cedo se deparou com uma realidade bastante dura. A conviv\u00eancia na adolesc\u00eancia com jovens da sua idade era reduzida, e uma ida \u00e0 praia que era t\u00e3o apreciada por ele, era muito complicada. \u201cQuando era adolescente, frequentar uma praia era uma dor de cabe\u00e7a. T\u00ednhamos de procurar a praia menos dif\u00edcil de aceder, pois nenhuma tinha acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida. T\u00ednhamos sempre de nos fazer acompanhar de duas ou tr\u00eas pessoas, para literalmente nos carregarem \u00e0s costas\u201d, revela Carlos Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia que fica de um passado recente \u00e9 que os obst\u00e1culos f\u00edsicos eram muitos, de dif\u00edcil contorno, mas o maior problema estava na cabe\u00e7a das pessoas. As pessoas com defici\u00eancia motora fechavam-se em casa. \u201cAntigamente n\u00e3o se via pessoas de cadeira de rodas na rua, eu pr\u00f3pria nunca tinha contactado com ningu\u00e9m nesta situa\u00e7\u00e3o\u201d, constata Maria Cardoso. A sociedade olhava com distanciamento para os problemas dos deficientes motores e tinha deles uma vis\u00e3o depreciativa, aqui referida na vis\u00e3o de Filomena Franco: \u201cOlhavam para n\u00f3s com pena, tratavam-nos como coitadinhos. Nunca gostei e nunca me senti uma coitadinha.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo e com uma forte influ\u00eancia da nossa presen\u00e7a na Comunidade Europeia, as coisas foram mudando. Houve um despertar para as quest\u00f5es da mobilidade e dos obst\u00e1culos arquitet\u00f3nicos, presentes no nosso dia a dia. O esfor\u00e7o foi feito quase sempre pelos utilizadores de cadeiras de rodas, que iam alertando e consciencializando a sociedade para os seus problemas. \u00c9 neste panorama que a Associa\u00e7\u00e3o Salvador, ganha uma import\u00e2ncia extrema. Carlos Nogueira da Associa\u00e7\u00e3o Salvador, diz que \u201ca associa\u00e7\u00e3o trouxe uma forma nova de olhar para as pessoas com defici\u00eancia, onde a palavra inclus\u00e3o ganhou destaque nos projetos desenvolvidos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"425\" height=\"235\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ass-Salvador.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13451\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ass-Salvador.jpg 425w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ass-Salvador-300x166.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption>Associa\u00e7\u00e3o Salvador<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o das pessoas com mobilidade reduzida \u00e9 um dos objetivos da associa\u00e7\u00e3o. A qualidade de vida destas pessoas est\u00e1 diretamente ligada a duas vertentes, a f\u00edsica e a mental. A cria\u00e7\u00e3o de eventos feitos pela Associa\u00e7\u00e3o Salvador, que junta os utilizadores de cadeiras de rodas no mesmo espa\u00e7o, permitindo uma partilha de viv\u00eancias, faz muito pela autoestima deste grupo de pessoas. Projetos como o AQV (a\u00e7\u00e3o qualidade de vida), combate o isolamento criando condi\u00e7\u00f5es na vida das pessoas com a elimina\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos f\u00edsicos que limitam o quotidiano dos deficientes motores.<\/p>\n\n\n\n<p>O desporto, pela sua import\u00e2ncia na atividade f\u00edsica, \u00e9 para os portadores de mobilidade reduzida fundamental para o manter do bem-estar f\u00edsico e mental. Foi no desporto que Filomena Franco procurou ganhar for\u00e7as para se afirmar na sua vida em sociedade. Sempre demonstrou uma garra que lhe permitiu participar em duas edi\u00e7\u00f5es dos Jogos Paraol\u00edmpicos, em Pequim e em Londres, e foi essa maneira de ver a vida que lhe mostrou que n\u00e3o deve esperar pela ajuda dos outros, mas antes lutar pelos seus direitos, com refere a pr\u00f3pria: \u201csomos n\u00f3s que temos de alertar para os nossos problemas e hoje em dia existe por parte da sociedade um empenho forte para ajudar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"999\" height=\"748\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Filomena-Franco.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13450\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Filomena-Franco.jpg 999w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Filomena-Franco-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Filomena-Franco-768x575.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><figcaption>Filomena Franco<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Existem, no entanto, nos dias que correm, problemas que se teimam em manter e para os quais n\u00e3o existe um fim \u00e0 vista.&nbsp; Passeios irregulares e com altura elevada, multibancos colocados num lugar alto e muitas vezes limitados com degraus no acesso, transportes p\u00fablicos sem acesso a deficientes motores, servi\u00e7os p\u00fablicos em edif\u00edcios antigos e com acessos complicados, s\u00e3o algumas das limita\u00e7\u00f5es que persistem. Maria Manuela Cardoso, partilha a sua indigna\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o tenho acesso \u00e0s finan\u00e7as da Figueira da Foz, quando preciso de ir l\u00e1 tratar de um assunto, tenho de depender da boa vontade dos funcion\u00e1rios para ser atendida na rua, pois existe uma escadaria para aceder ao edif\u00edcio.\u201d Igualmente caricato segundo a enfermeira foi um epis\u00f3dio em que teve de participar de um assalto \u00e0 sua m\u00e3e idosa e se deslocou \u00e0 esquadra da PSP local: &#8220;Fui \u00e0 PSP apresentar queixa e tinham tr\u00eas degraus \u00e0 entrada e tiveram de me carregar para dentro para apresentar uma queixa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, nem tudo \u00e9 negativo no panorama nacional da mobilidade reduzida. Segundo o embaixador da Associa\u00e7\u00e3o Salvador, \u201c \u00e9 t\u00e3o importante referenciar os casos positivos como reclamar, ou at\u00e9 mais importante\u201d. As autarquias est\u00e3o hoje em dia muito atentas no acompanhamento das pessoas com mobilidade reduzida e empresas, como os CTT, s\u00e3o bastante ativas na cria\u00e7\u00e3o de acessos \u00e0s suas lojas permitindo um f\u00e1cil acessibilidade a servi\u00e7os t\u00e3o importantes para todos. Um pa\u00eds com uma zona costeira t\u00e3o grande tem nas praias um ponto fulcral para o bem-estar dos deficientes motores. De acordo com o embaixador da Associa\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 importante reconhecer o esfor\u00e7o das autarquias, do turismo de Portugal e de muitas entidades privadas\u201d para a melhoria do acesso \u00e0s praias. Ainda complementa dizendo que \u201choje em dia a lista de praias acess\u00edveis de norte a sul do pa\u00eds \u00e9 enorme\u201d, o que permite que a comunidade de pessoas com mobilidade reduzida possa desfrutar os meses de ver\u00e3o na companhia das suas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Mais acesso para todos&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para ajudar os utilizadores de cadeiras de rodas, a Associa\u00e7\u00e3o Salvador, lan\u00e7ou a aplica\u00e7\u00e3o \u201cmais acesso para todos\u201d que permite criar uma base de dados dos s\u00edtios com e sem condi\u00e7\u00f5es de acesso a cadeiras de rodas. Carlos Nogueira informa que \u201cqualquer pessoa pode participar e categorizar os s\u00edtios onde vai e referenciar esse s\u00edtio como estabelecimento n\u00e3o acess\u00edvel, obrigando a cumprir a lei. Sublinha ainda que \u201ca aplica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m serve para referenciar os locais com boas acessibilidades, permitindo a quem queira saber os s\u00edtios que pode visitar com seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal est\u00e1 no bom caminho, embora seja penoso ainda hoje assistir a casos onde est\u00e3o a decorrer obras novas e s\u00e3o cometidos atropelos \u00e0 lei das acessibilidades por parte dos intervenientes. Carlos Nogueira diz, \u201csentir tristeza ao ver interven\u00e7\u00f5es e depois ver que a obra n\u00e3o foi bem executada e que ficam ressaltos que impossibilitam o bom uso. Tr\u00eas cent\u00edmetros podem ser intranspon\u00edveis para certo n\u00edvel de les\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m Filomena Franco concorda com as melhorias que se tem feito sentir, referindo que, \u201co nosso pa\u00eds est\u00e1 a ficar um bom pa\u00eds para morar. Muitos locais j\u00e1 est\u00e3o pensados para pessoas de mobilidade reduzida\u201d. Com o conhecimento que ganhou viajando pelo mundo ao servi\u00e7o da nossa sele\u00e7\u00e3o nacional, sente que Nova Zel\u00e2ndia \u00e9 um bom s\u00edtio para um utilizador de cadeira de rodas viver tendo a vida facilitada, onde \u201cos habitantes ajudam muito o pr\u00f3ximo e tem um civismo espetacular\u201d, segundo a ex-atleta de remo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as pessoas com defici\u00eancia motora, muitas conquistas foram feitas nas \u00faltimas d\u00e9cadas e muitas est\u00e3o ainda por concretizar, mas \u00e9 ao n\u00edvel da mudan\u00e7a das mentalidades que a luta \u00e9 mais importante. \u201cA acessibilidade f\u00edsica tem sido combatida e aos poucos tem havido melhorias, mas a mentalidade das pessoas \u00e9 mais dif\u00edcil de mudar\u201d, desabafa Filomena Franco.&nbsp; A ex-atleta alerta que \u201cmuitos de n\u00f3s, fazem o mesmo que qualquer pessoa e a cadeira n\u00e3o nos limita. \u00c0s vezes fazemos mais at\u00e9 que as outras pessoas, pois o ter de conviver com a adversidade d\u00e1-nos uma for\u00e7a do outro mundo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando sa\u00edmos de casa pela manh\u00e3, descemos a escada, pisamos o passeio, lan\u00e7amo-nos nas passadeiras, entramos no caf\u00e9, isto sem<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":13452,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,11],"tags":[3740,3738,3737,3739],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13387"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13387"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13468,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13387\/revisions\/13468"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}