{"id":13298,"date":"2021-07-13T14:24:51","date_gmt":"2021-07-13T14:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=13298"},"modified":"2021-07-13T14:24:52","modified_gmt":"2021-07-13T14:24:52","slug":"sanfins-do-douro-um-lar-acolhedor-e-familiar-que-ultrapassou-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=13298","title":{"rendered":"Sanfins do Douro, um lar acolhedor e familiar que ultrapassou a COVID-19"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>A pandemia da COVID-19 afetou muitos setores sociais e os lares n\u00e3o foram exce\u00e7\u00e3o. O lar de Sanfins do Douro, no concelho de Alij\u00f3 foi um dos afetados na regi\u00e3o de Vila Real. No dia 20 de outubro de 2020 foi detetado um surto de COVID na institui\u00e7\u00e3o. Cla\u00fadia Castro, diretora t\u00e9cnica da Associa\u00e7\u00e3o Cultural e Social de Sanfins do Douro, revela que \u201cficaram 26 pessoas infetadas\u201d, inclusive ela e acrescenta que em boa verdade ainda hoje lhe custa falar acerca desse assunto.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Marco Sousa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/199408825_4159139754128816_6585073717885182177_n-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13504\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/199408825_4159139754128816_6585073717885182177_n-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/199408825_4159139754128816_6585073717885182177_n-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/199408825_4159139754128816_6585073717885182177_n-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/199408825_4159139754128816_6585073717885182177_n.jpeg 1170w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com toda a quest\u00e3o pand\u00e9mica, a Associa\u00e7\u00e3o viu-se obrigada a encerrar portas para as visitas. Com o agravar da situa\u00e7\u00e3o foi mesmo criado um circuito de forma que os utentes da Estrutura Residencial para Idosos n\u00e3o tivessem contacto com os utentes do centro de dia, que passaram a dispor de todos os servi\u00e7os nas suas casas. \u201cN\u00e3o foi f\u00e1cil nem para os nossos utentes nem para os seus familiares, nunca um simples abra\u00e7o, um simples toque, um beijinho, fez tanta diferen\u00e7a\u201d, afirma Cla\u00fadia Castro.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora t\u00e9cnica da associa\u00e7\u00e3o revela ainda que esta foi uma fase terr\u00edvel para a mesma e que, quando receberam as indica\u00e7\u00f5es da Seguran\u00e7a Social para encerrar as visitas, pensaram que seria algo tempor\u00e1rio \u201ce que tudo voltaria \u00e0 normalidade num instante\u201d. Com o avan\u00e7ar do tempo, o lar criou mecanismos para que os familiares e os utentes pudessem manter contacto, \u201ccom todas as medidas de seguran\u00e7a\u201d, de modo que os utentes pudesse manter contacto com os seus familiares, revela Cl\u00e1udia Castro. Quando n\u00e3o existia a possibilidade de os familiares se deslocarem at\u00e9 \u00e0s instala\u00e7\u00f5es, \u201ceram feitas videochamadas ou telefonemas para que ambas as partes comunicassem\u201d, diz a diretora t\u00e9cnica da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todas as medidas de seguran\u00e7a e protocolos, a associa\u00e7\u00e3o foi afetada por um surto, no qual se detetaram 26 casos positivos entre utentes e colaboradores. \u201cForam horas de desespero\u201d, afirma Cla\u00fadia Castro, que apesar de ser uma das infetadas revela ter tido como principal preocupa\u00e7\u00e3o gerir todo o servi\u00e7o e coordenar os colaboradores que n\u00e3o foram afetados. \u201cMetade da minha equipa t\u00e9cnica n\u00e3o ficou infetada, o que ajudou imenso, pois coordenavam todo o trabalho no terreno\u201d e Cl\u00e1udia Castro \u201ca partir de casa coordenava toda a log\u00edstica\u201d revela.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a profissional, a pior parte do surto foi mesmo ter de lidar com toda a comunica\u00e7\u00e3o social, que cobria o acontecimento e sobretudo ver os utentes a sa\u00edrem da institui\u00e7\u00e3o, \u201cda sua casa para ir para outro s\u00edtio que n\u00e3o lhes era familiar, mas teve que ser, era a \u00fanica forma de os proteger\u201d. Tudo acabou da melhor forma e \u201cficam apenas as marcas de dias muito maus\u201d, que serviram tamb\u00e9m de li\u00e7\u00e3o para a diretora t\u00e9cnica e toda a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma associa\u00e7\u00e3o que d\u00e1 resposta a v\u00e1rias val\u00eancias, algo que para Cl\u00e1udia Castro fica aqu\u00e9m das expectativas s\u00e3o os apoios financeiros do estado. \u201cOs apoios atribu\u00eddos \u00e0s Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas despesas ficam muito aqu\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, tem que haver uma gest\u00e3o muito controlada\u201d, revela a diretora. A pandemia da COVID-19, veio agravar ainda mais as dificuldades financeiras, com o encerramento tempor\u00e1rio das respostas sociais do Centro de Dia, Creche e Pr\u00e9-Escolar. Houve um acr\u00e9scimo na necessidade de ter um controlo rigoroso sobre as contas. Cl\u00e1udia Castro defende ainda que o governo deveria valorizar mais os seus apoios \u00e0s IPSS\u2019S e que \u201cdeveria repensar nos modelos de coopera\u00e7\u00e3o, de modo que os financiamentos sejam suficientes para assegurar todo o trabalho desenvolvido nas respostas sociais\u201d. Este aumento de financiamento permitiria a contrata\u00e7\u00e3o de mais recursos humanos que s\u00e3o necess\u00e1rios na vis\u00e3o de Cl\u00e1udia Castro para a melhoria do funcionamento dos servi\u00e7os e assim aumentar a qualidade dos mesmos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Cultural e Social de Sanfins do Douro disp\u00f5e atualmente de cinco val\u00eancias. Cada uma destas \u00e1reas de resposta social disp\u00f5e de um t\u00e9cnico respons\u00e1vel, de modo que haja um trabalho de maior proximidade, quer com os colaboradores da associa\u00e7\u00e3o quer com os seus utentes. Cada t\u00e9cnico vai gerindo todo o trabalho do dia-a-dia de cada resposta social, mas sempre em articula\u00e7\u00e3o com a diretora t\u00e9cnica da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A COVID-19 fez com que houvesse a necessidade de reestruturar e isolar as equipas de cada resposta social. \u201cNas respostas sociais jovens existem duas educadoras de inf\u00e2ncia, tr\u00eas Auxiliares de A\u00e7\u00e3o Educativa e um Auxiliar de servi\u00e7os Gerais\u201d, diz Cl\u00e1udia Castro. Esta val\u00eancia, na qual se integra a creche e o pr\u00e9-escolar funciona de segunda a sexta das oito da manh\u00e3 at\u00e9 as dezoito horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra das val\u00eancias que o lar disp\u00f5e \u00e9 a Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), que funciona durante 24 horas por dia. Com uma equipa multifacetada composta por auxiliares de a\u00e7\u00e3o direta e auxiliares de servi\u00e7os gerais, a ERPI disp\u00f5e de 17 camas, sendo apenas duas delas n\u00e3o comparticipadas pelo estado. \u201c\u00c9 um lar bastante pequeno, mas muito acolhedor e familiar, pois o facto de serem poucos utentes permite desenvolver um trabalho de maior proximidade e criar la\u00e7os afetivos\u201d, refere Cla\u00fadia Castro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O encerramento do Centro de Dia, devido \u00e0 pandemia fez com que o Servi\u00e7o de Apoio Domicili\u00e1rio ficasse subcarregado, \u201ccom uma enorme miss\u00e3o de prestar cuidados aos utentes, combatendo o isolamento social e a solid\u00e3o\u201d, diz a diretora t\u00e9cnica da associa\u00e7\u00e3o. \u201cO servi\u00e7o de apoio domicili\u00e1rio \u00e9 uma resposta social que consiste na presta\u00e7\u00e3o de cuidados individualizados e personalizados no domicilio\u201d, afirma Ana Portugal, diretora t\u00e9cnica dos servi\u00e7os de apoio domicili\u00e1rio. Estes servi\u00e7os visam tamb\u00e9m a promo\u00e7\u00e3o da autonomia dos utentes e a preven\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia ou mesmo o seu agravamento. \u201cConforme a necessidade de cada utente, elabora-se um plano de interven\u00e7\u00e3o\u201d revela Ana Portugal. Os Servi\u00e7os de Apoio Domicili\u00e1rio fornece diversos servi\u00e7os, como o fornecimento de refei\u00e7\u00f5es, o tratamento de roupas, cuidados de higiene e conforto, bem como a higiene habitacional, entre outros. \u201cUm dos principais objetivos do apoio domicili\u00e1rio \u00e9 contribuir para a perman\u00eancia dos utentes nos seus domic\u00edlios, retardando ou evitando a institucionaliza\u00e7\u00e3o na ERPI\u201d, declara Ana Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Gerir tantas val\u00eancias numa zona t\u00e3o envelhecida de Portugal \u00e9 algo que n\u00e3o se revela por vezes f\u00e1cil, sendo que a situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica que o pa\u00eds ultrapassa \u00e9 mais uma agravante. \u201cNas grandes periferias existe um leque de respostas mais diversificadas do que em meios pequenos\u201d, afirma Cl\u00e1udia Castro. Para a diretora t\u00e9cnica, a melhoria destes recursos passa pela inova\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de novas respostas para situa\u00e7\u00f5es excecionais que permitam a promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida e bem-estar dos idosos e jovens que a associa\u00e7\u00e3o abrange. Apesar de a associa\u00e7\u00e3o se ter candidatado a diversos projetos para a melhoria das suas respostas e cria\u00e7\u00e3o de novas val\u00eancias, ainda n\u00e3o lhes foi atribu\u00edda nenhuma, \u201co facto de ser uma comunidade relativamente pequena n\u00e3o gera tanto impacto como uma zona de maior incid\u00eancia\u201d, motivo pelo qual Cl\u00e1udia Castro acredita que ainda n\u00e3o tenha sido poss\u00edvel receber estes apoios.<\/p>\n\n\n\n<p>As parcerias t\u00eam sido algo bastante importante para a associa\u00e7\u00e3o, tendo como principais parceiros as entidades locais, \u201cnomeadamente os Bombeiros Volunt\u00e1rios de Sanfins do Douro, a Junta de Freguesia de Sanfins do Douro\u201d e o Munic\u00edpio de Alij\u00f3 atrav\u00e9s do Conselho Local de A\u00e7\u00e3o Social, revela a diretora t\u00e9cnica da associa\u00e7\u00e3o.&nbsp; Para al\u00e9m das parcerias j\u00e1 estabelecidas, a associa\u00e7\u00e3o encontra-se aberta a todas as parcerias que possam beneficiar, pois para Cla\u00fadia Castro, \u201co trabalho em rede \u00e9 fundamental para que se criem respostas que permitam uma interven\u00e7\u00e3o mais eficiente nas problem\u00e1ticas diagnosticadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Cultural e Social de Sanfins do Douro, foi fundada em 15 de mar\u00e7o de 1985, tendo desde ent\u00e3o prestado diversos cuidados a toda popula\u00e7\u00e3o Sanfinense e das aldeias e vilas em redor. Apesar da situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica ter complicado o trabalho \u00e0 associa\u00e7\u00e3o os colaboradores mant\u00eam-se confiantes e com vontade de ajudar a sua popula\u00e7\u00e3o da melhor forma poss\u00edvel. Para Cla\u00fadia Castro, o mais gratificante deste trabalho \u00e9 o sorriso dos utentes, algo que a diretora t\u00e9cnica e a sua equipa trabalham diariamente para receber.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia da COVID-19 afetou muitos setores sociais e os lares n\u00e3o foram exce\u00e7\u00e3o. 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