{"id":13130,"date":"2021-06-11T13:21:32","date_gmt":"2021-06-11T13:21:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=13130"},"modified":"2021-06-11T13:21:34","modified_gmt":"2021-06-11T13:21:34","slug":"radio-gilao-uma-radio-com-foco-naquilo-que-e-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=13130","title":{"rendered":"R\u00e1dio Gil\u00e3o: uma r\u00e1dio com foco naquilo que \u00e9 local"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>As r\u00e1dios pirata surgiram em Portugal na d\u00e9cada de 70. Tavira viu nascer 3 destas r\u00e1dios ilegais. No entanto, apenas duas continuam a funcionar hoje em dia, sendo uma delas a R\u00e1dio Gil\u00e3o. Ana Cristina \u00e9 uma das locutoras que acompanha este projeto e j\u00e1 conta com 34 anos de casa. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Wilson Costa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cristina fez a sua forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do jornalismo atrav\u00e9s do CENJOR. \u201cEles pr\u00f3prios organizaram uma forma\u00e7\u00e3o intensiva com os mais variados formadores do Algarve e outros de Lisboa, fomos v\u00e1rios os profissionais da regi\u00e3o que participaram durante v\u00e1rios meses\u201d, revela. Conta que, inicialmente, a r\u00e1dio tinha falta de pessoal e que esta se candidatou a uma iniciativa que empregava jovens para ocuparem os seus tempos-livres. Foi numa dessas oportunidades que a jornalista deu entrada na equipa da R\u00e1dio Gil\u00e3o. Ana Cristina comenta o facto de \u201co governo aprovar um projeto, em que pagava a jovens, para estarem numa r\u00e1dio que s\u00f3, posteriormente, ao fim de um tempo, \u00e9 que foi tornada legal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Acha que o jornalismo de proximidade \u00e9 fundamental, ainda para mais numa r\u00e1dio local. \u201c\u00c9 o falar com a pessoa, a proximidade com a pessoa, \u00e9 divulgar as nossas coisas\u201d, explica. Acrescenta ainda que acha essencial p\u00f4r esta vertente do jornalismo em pr\u00e1tica e que, \u201cpara a informa\u00e7\u00e3o generalizada j\u00e1 h\u00e1 as televis\u00f5es e as r\u00e1dios nacionais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Recorda os inc\u00eandios que aconteceram em 2012 como um dos momentos mais marcantes no seu percurso enquanto rep\u00f3rter. Quando, por exemplo, a certa altura pediu atrav\u00e9s da r\u00e1dio, ajuda aos tavirenses, devido \u00e0 falta de alimentos e \u00e1gua para os bombeiros. \u201cAlgo que n\u00e3o demorou muito tempo at\u00e9 os bombeiros dizerem que j\u00e1 n\u00e3o tinham mais espa\u00e7o para guardar as coisas no quartel\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de se encontrar situada no Largo de Santana, a r\u00e1dio era sediada no n\u00facleo do rancho folcl\u00f3rico de Tavira. Ana Cristina revela que, como Tavira era a capital do Algarve, as mais recentes instala\u00e7\u00f5es da r\u00e1dio eram antigamente a casa do governador. \u201cSitua-se num ponto estrat\u00e9gico da cidade, num miradouro. O governador do miradouro via toda a zona envolvente\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz que os habituais ouvintes da r\u00e1dio \u201cs\u00e3o pessoas j\u00e1 de m\u00e9dia idade que est\u00e3o a trabalhar, que est\u00e3o em casa ou que est\u00e3o sozinhas\u201d. A locutora tamb\u00e9m apresenta o programa das manh\u00e3s da R\u00e1dio Gil\u00e3o, \u00abHaja manh\u00e3\u00bb. \u201cEste programa \u00e9 o mais antigo da r\u00e1dio, com mais de 20 anos. \u00c9 um programa de interatividade, que eu tenho tido e que desde sempre v\u00e1rias pessoas participam das mais diversas \u00e1reas e progressivamente conforme umas pessoas v\u00e3o entrando v\u00e3o saindo outras\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cristina n\u00e3o considera uma prioridade a cobertura das not\u00edcias nacionais e por essa raz\u00e3o a r\u00e1dio tem um simult\u00e2neo com a Antena 1. \u201cTemos 3 apontamentos di\u00e1rios com a Antena 1, para qu\u00ea n\u00f3s querermos fazer informa\u00e7\u00e3o nacional, quando eles j\u00e1 est\u00e3o no terreno\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da pandemia as mudan\u00e7as na r\u00e1dio foram significativas. Ana Cristina relata como tiveram de parar alguns dos programas di\u00e1rios e como alguns dos colegas deixaram de vir. Acrescenta ainda que a equipa conta apenas com \u201c4 funcion\u00e1rios efetivos e pessoas que t\u00eam os seus trabalhos e que t\u00eam uma determinada hora, semanal ou di\u00e1ria, em que podem c\u00e1 estar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A r\u00e1dio revezou-se para que sempre estivesse algu\u00e9m presente nas instala\u00e7\u00f5es \u201cporque tinham a necessidade de falar com as pessoas\u201d. Algo que n\u00e3o podia faltar eram \u201cos programas de telefonema para as pessoas falarem e cumprimentarem-se umas \u00e0s outras\u201d. Ana Cristina diz que programas como este s\u00e3o muito importantes para quem est\u00e1 sozinho e n\u00e3o pode estar com os seus familiares.&nbsp; \u201cS\u00e3o essas pessoas o nosso p\u00fablico, os velhotes de v\u00e1rios s\u00edtios que acabaram por criar algo a que chamam a fam\u00edlia R\u00e1dio Gil\u00e3o\u201d, afirma. De acordo com a jornalista quem participa nestes programas s\u00e3o geralmente \u201cpessoas que n\u00e3o se conhecem, algumas nunca se viram e que passam os seus dias a fazer dedicat\u00f3rias de uns para os outros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00e1dio Gil\u00e3o j\u00e1 conta com mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de atividade e este ano celebra o seu 35\u00ba anivers\u00e1rio. Para acompanhar a sua transmiss\u00e3o basta, para quem vive na zona sul do pa\u00eds, procurar pela frequ\u00eancia 94.8, e em Tavira, procurar pela frequ\u00eancia 98.4. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ouvir a sua programa\u00e7\u00e3o em direto no site oficial da r\u00e1dio em <a href=\"http:\/\/www.radiogilao.com\">www.radiogilao.com<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As r\u00e1dios pirata surgiram em Portugal na d\u00e9cada de 70. Tavira viu nascer 3 destas r\u00e1dios ilegais. 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