{"id":12878,"date":"2021-05-25T09:04:22","date_gmt":"2021-05-25T09:04:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12878"},"modified":"2021-05-26T09:22:43","modified_gmt":"2021-05-26T09:22:43","slug":"jornal-de-noticias-o-jornal-que-aposta-no-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12878","title":{"rendered":"Jornal de Not\u00edcias: O jornal que aposta no papel"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Termos como fam\u00edlia, paix\u00e3o e refer\u00eancia, s\u00e3o algumas das carater\u00edsticas que representam o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d, na vis\u00e3o de dois dos seus trabalhadores. Com grandes destaques a n\u00edvel nacional e desempenhando um papel fundamental em datas como o 25 de Abril, este jornal nunca parou de crescer.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Raquel Pinheiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"797\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/186551718_10161210450657995_715123981859931773_n-797x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13040\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/186551718_10161210450657995_715123981859931773_n-797x1024.jpeg 797w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/186551718_10161210450657995_715123981859931773_n-233x300.jpeg 233w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/186551718_10161210450657995_715123981859931773_n-768x987.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/186551718_10161210450657995_715123981859931773_n-1195x1536.jpeg 1195w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/186551718_10161210450657995_715123981859931773_n.jpeg 1241w\" sizes=\"(max-width: 797px) 100vw, 797px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fundado em 1888, no Porto, o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d foi um dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social que registou maior expans\u00e3o em Portugal. No in\u00edcio, o jornal trabalhava com o programa de edi\u00e7\u00e3o <em>Millennium<\/em>. Para al\u00e9m de escreverem as not\u00edcias, os jornalistas ainda estruturavam e desenhavam as p\u00e1ginas. Nos dias de hoje, a tecnologia veio facilitar o trabalho do jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d apresenta variadas categorias, desde a pol\u00edtica at\u00e9 ao desporto e, curiosamente, nesta \u00e1rea, o JN sempre empregou profissionais do sexo feminino. Susana Silva, jornalista nesta sec\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 22 anos, admite que ao chegar a este jornal, o n\u00famero de mulheres a trabalhar na mesma \u00e1rea era consider\u00e1vel. No entanto, ao longo dos anos, as mulheres foram acabando por sair at\u00e9, atualmente, s\u00f3 restar ela. Num meio dominado por homens, Susana Silva esclarece que, dentro do jornal, nunca houve qualquer tipo de preconceito para consigo ou para com outras mulheres e sublinha at\u00e9 que sempre existiu intimidade e companheirismo entre homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas a trabalhar na reda\u00e7\u00e3o, a jornalista apenas real\u00e7a que a maior diferen\u00e7a \u00e9 o facto de os homens irem fazer coberturas de not\u00edcias ao exterior mais vezes do que as mulheres. \u201cLogo no in\u00edcio ouvi coisas como a mulher n\u00e3o sabe o que \u00e9 futebol, mas sempre por parte dos adeptos, mas nunca nunca liguei muito\u201d, comenta Susana Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhar em \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social de renome e conhecidos a n\u00edvel nacional como \u00e9 o caso do JN, \u00e9 o sonho de muitos jornalistas. Contudo, Jo\u00e3o Pedro Campos, correspondente de Coimbra do \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d Para al\u00e9m de trabalhar h\u00e1 cerca de 13 anos no Jornal de Not\u00edcias, o rep\u00f3rter ainda trabalha no \u201cJornal da Mealhada\u201d. Na realidade admite que trabalhar em \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o t\u00e3o diferentes lhe traz muita bagagem, apesar de que um jornal como o da Mealhada \u00e9 quinzenal e direcionado para um p\u00fablico mais espec\u00edfico e pequeno.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d tem a vantagem de trazer novas experi\u00eancias e dar a um profissional uma certa ordem de grandeza, jornais mais pequenos fornecem oportunidades de conhecer melhor algumas zonas do pa\u00eds. Em termos profissionais trabalhar em dois s\u00edtios diferentes apenas beneficiou Jo\u00e3o Pedro Campos, mas como j\u00e1 era de esperar o profissional da comunica\u00e7\u00e3o ouviu desde cedo frases clich\u00eas que inferiorizavam os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social mais pequenos ou menos conhecidos. \u201cO Jornal de Not\u00edcias pode-me dar mais estatuto, mas eu n\u00e3o sou de estatuto\u201d, acrescenta o jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo um jornal de renome como o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d passa por problemas e dificuldades provenientes das novas tecnologias. O JN teve um maior reconhecimento logo ap\u00f3s o 25 de Abril, os seus jornais circulavam pelo pa\u00eds e, com isso, os seus valores de venda tornaram-se muito altos. Nesta \u00e9poca era comum as crian\u00e7as gastarem as suas mesadas com jornais e as fam\u00edlias se sentarem \u00e0 mesa e debaterem os acontecimentos di\u00e1rios. Em pleno s\u00e9culo XXI, a\u00e7\u00f5es como esta s\u00e3o raras, levando \u00e0 morte do papel, que outrora foi o material mais lucrativo para estas empresas. \u201cTalvez ainda aguente mais uma gera\u00e7\u00e3o, mas nada mais\u201d, afirma Susana Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontecimentos capazes de se tornarem not\u00edcia acontecem a toda a hora e, mesmo em situa\u00e7\u00e3o de pandemia, o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d conseguiu manter o profissionalismo que lhe \u00e9 carater\u00edstico e rapidamente conseguiu dar a volta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de forma que, mesmo em confinamento, as not\u00edcias continuassem a sair. Susana Silva confessa que no in\u00edcio foi um pouco complicado, visto que n\u00e3o havia temas para os jornais em papel, causando uma quebra ainda maior nas vendas. Por outro lado, no online existiam sempre imensas not\u00edcias. Inicialmente come\u00e7ou-se por reduzir as sa\u00eddas, o que infelizmente causou muita dificuldade na forma\u00e7\u00e3o de jornalistas mais recentes, mas foi crucial para o bom funcionamento do jornal.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do trabalho ter sido reduzido, num curto espa\u00e7o de tempo, este recome\u00e7ou de forma intensa. \u201cN\u00f3s t\u00ednhamos que estimular a ler o jornal, fizemos outros tipos de trabalhos, coisas mais de investiga\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Susana Silva. \u00c0 medida que o tempo foi passando, o \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o social conseguiu dar a volta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o e, no geral, os trabalhadores reagiram bem a esta nova din\u00e2mica. Mesmo no regresso ao trabalho presencial, sempre foram proporcionadas aos profissionais todas as condi\u00e7\u00f5es exigidas para que estes trabalhassem em seguran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Termos como fam\u00edlia, paix\u00e3o e refer\u00eancia, s\u00e3o algumas das carater\u00edsticas que representam o \u201cJornal de Not\u00edcias\u201d, na vis\u00e3o de dois<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":13039,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[3624,3625,345],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12878"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12878"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13041,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12878\/revisions\/13041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}