{"id":12856,"date":"2021-05-19T08:51:26","date_gmt":"2021-05-19T08:51:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12856"},"modified":"2021-05-26T10:01:43","modified_gmt":"2021-05-26T10:01:43","slug":"diario-de-viseu-das-rotinas-aos-desafios-para-manter-o-jornal-a-tona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12856","title":{"rendered":"Di\u00e1rio de Viseu. Das rotinas aos desafios para \u201cmanter o jornal \u00e0 tona\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O Di\u00e1rio de Viseu \u00e9 um jornal local que pertence ao grupo empresarial do Di\u00e1rio de Coimbra. Foi fundado no dia 2 de junho de 1997 e \u00e9, atualmente, o \u00fanico jornal di\u00e1rio em Viseu.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Mariana Silva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"388\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/106985514_3272213379508403_6861840495812227167_n-1024x388.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13093\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/106985514_3272213379508403_6861840495812227167_n-1024x388.jpeg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/106985514_3272213379508403_6861840495812227167_n-300x114.jpeg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/106985514_3272213379508403_6861840495812227167_n-768x291.jpeg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/106985514_3272213379508403_6861840495812227167_n-1536x581.jpeg 1536w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/106985514_3272213379508403_6861840495812227167_n-2048x775.jpeg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Alberto Lopes \u00e9 jornalista e rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico no <a href=\"https:\/\/www.diarioviseu.pt\/\">Di\u00e1rio de Viseu<\/a> e quando come\u00e7ou a trabalhar, em 2017, o jornal tinha, ao todo, seis pessoas na reda\u00e7\u00e3o. A diretora \u00e9 Eduarda Mac\u00e1rio. Havia dois jornalistas na sec\u00e7\u00e3o de desporto, dois jornalistas a cobrir a regi\u00e3o de Viseu e duas estagi\u00e1rias. Na administra\u00e7\u00e3o eram ainda mais. \u00c0 parte administrativa est\u00e1 vinculada a parte comercial, que o rep\u00f3rter admite ser a vertente mais importante, uma vez que \u201ca exist\u00eancia de um jornal depende da venda da publicidade nas p\u00e1ginas e do retorno financeiro\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1995 existiam mais 10.000 exemplares em banca do que existem agora. Este \u201cdescalabro\u201d surgiu na sequ\u00eancia do fim do \u201cporte pago\u201d, em que o governo pagava toda a circula\u00e7\u00e3o de jornais, via CTT. Sendo o Di\u00e1rio de Viseu um jornal di\u00e1rio, as despesas de distribui\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s dos correios, \u201cchegam a ser de 3.000 a 4.000 euros\u201d, conta Jos\u00e9 Alberto Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>A rotina no jornal come\u00e7a \u00e0s nove da manh\u00e3. A primeira coisa a ser realizada \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o das 20 p\u00e1ginas que comp\u00f5em o jornal no programa de pagina\u00e7\u00e3o e aplicar a cada uma delas a \u201cmat\u00e9ria que lhes vai ser destinada\u201d, explica o rep\u00f3rter. Conclu\u00eddas as p\u00e1ginas, os jornalistas da reda\u00e7\u00e3o avan\u00e7am para a procura de not\u00edcias relacionadas com a regi\u00e3o nos sites das c\u00e2maras municipais dos 24 concelhos. Por volta das dez horas da manh\u00e3, come\u00e7am a ser selecionadas as not\u00edcias conforme a sua import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia, para serem publicadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o decorrer do dia, h\u00e1 v\u00e1rias emerg\u00eancias que, devido \u00e0 sua import\u00e2ncia, necessitam de cobertura imediata. Por este motivo, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio manter a p\u00e1gina do Comando Distrital de Opera\u00e7\u00f5es de Socorro (CDOS) sempre aberta\u201d, real\u00e7a o jornalista. Estas ocorr\u00eancias repentinas obrigam o rep\u00f3rter a ir de imediato para o local do acontecimento, mesmo que esteja de folga. Embora n\u00e3o seja um termo exclusivo do jornalismo, muitos dos trabalhos que s\u00e3o feitos pelos jornalistas em fora de horas, horas-extra que n\u00e3o lhes s\u00e3o pagas, s\u00e3o feitas por \u2018carolice\u2019. \u201c\u00c9 gostar daquilo que se faz, \u00e9 tamb\u00e9m p\u00f4r os interesses do jornal \u00e0 frente dos nossos interesses particulares ou interesses pessoais\u201d, explica o rep\u00f3rter.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornal est\u00e1 dividido em sete partes. Nas duas primeiras p\u00e1ginas, as p\u00e1ginas de destaque, est\u00e3o os assuntos com maior notoriedade e o desenvolvimento da mat\u00e9ria a n\u00edvel local. Depois o jornal avan\u00e7a para Viseu, uma p\u00e1gina destinada apenas a assuntos do concelho e, logo de seguida, existe uma p\u00e1gina destinada \u00e0 regi\u00e3o. Nas p\u00e1ginas, est\u00e3o expostas, tamb\u00e9m, v\u00e1rias opini\u00f5es e cr\u00edticas que s\u00e3o essenciais. Depois da regi\u00e3o, segue-se a regi\u00e3o alargada, \u201ca regi\u00e3o C\u201d, uma p\u00e1gina que d\u00e1 voz aos concelhos que n\u00e3o t\u00eam um jornal di\u00e1rio como Guarda, Seia e Oliveira do Hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00faltimas tr\u00eas p\u00e1ginas s\u00e3o dedicadas ao desporto, \u00e0s empresas, devido \u00e0 necessidade de publicidade e an\u00fancios dos quais o jornal necessita para subsistir, e \u00e0 necrologia, \u201cque, curiosamente, \u00e9 a p\u00e1gina mais lida pelas pessoas da regi\u00e3o\u201d, afirma Jos\u00e9 Alberto Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2020, o novo v\u00edrus veio dificultar a manuten\u00e7\u00e3o do jornal. No primeiro confinamento, tr\u00eas jornalistas ficaram em <em>layoff, <\/em>outros tr\u00eas foram despedidos, os contratos n\u00e3o foram renovados e acabaram por ficar apenas tr\u00eas jornalistas, um na reda\u00e7\u00e3o e dois em casa, a fazer a edi\u00e7\u00e3o, que normalmente tinha uma m\u00e9dia de 20 a 24 p\u00e1ginas e passou a ter no m\u00e1ximo 16.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve pessoas que tiveram que sair para se manter o jornal \u00e0 tona\u201d, esclarece o jornalista e rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds come\u00e7ou a piorar, o jornal teve de fechar devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas. Os tr\u00eas jornalistas tiveram de ficar em teletrabalho, o que n\u00e3o foi um grande problema porque, devido ao avan\u00e7o da tecnologia, \u00e9 poss\u00edvel fazer o trabalho em casa com facilidade, garante Jos\u00e9 Alberto Lopes. Por\u00e9m, o medo apoderou-se de toda a popula\u00e7\u00e3o que enfrentava uma situa\u00e7\u00e3o nova e assustadora. Por consequ\u00eancia, as pessoas deixaram de se dirigir ao jornal e o n\u00famero de compras diminuiu significativamente, o que colocou em risco o sustento do mesmo. Quando as pessoas voltaram a sair de casa, j\u00e1 devidamente informadas e com as medidas de restri\u00e7\u00e3o tomadas, o jornal voltou a crescer. As vendas voltaram a aumentar, ainda que o jornal tenha reduzido a n\u00edvel de conte\u00fado e publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Di\u00e1rio de Viseu \u00e9 um jornal local e com o objetivo de servir uma regi\u00e3o. S\u00e3o cada vez mais os desafios e, inversamente, devido a todos os entraves, cada vez menos pessoas a trabalhar. Os que ficam, colocam o jornal acima dos pr\u00f3prios interesses e emo\u00e7\u00f5es. Os que sa\u00edram, sa\u00edram para que este sobrevivesse \u00e0s dificuldades impostas pela Covid-19.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Di\u00e1rio de Viseu \u00e9 um jornal local que pertence ao grupo empresarial do Di\u00e1rio de Coimbra. 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