{"id":12339,"date":"2021-03-25T11:56:29","date_gmt":"2021-03-25T11:56:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12339"},"modified":"2021-03-25T11:56:30","modified_gmt":"2021-03-25T11:56:30","slug":"jornalismo-de-proximidade-a-quimera-do-ouro-para-paula-sofia-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12339","title":{"rendered":"Jornalismo de Proximidade, a \u201cquimera do ouro\u201d para Paula Sofia Luz"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Paula Sofia Luz, jornalista no Di\u00e1rio de Not\u00edcias, come\u00e7ou no Jornalismo muito antes de fazer qualquer forma\u00e7\u00e3o. Natural de Pombal, foi no seu 10\u00ba ano que decidiu seguir uma variante que a escola abriu de \u201cJornalismo\/Turismo\u201d. Nas suas f\u00e9rias de ver\u00e3o fez r\u00e1dio depois de a professora a ter escolhido, mas um ano depois, nas f\u00e9rias seguintes, percebeu que a imprensa era a sua \u00e1rea favorita, quando come\u00e7ou a trabalhar no jornal O Correio de Pombal. <\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Luciana Soares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma apaixonada pela imprensa e pelo\njornalismo de proximidade, Paula Sofia Luz afirma que \u201co jornalismo de\nproximidade \u00e9 a quimera do ouro\u201d, porque permite fazer aquilo que acredita ser\na principal miss\u00e3o do jornalista \u201ccontar as hist\u00f3rias das pessoas e dos lugares\nde uma forma pr\u00f3xima para quem l\u00ea e para quem \u00e9 entrevistado\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Tendo o jornalismo como uma\n\u201cprofiss\u00e3o privilegiada\u201d, Paula Sofia Luz deixa assente o seu descontentamento\npelo \u201cdesinvestimento nas r\u00e1dios, jornais e televis\u00f5es\u201d, mas garante que n\u00e3o h\u00e1\n\u201cprofiss\u00e3o mais bela\u201d no mundo. Mesmo trabalhando para um meio de comunica\u00e7\u00e3o nacional,\no Di\u00e1rio de Not\u00edcias, n\u00e3o deixa de fazer jornalismo de proximidade e apesar de\n\u201cn\u00e3o ser f\u00e1cil gerir\u201d a linha que separa este jornalismo do de \u00e2mbito nacional,\nassume que a \u201cparte positiva do seu trabalho, cobre sempre a parte negativa\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Numa breve refer\u00eancia \u00e0 pol\u00edtica\nnacional faz quest\u00e3o de afirmar que \u201cum jornalista tamb\u00e9m \u00e9 cidad\u00e3o\u201d e que\nexiste uma \u201ctend\u00eancia crescente para considerar que os jornalistas n\u00e3o podem\nfalar sobre a pol\u00edtica\u201d. Invocando dois pontos do C\u00f3digo Deontol\u00f3gico dos\njornalistas revela que n\u00e3o faria a cobertura \u201cde um partido como o CHEGA\u201d, pois\n\u201co jornalista deve recusar as pr\u00e1ticas jornal\u00edsticas que violentem a sua consci\u00eancia\u201d\ne apesar de concordar que o \u201cjornalismo deve ser objetivo\u201d, n\u00e3o deixa de\nreferir que todos os profissionais da sua \u00e1rea \u201cdevem ser agentes p\u00fablicos, que\ninterpretem a realidade, e n\u00e3o apenas um p\u00e9 de microfone, que recolhe as coisas,\nfaz de mensageiro e depois publica\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Esteve envolvida em v\u00e1rios projetos\n(a maior parte da sua carreira como rep\u00f3rter no Regi\u00e3o de Leiria e diretora no\njornal O Eco). Um deles \u00e9 a Pregui\u00e7a Magazine que nasceu em Leiria pela m\u00e3o de\n4 jornalistas e no qual Paula Sofia Luz participou como jornalista colaboradora\ne como cronista atrav\u00e9s d\u2019 \u201cO barulho das luzes\u201d. Este terminou em 2014, por\nser um projeto assente em voluntariado, pois \u201ctodos liam, todos gostavam,\ncomentavam, mas o ningu\u00e9m pagava\u201d. Um projeto que a marcou, pois permitiu\n\u201cescrever de outra maneira\u201d onde tinha \u201ctempo e espa\u00e7o para contar hist\u00f3rias\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma mulher ativa socialmente, fez\nvoluntariado na Liga Portuguesa contra o Cancro, durante uma parte dos dois\nanos em que esteve desempregada. Em 2013 envolveu-se numa lista para a Junta de\nFreguesia da sua cidade e, tamb\u00e9m em manifesta\u00e7\u00f5es como \u201cQue se lixe a Troika\u201d.\nAtualmente escreve para o blogue \u201cFarpas Pombalinas\u201d, um blogue \u201cde interven\u00e7\u00e3o\npol\u00edtica, mas n\u00e3o partid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto profissional diz que \u00e9 \u201cjornalista por excesso e por defeito\u201d assumindo que o \u201cexcesso vem da vontade e determina\u00e7\u00e3o de querer fazer coisas e isso aos olhos dos outros \u00e9 muitas vezes um defeito\u201d. J\u00e1 sofreu v\u00e1rias repres\u00e1lias ao \u201clongo da vida profissional\u201d sobretudo por causa da sua convic\u00e7\u00e3o de que \u201cum jornalista tamb\u00e9m \u00e9 cidad\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p> Como em todas as profiss\u00f5es do mundo \u201cnem sempre fazemos aquilo que queremos, mas \u00e9 importante que fa\u00e7amos sempre aquilo que gostamos\u201d e por isso o jornalismo faz parte de si e o seu grande objetivo \u00e9 que \u201cpessoas de todos os cantos do pa\u00eds\u201d tenham voz nas suas not\u00edcias. Atualmente \u00e9 jornalista freelancer, trabalha maioritariamente para o DN, mas colabora tamb\u00e9m com a revista Evas\u00f5es, o portal Educare e o Jornal de Leiria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paula Sofia Luz, jornalista no Di\u00e1rio de Not\u00edcias, come\u00e7ou no Jornalismo muito antes de fazer qualquer forma\u00e7\u00e3o. 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