{"id":12145,"date":"2021-03-12T10:01:28","date_gmt":"2021-03-12T10:01:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12145"},"modified":"2021-03-12T10:01:29","modified_gmt":"2021-03-12T10:01:29","slug":"a-luz-ao-fundo-do-tunel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=12145","title":{"rendered":"A luz ao fundo do t\u00fanel"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O governo portugu\u00eas anunciou, esta quinta-feira (11 de mar\u00e7o de 2021), o plano de desconfinamento. Uma decis\u00e3o muito aguardada por diversos setores da sociedade portuguesa, que lutam pela redu\u00e7\u00e3o do impacto da pandemia, quer na educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e jovens portugueses, quer na economia do nosso pa\u00eds.\u00a0 <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Opini\u00e3o de Kevin Santos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 precisamente um ano (11 de mar\u00e7o de 2020), a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade declarava oficialmente a Covid-19 como uma pandemia global. Depois de um ano com poucos altos e muitos baixos, muitas perdas e poucas raz\u00f5es para sorrir, muitas m\u00e1scaras e algum gel desinfetante, Portugal j\u00e1 enfrentou, n\u00e3o um, mas dois confinamentos. <\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro confinamento, o inimigo\ninvis\u00edvel trouxe consigo sentimentos de uni\u00e3o e compaix\u00e3o como j\u00e1 n\u00e3o se viam\n(e sentiam) h\u00e1 muito tempo. Os mais jovens faziam as compras dos mais velhos, o\ncidad\u00e3o comum aplaudia os esfor\u00e7os dos que estavam na linha da frente (m\u00e9dicos,\nenfermeiros, auxiliares\u2026), as pessoas pararam e conseguiram aproveitar para\nconhecer mais a fam\u00edlia e aprender a fazer p\u00e3o (e mais mil e uma coisas) em\ncasa\u2026 De um momento para o outro, o mundo parou. Os autocarros e os metros j\u00e1\nn\u00e3o percorriam as cidades carregados de pessoas e os avi\u00f5es n\u00e3o levantavam voo.\nA natureza conseguiu respirar por alguns meses. Mas, por outro lado, a Covid-19\ntamb\u00e9m trouxe o medo. Como n\u00e3o? Milhares de pessoas doentes, milhares de pessoas\na morrer\u2026 e milhares de pessoas com a casa \u00e0s costas e sem rendimentos para a\npagar. Mas no meio de um caos de d\u00favida, sab\u00edamos que tudo iria acabar bem.\nSab\u00edamos que algu\u00e9m nos iria dar a m\u00e3o. Sab\u00edamos que o dinheiro de pouco vale\nse n\u00e3o estivermos vivos e de boa sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>O bichinho parecia estar a ir embora\u2026 Mas uns meses mais tarde come\u00e7ou a ganhar forma a segunda vaga da pandemia. O medo e a d\u00favida come\u00e7avam a instalar-se. Se depois do primeiro confinamento, em que se debaterem com uma luta herc\u00falea pela sobreviv\u00eancia, a maior parte dos pequenos e m\u00e9dios neg\u00f3cios voltaram a abrir portas (alguns n\u00e3o reabriram porque ainda n\u00e3o lhes era permitido), o mesmo j\u00e1 n\u00e3o seria t\u00e3o certo depois do segundo confinamento. Em janeiro de 2021, os n\u00fameros evidenciavam um panorama assustador. O Sistema Nacional de Sa\u00fade, exausto e saturado, n\u00e3o conseguia dar resposta \u00e0s necessidades de tantas pessoas. Portugal teve de parar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas qual \u00e9 o impacto do confinamento? Na educa\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as perdem parte de uma importante fase das suas vidas, uma fase de integra\u00e7\u00e3o na sociedade e de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem. Por\u00e9m, n\u00e3o foram apenas os mais novos que se debateram com as grandes dificuldades inerentes ao ensino \u00e0 dist\u00e2ncia. Todos os estudantes foram desafiados durante os dois per\u00edodos de confinamento. Segundo um estudo da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica de Coimbra, cerca de 70% dos alunos do Ensino Superior admitiram ter pensado em desistir. A n\u00edvel econ\u00f3mico, os neg\u00f3cios que viram as suas portas fechar, debatem-se com grandes preju\u00edzos e um futuro muito dif\u00edcil no horizonte. As dificuldades econ\u00f3micas v\u00e3o afetar, e muito, todo o pa\u00eds (e o mundo). A pandemia teve, tamb\u00e9m, um grande impacto na qualidade de vida e sa\u00fade mental das pessoas. Algo que pode ser explicado pela constante press\u00e3o exercida, em grande parte, pela comunica\u00e7\u00e3o social, aliada ao medo de ser infetado (ou que familiares sejam infetados), e \u00e0s priva\u00e7\u00f5es adjacentes ao confinamento, como a priva\u00e7\u00e3o de liberdade, a inatividade f\u00edsica, a press\u00e3o familiar e as horas passadas \u00e0 frente de um ecr\u00e3. Os n\u00edveis de ansiedade aumentam, bem como o n\u00famero de casos de depress\u00e3o, entre outros problemas mentais. A verdade \u00e9 que o mundo nunca mais ser\u00e1 o mesmo depois da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 15 de mar\u00e7o, os mais novos voltam \u00e0s escolas, creches e ATLs. Os cabeleireiros, manicures e similares voltam a abrir portas, assim como as livrarias, o com\u00e9rcio autom\u00f3vel, a media\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, as bibliotecas e os arquivos. As vendas ao postigo voltam a ser permitidas. Este ser\u00e1 o in\u00edcio de um plano que se vai materializar em v\u00e1rias fases compreendidas entre 15 de mar\u00e7o e 3 de maio. Ser\u00e1 a luz ao fundo do t\u00fanel? Ou estaremos a precipitarmo-nos? O tempo o dir\u00e1\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/fotoblend-87167\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=5035180\">Willfried Wende<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=5035180\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo portugu\u00eas anunciou, esta quinta-feira (11 de mar\u00e7o de 2021), o plano de desconfinamento. 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