{"id":11751,"date":"2021-02-11T18:01:20","date_gmt":"2021-02-11T18:01:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11751"},"modified":"2021-02-11T18:01:20","modified_gmt":"2021-02-11T18:01:20","slug":"maca-de-montanha-de-armamar-a-fonte-economica-do-concelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11751","title":{"rendered":"Ma\u00e7\u00e3 de Montanha de Armamar: \u201cA fonte econ\u00f3mica do concelho\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Armamar, um pequeno concelho do distrito de Viseu, que conta com pouco mais de cinco mil habitantes, situa-se na regi\u00e3o do Alto Douro Vinhateiro. Esta localidade distingue-se maioritariamente pela famosa produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 de montanha, vinhos do Douro, fumeiros e queijos. A ma\u00e7\u00e3 \u00e9 rainha e o principal setor prim\u00e1rio do concelho, por este motivo Armamar \u00e9 conhecido como \u2018Capital da Ma\u00e7\u00e3 de Montanha\u2019. <\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Diana Teixeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com vista para os extensos pomares de macieiras que rodeiam o munic\u00edpio, Armamar\n\u00e9 reconhecido a n\u00edvel nacional como um dos maiores produtores nacionais de ma\u00e7\u00e3, e\n\u00e9 esta a grande fonte de rendimento de muitas fam\u00edlias, das v\u00e1rias freguesias que\ncomp\u00f5em o concelho.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 crescente produ\u00e7\u00e3o deste fruto, no dia 24 de fevereiro de 1994 nasce a Associa\u00e7\u00e3o de Fruticultores de Armamar (AFA), presidida por Jos\u00e9 Os\u00f3rio. Esta entidade surge com o objetivo de \u201cinvestiga\u00e7\u00e3o, na experimenta\u00e7\u00e3o, e divulga\u00e7\u00e3o de todas as a\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e econ\u00f3micas visando o melhoramento da fruticultura e a forma\u00e7\u00e3o profissional dos seus membros, assim como rece\u00e7\u00e3o de candidaturas a ajudas aos produtores e no apoio t\u00e9cnico aos associados da associa\u00e7\u00e3o\u201d, como refere o presidente da Associa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>V\u00edtor Paiva, engenheiro agr\u00edcola da AFA, conta que desta j\u00e1 fazem parte 240 associados, que trabalham em parceria com a entidade. O respons\u00e1vel esclarece ainda que o produto criado na regi\u00e3o n\u00e3o se trata apenas de um fruto, mas sim de um fruto de montanha: \u201cA designa\u00e7\u00e3o \u201cMa\u00e7\u00e3 de Montanha\u201d, conferida ao fruto produzido no concelho, \u00e9 a mesma patenteada desde 30 de Dezembro de 1997, pela empresa Pomar d \u0301Ouro\u201d. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/122616172_3307075742675668_2744745781418453037_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11753\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/122616172_3307075742675668_2744745781418453037_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/122616172_3307075742675668_2744745781418453037_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/122616172_3307075742675668_2744745781418453037_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/122616172_3307075742675668_2744745781418453037_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/122616172_3307075742675668_2744745781418453037_o.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ser produtor de ma\u00e7\u00e3 em Armamar\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para se ser produtor de ma\u00e7\u00e3 em Armamar \u00e9 preciso cumprir com determinados requisitos e o principal \u00e9 ter uma \u00e1rea pr\u00f3pria ou alugada no concelho, com caracter\u00edsticas espec\u00edficas de solo e clima. Para implantar um pomar, \u00e9 necess\u00e1rio investir um valor que ronda os 30 mil euros por hectare. Este valor, apresentado por V\u00edtor Paiva, j\u00e1 inclui todos os equipamentos e tratamentos necess\u00e1rios ao solo e p\u00f3s-planta\u00e7\u00e3o das respetivas \u00e1rvores de fruto. Segundo este \u201ch\u00e1 um outro conjunto de tratamentos a ter em conta ap\u00f3s a constitui\u00e7\u00e3o do pomar e esses t\u00eam um custo m\u00e9dio total de 7 mil euros\u201d. Este valor representa um hectare, que contar\u00e1 com uma futura produ\u00e7\u00e3o de cerca de 60 mil quilos de ma\u00e7\u00e3s por ano. <\/p>\n\n\n\n<p>De Armamar j\u00e1 fazem parte 300 fruticultores e, ainda que este n\u00famero tenha vindo a diminuir nos \u00faltimos anos, o n\u00famero de \u00e1rea produzida, por sua vez, tem vindo a crescer. Estas 300 pessoas fazem da produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 a sua vida, os lucros correspondem ao seu rendimento familiar e \u00e9 atrav\u00e9s dos valores adquiridos que sustentam os seus. <\/p>\n\n\n\n<p>A campanha inicia-se em Agosto, e s\u00e3o muitos aqueles que aproveitam esta \u00e9poca para trabalhar na chamada \u201capanha da ma\u00e7\u00e3 de montanha\u201d que se prolonga at\u00e9 meados de novembro. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"426\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/19756611_1375727349143860_1839451092997638345_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11756\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/19756611_1375727349143860_1839451092997638345_n.jpg 640w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/19756611_1375727349143860_1839451092997638345_n-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7a-se por apanhar as variedades mais precoces, como \u00e9 o exemplo da variedade <em>Royal Gala<\/em>, e termina-se com a variedade mais tardia, as <em>Fuji<\/em>. Questionado sobre a quantidade m\u00e9dia de ma\u00e7\u00e3s que um trabalhador deve apanhar por dia, V\u00edtor Paiva d\u00e1- nos uma estimativa de 900 a 1000 quilos. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao processo de pagamento, feito a todos aqueles que trabalham durante esta campanha, o engenheiro agr\u00edcola responde: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cCalculando que um hectare de pomar moderno produz, num ano normal, cerca de 60.000 kg, seriam teoricamente necess\u00e1rias 60 pessoas para apanhar esse hectare em apenas 1 dia. Calculando que a m\u00e3o-de-obra tem um custo di\u00e1rio de cerca de 40,00 \u20ac por trabalhador, por dia, teremos um custo m\u00e9dio de colheita total de 2.400,00\u20ac por hectare, o que perfaz um custo por kg de 0,04\u20ac. Se adicionarmos o transporte chegaremos a cerca de 0.05 a 0,06 \u20ac por kg\u201d. <\/p><cite>V\u00edtor Paiva, engenheiro agr\u00edcola<br><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ma\u00e7\u00e3 de Armamar \u00e9 apreciada em v\u00e1rios pontos do globo\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante o momento da apanha \u00e9 feita a primeira grande sele\u00e7\u00e3o. Esta resume-se por deixar no ch\u00e3o a ma\u00e7\u00e3 com defeito ou que se apresente com calibre abaixo dos 60mm equatoriais, uma vez que, no final da apanha da ma\u00e7\u00e3 comercializ\u00e1vel em fresco, \u00e9 recolhida para venda imediata ao mercado industrial de concentrados, desidrata\u00e7\u00f5es, pur\u00e9s ou sumos. As restantes, a fruta classificada como \u201cem bom estado\u201d, \u00e9 apanhada e levada de imediato para as c\u00e2maras de frio. Mais tarde, e ainda reservadas nas c\u00e2maras, come\u00e7a o processo de calibragem, sele\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e finalmente de embalagem. Ap\u00f3s o \u00faltimo processo, e de modo a terminar a campanha, as ma\u00e7\u00e3s s\u00e3o levadas at\u00e9 aos seus destinos. \u201cH\u00e1 tr\u00eas mercados de venda: mercados tradicionais, mercado da grande distribui\u00e7\u00e3o e mercado da exporta\u00e7\u00e3o. Logicamente a qualidade do produto varia em ordem crescente relativamente aos mercados referidos\u201d, explica Jos\u00e9 Os\u00f3rio. <\/p>\n\n\n\n<p>O concelho de Armamar produz, num ano normal, cerca de 75 mil toneladas de ma\u00e7\u00e3, numa \u00e1rea de cerca de 1.800 hectares, o que representa cerca de 30% a 35% de toda a produ\u00e7\u00e3o nacional. O presidente da AFA explica que \u201cse a estes valores juntarmos toda a regi\u00e3o Douro-Sul, que envolve tamb\u00e9m os concelhos vizinhos, estaremos pr\u00f3ximos de uma produ\u00e7\u00e3o na ordem das 120 mil toneladas, o que se aproxima dos 50% de toda a produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 do pa\u00eds\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao mercado da exporta\u00e7\u00e3o, este \u201ctem crescido significativamente e em breve ir\u00e1 representar uma fatia importante no mercado total da ma\u00e7\u00e3 da regi\u00e3o. Se h\u00e1 10 anos atr\u00e1s era um mercado insignificante hoje representa garantidamente mais de 20% de todas as vendas regionais\u201d, acrescenta Jos\u00e9 Os\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o v\u00e1rios os pa\u00edses com interesse neste produto. Para al\u00e9m de alguns pa\u00edses europeus, como \u00e9 o caso essencialmente de Espanha e de Inglaterra, s\u00e3o os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, como o Brasil e o Chile, que mais procuram a importa\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 produzida em Armamar. Sobre a exporta\u00e7\u00e3o realizada para estes locais, V\u00edtor Paiva real\u00e7a: \u201cn\u00e3o temos fiabilidade suficiente para poder dar n\u00fameros sobre as quantidades exportadas, no entanto a exporta\u00e7\u00e3o tem uma grande vantagem: independentemente das quantidades produzidas e da elasticidade dos pre\u00e7os, por haver mais ou menos produ\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os encontram, neste mercado, um pre\u00e7o sensivelmente constante e acima do pre\u00e7o do mercado interno em anos de produ\u00e7\u00e3o normal\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2020: Um ano dif\u00edcil\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pod\u00edamos falar de 2020 como mais um ano normal, infelizmente, para a popula\u00e7\u00e3o em geral, n\u00e3o foi o que aconteceu. Falar do ano que passou, \u00e9 falar num cen\u00e1rio de terror e os fruticultores de Armamar, assim o reconhecem. <\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a Covid-19 tenha vindo colocar um trav\u00e3o no mundo, nomeadamente na economia, os fruticultores n\u00e3o mostraram qualquer desagrado, a n\u00edvel econ\u00f3mico, face \u00e0 atual situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica. \u201cN\u00e3o h\u00e1 dados que nos permitam ter uma no\u00e7\u00e3o do real preju\u00edzo desta pandemia na produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3, mas n\u00e3o foi significativo. Trata-se de uma atividade ao ar livre que n\u00e3o se viu ser suspensa por for\u00e7a legal nos momentos\nde confinamento\u201d, confirma Jos\u00e9 Os\u00f3rio.\n<\/p>\n\n\n\n<p>O principal motivo de preocupa\u00e7\u00e3o do \u00faltimo ano, por parte daqueles que exercem esta profiss\u00e3o, foi o clima. Jos\u00e9 Os\u00f3rio relembra o \u00faltimo ano como um dos piores e relata: \u201cUm dos grandes problemas da regi\u00e3o nos \u00faltimos anos tem sido, sem d\u00favida, a queda de granizo, muitas vezes em anos consecutivos. Nesta \u00faltima campanha verificou-se uma quebra de cerca de 70% da produ\u00e7\u00e3o, na sequ\u00eancia da queda de granizo. Ou seja, perderam-se mais de 50 toneladas para venda em fresco, e a esmagadora maioria foi encaminhada para a ind\u00fastria, com perdas muito significativas no pre\u00e7o final\u201d. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/139453369_789123808306274_6174873727767285104_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11757\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/139453369_789123808306274_6174873727767285104_n.jpg 960w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/139453369_789123808306274_6174873727767285104_n-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/139453369_789123808306274_6174873727767285104_n-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption>Queda de granizo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os relat\u00f3rios finais da campanha de 2020, mostraram que o pre\u00e7o m\u00e9dio de venda da ma\u00e7\u00e3 industrial rondou os 10 c\u00eantimos, enquanto que o pre\u00e7o da ma\u00e7\u00e3 de venda em fresco n\u00e3o ultrapassou os 45 c\u00eantimos. \u201cVerific\u00e1mos um <em>gap <\/em>de 35 c\u00eantimos, o que representa em termos de preju\u00edzo bruto na produ\u00e7\u00e3o total da regi\u00e3o de mais de 17 milh\u00f5es\u201d, clarifica o presidente da Associa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m estava preparado para esta corrente de mau tempo que assolou a regi\u00e3o de Armamar, no entanto, estes \u201cfruteiros\u201d, nome por que s\u00e3o conhecidos na localidade, foram os mais afetados. Jos\u00e9 Os\u00f3rio admite que foram apanhados de surpresa e que a entidade n\u00e3o tinha programado nenhuma estrat\u00e9gia que viesse a combater o granizo. \u201cO que salvou os fruticultores foi o seguro de colheitas, que minimiza o preju\u00edzo, mas \u00e9 cada vez mais caro e menos eficaz\u201d, afirma o presidente da AFA. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sistema promete agir face a condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas adversas <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como forma de precau\u00e7\u00e3o para a campanha que ir\u00e1 decorrer este ano, a Associa\u00e7\u00e3o j\u00e1\nreuniu e definiu objetivos a cumprir, para que poss\u00edveis quedas de granizo n\u00e3o\nvenham, novamente, estragar a produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3 em Armamar.\n<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNuma Uni\u00e3o na Prote\u00e7\u00e3o Contra o Granizo (UPCG), a Cooperativa Agr\u00edcola do Concelho de Armamar, em conson\u00e2ncia com a Associa\u00e7\u00e3o de Fruticultores de Armamar, e preciosa colabora\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal, tomaram a iniciativa de se\nunirem num projeto de alcance regional que visa minimizar os preju\u00edzos provocados\npela queda de granizo que, ao longo dos anos, tem afetado o concelho\u201d, revela Jos\u00e9\nOs\u00f3rio.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Paulo Fonseca, presidente da C\u00e2mara Municipal de Armamar, reconhece a import\u00e2ncia desta uni\u00e3o de for\u00e7as no combate aos problemas causados na produ\u00e7\u00e3o deste fruto e afirma que \u201cna campanha passada, cerca de 80% da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3, que foi afetada, est\u00e1 destru\u00edda. Falamos num n\u00famero de 1.100 hectares afetados, nomeadamente 45mil toneladas de ma\u00e7\u00e3. Estes valores representam um preju\u00edzo na ordem dos 8 milh\u00f5es\u201d. O autarca n\u00e3o deixa de alertar que: \u201cA ma\u00e7\u00e3 \u00e9 a grande fonte econ\u00f3mica do concelho. Esta quebra prejudicou diretamente os fruticultores, mas acabou por afetar toda a economia regional\u201d. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/131327969_3442226082493966_647888134585879976_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11754\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/131327969_3442226082493966_647888134585879976_o.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/131327969_3442226082493966_647888134585879976_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/131327969_3442226082493966_647888134585879976_o-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Jo\u00e3o Paulo Fonseca, presidente da C\u00e2mara Municipal de Armamar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, pensado em v\u00e1rias parcerias, consiste na instala\u00e7\u00e3o de 55 sistemas de prote\u00e7\u00e3o contra a precipita\u00e7\u00e3o de granizo. Cada sistema, conferido com uma efic\u00e1cia de 95%, tem um raio de prote\u00e7\u00e3o de 80 hectares, cobrindo uma \u00e1rea circular de 1Km de di\u00e2metro. Sobre a instala\u00e7\u00e3o do novo sistema pensado para combater futuras quedas de granizo, V\u00edtor Paiva afirma que \u201cest\u00e3o perfeitamente adaptados \u00e0s necessidades do sistema cumprindo com todas as medidas de seguran\u00e7a\u201d. Paralelamente, a esta decis\u00e3o, foi tamb\u00e9m integrado um sistema de radar de an\u00e1lise e dete\u00e7\u00e3o das nuvens potencialmente geradoras de granizo. Este \u00e9 capaz de monitorizar, em tempo real, o estado da atmosfera e ativar os sistemas de prote\u00e7\u00e3o, sem que haja necessidade de interven\u00e7\u00e3o do fator humano. <\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos custos que estas medidas acarretam, os n\u00fameros da AFA mostram que, numa primeira fase, verificou-se o investimento efetuado de cerca de 2 milh\u00f5es de euros em 55 canh\u00f5es. Estes estar\u00e3o a ser distribu\u00eddos pelos agricultores, de forma a abranger toda a \u00e1rea de pomar. Num segundo momento, d\u00e1-se o chamado <em>payback <\/em>do investimento. O engenheiro agr\u00edcola explica que \u201c\u00e9 preciso salvaguardar todos os custos inerentes ao funcionamento e manuten\u00e7\u00e3o do equipamento, bem como a recupera\u00e7\u00e3o do capital tendo em aten\u00e7\u00e3o as presta\u00e7\u00f5es pagas por cada agricultor, com base em 1 hectare\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Com o desejo de um ano melhor, face ao clima, a AFA prev\u00ea que o sistema de canh\u00f5es\nesteja pronto no final do m\u00eas de fevereiro.\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Armamar, um pequeno concelho do distrito de Viseu, que conta com pouco mais de cinco mil habitantes, situa-se na regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11752,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[399],"tags":[689,3396],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11751"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11751"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11751\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11758,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11751\/revisions\/11758"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}