{"id":11648,"date":"2021-02-05T14:22:25","date_gmt":"2021-02-05T14:22:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11648"},"modified":"2021-02-05T14:31:12","modified_gmt":"2021-02-05T14:31:12","slug":"uma-cidade-com-arte-urbana-tem-a-nu-o-registo-da-nossa-epoca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11648","title":{"rendered":"\u201cUma cidade com arte urbana tem a nu o registo da nossa \u00e9poca\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Ap\u00f3s ser associada \u00e0 cultura negra e ao vandalismo, atualmente a arte urbana tem ganho apoiantes por todo o pa\u00eds. Muitas s\u00e3o as cidades que abrem espa\u00e7o a este estilo de express\u00e3o. As ruas de Viseu n\u00e3o s\u00e3o excep\u00e7\u00e3o, carregam em si hist\u00f3rias e sentimentos dos artistas de arte urbana. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem de Sofia Pereira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre latas de tinta, papeis, peda\u00e7os de madeiras e materiais do quotidiano, nasce a arte urbana, tamb\u00e9m conhecida como \u201cstreet art\u201d. Aproveitando paredes, muros e at\u00e9 casas vazias de personalidade, os artistas trazem carisma \u00e0s ruas pelas quais passam. Atrav\u00e9s de cores e tra\u00e7os, aparecem os sentimentos e pensamentos destas pessoas. A forma como trabalham, os significados que atribuem \u00e0s obras, os objetos que utilizam e a maneira como se expressam, s\u00e3o \u00fanicas. Tal como a forma como os apreciadores da obra, a interpretam e sentem. <\/p>\n\n\n\n<p>Viajando at\u00e9 \u00e0s terras de Viriato, em Viseu, muitos s\u00e3o os locais onde \u00e9 poss\u00edvel apreciar a famosa arte urbana. As cores, a variedade, os conceitos e o factor surpresa de encontrar uma obra de arte nas ruas, embeleza a cidade. O investimento nesta arte \u00e9 not\u00f3rio, e a cria\u00e7\u00e3o do Festival Street Art Viseu, pela C\u00e2mara Municipal de Viseu, impulsionou a cria\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias obras de arte. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/120071831_2841219539431480_9041858901552996837_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11649\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/120071831_2841219539431480_9041858901552996837_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/120071831_2841219539431480_9041858901552996837_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/120071831_2841219539431480_9041858901552996837_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/120071831_2841219539431480_9041858901552996837_o.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Obra de Bordalo II em Viseu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A possibilidade de oferecer espa\u00e7os, paredes, muros, edif\u00edcios e outros locais a artistas de arte urbana, torna mais vis\u00edvel a express\u00e3o art\u00edstica e d\u00e1 oportunidade \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o daqueles que nunca tiveram oportunidade para tal. De entre v\u00e1rios nomes, JAF, Ros\u00e1rio Pinheiro, Youthone e Ros\u00e1lia Marques, contam um pouco mais sobre o que os trouxe at\u00e9 esta arte \u2013 a arte urbana. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O come\u00e7o <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de serem realizados programas e eventos de arte\nurbana, muitos eram aqueles que a faziam sem autoriza\u00e7\u00e3o. JAF,\nartista de arte urbana do distrito de Viseu, adorava visitar locais com\nstreet art que apareciam misteriosamente na cidade.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Era apreciador do graffiti e \u201cdesde muito novo que ficava\ndeslumbrado sempre que encontrava graffiti espalhados pelas ruas.\u201d\nQuando come\u00e7ou a pegar em latas de tinta spray, poucas eram as\ninterven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas na sua zona e acredita que isso ainda lhe deu\n\u201cmais curiosidade e vontade de pesquisar sobre a \u00e1rea.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>Ros\u00e1rio Pinheiro \u00e9 artista de arte urbana da cidade de Viseu e foi participante no Festival Street Art Viseu. N\u00e3o cresceu num ambiente em que a arte urbana fosse predominante, mas, com o acesso \u00e0 internet, encontrou o seu fasc\u00ednio pela arte \u2013 interessando- se e envolvendo-se cada vez mais. Em meados de 2010, a artista fez \u201cum trabalho de campo em Londres e Berlim, e foi o primeiro contacto mais direto com estes artistas. Na altura ainda n\u00e3o era comum, em Portugal, a pintura mural de forma legal.\u201d <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/59661022_2401161376770634_138244023616798720_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11650\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/59661022_2401161376770634_138244023616798720_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/59661022_2401161376770634_138244023616798720_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/59661022_2401161376770634_138244023616798720_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/59661022_2401161376770634_138244023616798720_o.jpg 1382w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Obra de Ros\u00e1rio Pinheiro em Viseu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As inspira\u00e7\u00f5es nem sempre aparecem do nada, muitas vezes t\u00eam\nfontes liter\u00e1rias, sonoras, visuais, entre muitas outras que preenchem os\nnossos dias e a nossa imagina\u00e7\u00e3o. Ros\u00e1rio Pinheiro n\u00e3o \u00e9 diferente. Conta\nque para qualquer obra que fa\u00e7a, seja arte urbana ou outra coisa, a sua\n\u201cbase \u00e9 quase sempre a literatura, mais especificamente a poesia\nportuguesa.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>A arte urbana \u00e9 acess\u00edvel a todos, est\u00e1 \u00e0 vista de qualquer um. Seja\nnum passeio em fam\u00edlia ou numa simples viagem de autocarro. Quando\nobservamos as paredes e os espa\u00e7os ao redor, deparamo-nos muitas\nvezes com obras de arte que algu\u00e9m decidiu deixar para tr\u00e1s. Para JAF,\nesta \u00e9 a sua inspira\u00e7\u00e3o. O artista conta que cada obra que faz \u00e9 diferente\ne tenta \u201cem cada caso projetar algo \u00fanico e novo.\u201d Conta que \u201cuma cidade\ncom arte urbana tem a nu o registo da nossa \u00e9poca.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>Adalberto Brito, mais conhecido por Youthoner \u2013 seu nome art\u00edstico, teve um crescimento diferente. Em 1975, devido \u00e0 Guerra Civil em Angola, foi obrigado \u201ca fugir do pa\u00eds e recome\u00e7ar do zero em Portugal.\u201d Aos seus 10 anos, Youthoner come\u00e7ou a interessar-se pela cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Apreciava os desenhos do irm\u00e3o mais velho, que juntamente com a m\u00fasica, o inspiravam para produzir street art. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"581\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/60017678_2645685815459307_5163310040009932800_o-1024x581.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11651\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/60017678_2645685815459307_5163310040009932800_o-1024x581.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/60017678_2645685815459307_5163310040009932800_o-300x170.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/60017678_2645685815459307_5163310040009932800_o-768x436.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/60017678_2645685815459307_5163310040009932800_o.jpg 1742w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Obra de Youthoner em Viseu<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na sua inf\u00e2ncia, em conjunto com os amigos conta que faziam \u201cbatalhas de rimas, uns contra os outros\u201d. Come\u00e7ou a explorar o graffiti e nessa altura j\u00e1 faziam os seus \u201cnomes nas paredes e muros do bairro a copiar os filmes\u201d, criando assim os seus TAG\u2019S (pseudo-nomes de identifica\u00e7\u00e3o art\u00edstica).\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Do planeamento e da idealiza\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da obra, muitas\ns\u00e3o as fases pelas quais os artistas passam. Ros\u00e1lia Gomes Marques,\ntem 22 anos e \u00e9 estudante de arquitetura na Faculdade de Arquitetura\nda Universidade do Porto. \u00c9 natural de Viseu e atualmente v\u00ea a sua\nvida a passar-se maioritariamente pelas ruas da cidade Invicta. J\u00e1\ndesde pequena sente vontade de \u201ccriar, pintar e desenhar\u201d. No seu\npercurso escolar teve \u201ccontacto com diferentes express\u00f5es art\u00edsticas,\ne sempre que tinha oportunidade participava em concursos ou\natividades relacionadas com arte.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>Foi em 2016 que Ros\u00e1lia Marques se aventurou na pincelada da arte urbana. Ao ver que a C\u00e2mara Municipal de Viseu estava a promover um concurso de street art decidiu arriscar. Nas suas obras inspira-se na natureza que diz ser uma \u201cfonte de inspira\u00e7\u00e3o ilimitada\u201d e nas atividades quotidianas, muitas vezes consideradas \u201cmundanas\u201d . <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Arte d\u00e1 vida <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muitos s\u00e3o j\u00e1 os artistas que conseguem viver atrav\u00e9s da sua arte. \u00c9 o sonho\npara muitos, trabalhar no que se gosta. No entanto, a arte nem sempre d\u00e1 vida \u00e0queles\nque gostariam de viver dela. Ros\u00e1rio Pinheiro n\u00e3o rejeita a possibilidade, nem esconde\no desejo, de viver apenas da sua arte, mas assume que, \u201ccomo qualquer \u00e1rea art\u00edstica,\n\u00e9 dif\u00edcil viver apenas de um tipo de trabalho. Geralmente os artistas tendem a ser\nmultifacetados e respondem a v\u00e1rios tipos de desafios.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem demore uma vida a ser reconhecido. H\u00e1 artistas que produzem, inovam, experimentam, mas mesmo assim n\u00e3o chega e d\u00e1-se a impossibilidade de se limitar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de arte apenas. Youthone \u00e9 um exemplo de esperan\u00e7a para quem sonha viver da arte urbana. Na sua vida j\u00e1 passou por v\u00e1rios postos de trabalho. De entre militar dos quadros permanentes, comercial de empresas e outras profiss\u00f5es, \u201cforam precisos 31 anos para parar no mesmo, Graffiti.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>JAF, artista de Mangualde, concorda tamb\u00e9m que \u201c\u00e9 poss\u00edvel viver da arte urbana\u201d. At\u00e9 chegar a este patamar, a aprendizagem e o crescimento foram constantes. \u00c0 medida que foi crescendo, foi \u201caprendendo sobre outras mat\u00e9rias e investindo nesta \u00e1rea\u201d. Melhorou as suas capacidades e come\u00e7ou a olhar para a arte de forma mais madura. Este crescimento pessoal, encorajou-o a \u201cdesenvolver trabalhos mais exigentes em termos t\u00e9cnicos e com mais conte\u00fado impl\u00edcito.\u201d <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"688\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jaf-1024x688.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11653\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jaf-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jaf-300x201.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jaf-768x516.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/jaf.jpg 1041w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>JAF diz que \u00e9 poss\u00edvel viver da arte urbana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A arte n\u00e3o era t\u00e3o valorizada como outras \u00e1reas de trabalho, no entanto, atualmente existe uma maior sensibiliza\u00e7\u00e3o para este g\u00e9nero de express\u00f5es. Para isso, segundo JAF, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio trabalhar bastante no sentido de garantir que aquilo que fazemos permite a nossa subsist\u00eancia.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>A JAF surgiu a oportunidade de participar no \u201cProjeto Artista Residente\u201d criado pelo Agrupamento de Escolas de Nelas. Atrav\u00e9s deste projeto, conseguiu transmitir o seu \u201ctestemunho enquanto artista e realizar em parceria com eles dois murais.\u201d Destaca em especial este projeto por \u201cpermitir levar at\u00e9 aos alunos do 5o ao 9o ano uma forma de arte que durante muito tempo foi marginalizada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Festival de street art<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em Viseu, a C\u00e2mara Municipal investiu tamb\u00e9m neste meio\ne criou o Festival Street Art. De entre todos os convidados e at\u00e9\ninteressados, Ros\u00e1rio Pinheiro \u00e9 um exemplo da determina\u00e7\u00e3o.\nCom vista a ter um mural feito por si, foi a pr\u00f3pria que se prop\u00f4s\na participar no festival. Conta que \u201cnesse ano o tema era a\nGastronomia\u201d, uma das suas \u00e1reas de interesse. Por isso mesmo,\na artista \u201cquis fazer uma proposta.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mesma vontade de Ros\u00e1rio Pinheiro, Youthone participou tamb\u00e9m neste festival. Apesar de ter sido convidado pela organiza\u00e7\u00e3o, explica que o seu interesse pessoal passa por mostrar a qualidade do seu trabalho art\u00edstico \u00e0 cidade que recentemente o acolheu. A par disso, o artista quer tamb\u00e9m \u201ccontribuir para o sucesso, pelo menos na Arte urbana.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Este estilo de express\u00e3o, nos anos 80 e 90, era associado \u00e0 cultura negra como sendo \u201ccoisa de pretos e v\u00e2ndalos\u201d, segundo Ros\u00e1rio Pinheiro. Quando os artistas de arte urbana deixaram de ser uma minoria, esta \u201ctornou-se numa arte plenamente aceite.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chegou para ficar, pelo menos por agora <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o v\u00e1rios os artistas que sentem a crescente ades\u00e3o \u00e0 arte urbana por parte de cada vez mais artistas ou at\u00e9 pioneiros. A oportunidade que os munic\u00edpios est\u00e3o a dar a esta arte, segundo Ros\u00e1rio Pinheiro, \u201cs\u00e3o uma forma de embelezamento das cidades e marketing territorial\u201d. Intervir no espa\u00e7o p\u00fablico espontaneamente continua a ser ilegal e muitas vezes visto como um acto de vandalismo. A artista acredita que a aposta na arte \u00e9 positiva, uma vez que \u201cd\u00e1 espa\u00e7o aos artistas para terem tempo de criar e tamb\u00e9m oportunidade de viverem do seu trabalho, sem serem presos.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Youthoner sente que \u201ca arte urbana mudou mentalidades de uma forma positiva\u201d. No nosso meio \u201cvingou a teimosia e a perseveran\u00e7a em prol de um bem comum. Dar acesso \u00e0 arte a quem n\u00e3o visita museus, acess\u00edvel a todos, ricos e pobres\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>A arte de rua est\u00e1 dispon\u00edvel a todos os que por ela passam, e \u00e9 Ros\u00e1lia\nMarques quem explica que, \u201ca arte \u00e9 criada para as pessoas e j\u00e1 n\u00e3o faz\nsentido elitizarmos a arte, pelo que a meu ver a arte urbana reflete bem essa\ntransforma\u00e7\u00e3o.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>Para que continue a existir e a nascer arte urbana nas ruas do nosso\npa\u00eds, Jaf concorda que \u201cs\u00e3o necess\u00e1rios mais apoios, especialmente para os\nnovos artistas e para os artistas locais. S\u00f3 assim haver\u00e1 mais artistas\nmotivados a criar, e dessa forma contribuir com mais cultura e mais valor\npara enriquecer as nossas cidades.\u201d\n<\/p>\n\n\n\n<p>As ruas da cidade de Viriato, continuam a ser presenteadas com obras\nde arte, que transmitem sentimentos e registam a \u00e9poca em que nos\nencontramos. Algumas aparecem misteriosamente na cidade e outras\nnascem de projetos, eventos e atividades criadas pelos munic\u00edpios. O apoio\naos artistas e \u00e0 arte urbana tem alterado a nossa cultura, uma vez que as\nobras de rua, est\u00e3o acess\u00edveis a todos os que por elas passam.\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ser associada \u00e0 cultura negra e ao vandalismo, atualmente a arte urbana tem ganho apoiantes por todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11654,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[3372,3374,3375,232,2155,231,76,3373],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11648"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11712,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11648\/revisions\/11712"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}