{"id":11638,"date":"2021-02-02T09:54:43","date_gmt":"2021-02-02T09:54:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11638"},"modified":"2021-02-02T09:57:30","modified_gmt":"2021-02-02T09:57:30","slug":"de-portas-fechadas-o-impacto-da-pandemia-na-restauracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11638","title":{"rendered":"De portas fechadas: o impacto da pandemia na restaura\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>O arranque da pandemia Covid-19 em Portugal ditou o fim de muitos neg\u00f3cios.\nMilhares de pessoas viram-se obrigadas a fechar as portas dos seus estabelecimentos,\no m\u00e9todo de ensino passou para o online e o teletrabalho foi instaurado. Os setores de\neconomia sofreram um impacto muito negativo da pandemia, mas os efeitos n\u00e3o foram\niguais nas diversas \u00e1reas de atividade, afetando principalmente o alojamento e a\nrestaura\u00e7\u00e3o.\n<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Mariana Brilhante <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A 2 de mar\u00e7o de 2020 a ministra da sa\u00fade, Marta Temido, anunciou os dois primeiros casos de Covid-19 em Portugal e, dez dias depois, o n\u00famero de infe\u00e7\u00f5es subia para 18 e o primeiro ministro, Ant\u00f3nio Costa, declara a redu\u00e7\u00e3o de lota\u00e7\u00e3o m\u00e1xima dos restaurantes. <\/p>\n\n\n\n<p>A 18 de mar\u00e7o de 2020 \u00e9 declarado pelo Presidente da Rep\u00fablica, Marcelo Rebelo de Sousa, o estado de emerg\u00eancia por 15 dias, com dever de recolhimento no \u00e2mbito de um per\u00edodo de confinamento que obrugou milhares de restaurantes a fecharem as suas portas, com a esperan\u00e7a de que no prazo de duas semanas as voltariam a abrir. <\/p>\n\n\n\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 um setor que depende do fluxo das pessoas e tamb\u00e9m em grande parte dos turistas e foi uma das atividades mais atingidas pelo confinamento e sucessivos estados de emerg\u00eancia, que proibiram as desloca\u00e7\u00f5es e levaram ao encerramento a partir das 13h00, aos fins de semana. Atualmente, a viver o segundo confinamento, os restaurantes apenas podem funcionar em regime de take-away.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Pinto \u00e9 dono do Snack-Bar &#8211; \u2018O Emigrante\u2019 em Castro Daire, Viseu, h\u00e1 27 anos. Apesar de ter servi\u00e7o de caf\u00e9, este \u00e9 um espa\u00e7o que serve refei\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas. Em mar\u00e7o de 2020 acabou por fechar as portas, \u201cainda sem o governo decretar confinamento obrigat\u00f3rio, por sentir que era o melhor&#8221;, para si e para a sua para a minha fam\u00edlia. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/28947836_230737780833664_1498628084916879455_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11686\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/28947836_230737780833664_1498628084916879455_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/28947836_230737780833664_1498628084916879455_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/28947836_230737780833664_1498628084916879455_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/28947836_230737780833664_1498628084916879455_o.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Caf\u00e9 Snack-Bar O Emigrante<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O propriet\u00e1rio d\u2019O Emigrante recorda os tempos anteriores \u00e0 pandemia, quando tinha o seu estabelecimento cheio, com os clientes do costume que nunca faltavam aos almo\u00e7os que servia. \u201cTive sempre muito movimento de pessoas no meu estabelecimento. Na hora do almo\u00e7o os que mais procuravam as nossas refei\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas eram os trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil\u201d, declarou Ricardo Pinto. <\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Pinto sentia-se feliz e realizado, o lucro permitia ter uma vida est\u00e1vel e ajudar nos estudos da filha, que est\u00e1 a tirar um curso superior. Ap\u00f3s fechar as portas, teve de recorrer \u00e0s poupan\u00e7as, pois o estabelecimento era a sua \u00fanica fonte de rendimento. &#8220;Durante a pandemia n\u00e3o entrou dinheiro em casa, porque como o meu estabelecimento apenas servia refei\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e n\u00e3o se justificava o take-away. Sempre tive uma boa capacidade de gest\u00e3o, consegui assegurar todas as despesas\u201d, explica o propriet\u00e1rio, referindo-se a esta altura como \u201cum cen\u00e1rio aterrador\u201d, porque apesar de ter o restaurante fechado as despesas continuavam a aparecer. <\/p>\n\n\n\n<p>Amadeu Paiva tamb\u00e9m possui um restaurante em Castro Daire. Na placa pode-se ler \u201cParis\u201d e este nome podia ter hist\u00f3ria, contudo o propriet\u00e1rio confessa que quando comprou o espa\u00e7o j\u00e1 tinha nome e decidiu n\u00e3o mudar. Apesar de ser um neg\u00f3cio com apenas seis anos, este \u00e9 um restaurante que sempre teve muita procura. \u201cAntes da pandemia obviamente que a movimenta\u00e7\u00e3o era mais elevada, como podemos comprovar at\u00e9 pelo n\u00edvel de fatura\u00e7\u00e3o que sempre me deixou numa posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel\u201d, refere o propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo feito pela Associa\u00e7\u00e3o da Hotelaria, Restaura\u00e7\u00e3o e Similares de Portugal (AHRESP) revela que o setor da restaura\u00e7\u00e3o registou quebras superiores a 60% na fatura\u00e7\u00e3o no m\u00eas de dezembro de 2020. Estes resultados mostram as dificuldades das empresas em manter os seus neg\u00f3cios e postos de trabalho. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"858\" src=\"https:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/120925116_4050972584920016_3129365151140082107_o-1024x858.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11689\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/120925116_4050972584920016_3129365151140082107_o-1024x858.jpg 1024w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/120925116_4050972584920016_3129365151140082107_o-300x251.jpg 300w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/120925116_4050972584920016_3129365151140082107_o-768x644.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/120925116_4050972584920016_3129365151140082107_o.jpg 1410w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Amadeu Paiva revela que ap\u00f3s a reabertura do restaurante a fatura\u00e7\u00e3o teve uma quebra para menos de metade: \u201cem tempo de pandemia a movimenta\u00e7\u00e3o desceu e consequentemente a fatura\u00e7\u00e3o desceu. Mais ou menos por dia consegue-se fazer 120 euros, 3600 por m\u00eas sendo isto uma estimativa pois nesse aspeto nunca sabemos com o que contamos no pr\u00f3ximo m\u00eas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Com as medidas de restri\u00e7\u00e3o aos fins de semana, os propriet\u00e1rios de restaurantes que\ntentavam reerguer-se voltaram a ver o neg\u00f3cio afundar, pois os dias que mais geravam\nlucro eram justamente ao fim de semana.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Pinto confessa que n\u00e3o ter empregados \u00e9 uma vantagem e um al\u00edvio nas despesas. O facto de ter de voltar a encerrar as portas ao fim de semana deixou-o bastante preocupado com o futuro. \u201cTive muito receio nessa altura, porque gastei bastante dinheiro nos meses anteriores que queria recuperar e ver dias parados com pouco movimento preocupou-me muito. Nunca me senti assim, apreensivo, com medo do que pudesse acontecer&#8221;, confessa o empres\u00e1rio. Segundo Ricardo Pinto, durante o ver\u00e3o, \u201cO Emigrante\u201d teve uns meses em que o neg\u00f3cio melhorou bastante e foi uma \u201clufada de ar fresco\u201d, contudo com as restri\u00e7\u00f5es e novo confinamento o cen\u00e1rio voltou a piorar. <\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Pinto e Amadeu Paiva partilham da opini\u00e3o de que o Governo deveria tomar medidas mais imediatas para ajudar os empres\u00e1rios da restaura\u00e7\u00e3o. Ambos acham que, neste momento, a melhor forma de manter o neg\u00f3cio, ainda que a \u201cmeio-g\u00e1s\u201d \u00e9 atrav\u00e9s do servi\u00e7o take-away. \u201cA \u00fanica op\u00e7\u00e3o que eu encontro para os restaurantes trabalharem durante o confinamento ser\u00e1 apenas em take away para que se possa evitar ajuntamentos e diminuir o n\u00famero de cont\u00e1gios\u201d, declara Ricardo Pinto. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apoio de 1103 milh\u00f5es de euros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com as medidas do novo confinamento, decretado em janeiro de 2021, o setor da restaura\u00e7\u00e3o viu-se outra vez numa situa\u00e7\u00e3o financeira dram\u00e1tica. Todos os estabelecimentos tiveram de fechar e restringir-se apenas ao take-away, n\u00e3o sendo sequer poss\u00edvel a venda \u00e0 porta dos restaurantes. A Associa\u00e7\u00e3o da Hotelaria, Restaura\u00e7\u00e3o e Similares de Portugal (AHRESP) diz que a capacidade de interven\u00e7\u00e3o por parte do Governo \u201cn\u00e3o tem sido \u00e1gil, r\u00e1pida nem universal\u201d. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"740\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/135629876_4311840458833226_7692261426806527921_o-740x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11687\" srcset=\"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/135629876_4311840458833226_7692261426806527921_o-740x1024.jpg 740w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/135629876_4311840458833226_7692261426806527921_o-217x300.jpg 217w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/135629876_4311840458833226_7692261426806527921_o-768x1063.jpg 768w, https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/135629876_4311840458833226_7692261426806527921_o.jpg 954w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2021 foi aprovado pelo Governo apoios que correspondem a mais de\nmil milh\u00f5es de euros, dos quais 500 milh\u00f5es a fundo perdido, para a restaura\u00e7\u00e3o e\nsimilares.\n<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo pretende injetar 200 milh\u00f5es de euros a fundo perdido no Apoiar.pt, que tem como objetivo o apoio \u00e0 tesouraria das micro e pequenas empresas que atuam em setores afetados pelas medidas de confinamento, assegurando a sua liquidez no mercado e consequente atividade econ\u00f3mica durante e ap\u00f3s o surto pand\u00e9mico; 25 milh\u00f5es de euros no suplemento Apoiar a Restaura\u00e7\u00e3o, que se trata de um instrumento de apoio a fundo perdido \u00e0 tesouraria das micro, pequenas e m\u00e9dias empresas do setor da restaura\u00e7\u00e3o, gravemente afetas pelas restri\u00e7\u00f5es decorrentes do Estado de Emerg\u00eancia decretado a 6 de novembro. <\/p>\n\n\n\n<p>No total, o apoio ao setor da restaura\u00e7\u00e3o e similares \u00e9 de 1103 milh\u00f5es de euros, sendo 523 a fundo perdido, que corresponde a 60% da quebra da fatura\u00e7\u00e3o no setor. <\/p>\n\n\n\n<p>Com as portas novamente fechadas, cai a incerteza sobre quando se voltar\u00e3o a abrir. Os\nempres\u00e1rios da restaura\u00e7\u00e3o vivem tempos de terror, as dificuldades apertam cada vez mais\ne os pensamentos de encerrar de vez o neg\u00f3cio instalam-se.\n<\/p>\n\n\n\n<p>O dono do Snack Bar \u2013 \u2018O Emigrante\u2019 confessa que sente medo dos tempos que se aproximam. \u201cO medo vai aparecendo porque neste momento n\u00e3o temos a menor ideia de quando vamos abrir portas (&#8230;) n\u00e3o sei se aguentarei o neg\u00f3cio depois, vai depender muito do tempo de confinamento e de como ser\u00e1 o movimento assim que se voltar \u00e0 rotina\u201d, revela Ricardo Pinto. <\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao futuro do seu restaurante, \u201cParis\u201d, Amadeu Paiva n\u00e3o tem expectativas: \u201c\u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que ainda vamos ter de avaliar, pois n\u00e3o sabemos quanto tempo mais vamos estar sem regressar \u00e1 normalidade\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portas que n\u00e3o tornaram a abrir\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Face \u00e0s dificuldades financeiras, em consequ\u00eancia da pandemia Covid-19 em Portugal, houve muitos restaurantes que n\u00e3o resistiram e viram-se obrigados a encerrar as suas portas de vez. <\/p>\n\n\n\n<p>Aos 43 anos, Gra\u00e7a Campino decidiu embarcar na aventura de abrir um restaurante, conduzida pelo sonho do s\u00f3cio, que por motivos pessoais teve de desistir do restaurante dois anos ap\u00f3s a abertura. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do trabalho est\u00e1vel que tinha, Gra\u00e7a Campino decidiu continuar com o neg\u00f3cio.\nO restaurante \u201cMarc\u00e3o\u201d, que fica em Loures, Lisboa, servia almo\u00e7os de segunda a quinta\ne \u00e0s sextas e s\u00e1bados abria tamb\u00e9m para petiscos durante a tarde e jantares.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7a Campino revela que assim que come\u00e7ou o primeiro confinamento, em mar\u00e7o de 2020, sabia que o restaurante n\u00e3o se ia aguentar: \u201cantes da pandemia o restaurante n\u00e3o dava lucro, tinha apenas 3 anos e ainda havia empr\u00e9stimos a ser pagos. Ap\u00f3s o primeiro confinamento foi muito complicado reerguer o restaurante, estava a tirar do meu ordenado para manter o restaurante e mesmo assim n\u00e3o cobria todas as despesas\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2020, a empres\u00e1ria teve de encerrar o restaurante, cerca de 3 anos ap\u00f3s a abertura. Gra\u00e7a Campino afirma que n\u00e3o era a sua vontade, mas teve de ser feito: \u201cnunca foi f\u00e1cil por serem os primeiros anos e tamb\u00e9m por ter ficado sem o meu s\u00f3cio, mas fechar n\u00e3o era uma op\u00e7\u00e3o at\u00e9 que teve mesmo que ser\u201d, declara. <\/p>\n\n\n\n<p>A ex-propriet\u00e1ria do restaurante \u201cMarc\u00e3o\u201d confessa que ainda tem despesas por pagar, mas o facto de nunca ter deixado o seu emprego foi uma mais valia. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cTenho a sorte de n\u00e3o ter ficado sem emprego durante a pandemia, sempre o mantive porque o restaurante ainda n\u00e3o dava lucro, agora foi-se o restaurante mas ficaram as d\u00edvidas, tem sido muito complicado de gerir.\u201d Gra\u00e7a Campino revela ainda que apesar de tudo se sente triste, n\u00e3o s\u00f3 pelo encerramento do seu neg\u00f3cio, mas tamb\u00e9m por ter tirado o emprego a outras pessoas, \u201ccustou-me muito ter que dizer \u00e0s pessoas que trabalhavam no restaurante que ia fechar, que elas iam perder o \u00fanico trabalho que tinham (&#8230;) sempre cuidaram do meu restaurante enquanto eu trabalhava noutro lado, confiava neles como se fossem fam\u00edlia.\u201d <\/p><cite>Gra\u00e7a Campino, ex-propriet\u00e1ria do restaurante Marc\u00e3o<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Assim como Gra\u00e7a Campino, centenas de pessoas perderam o seu neg\u00f3cio devido ao impacto causado pela pandemia Covid-19. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/queven-1980457\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=5032151\">Queven<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=5032151\">Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O arranque da pandemia Covid-19 em Portugal ditou o fim de muitos neg\u00f3cios. 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