{"id":11106,"date":"2020-12-28T17:22:22","date_gmt":"2020-12-28T17:22:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11106"},"modified":"2020-12-28T17:22:40","modified_gmt":"2020-12-28T17:22:40","slug":"francisca-van-dunem-da-crianca-de-luanda-a-ministra-da-justica-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11106","title":{"rendered":"Francisca Van Dunem: da crian\u00e7a de Luanda \u00e0 ministra da justi\u00e7a em Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Quando pensamos no nome Francisca Van Dunem, pouco sabemos sobre ele. A atual ministra da Justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mulher de gostar de holofotes. A vida na justi\u00e7a ocupou quase 40 anos da sua vida, e confessa que em nenhum momento pensou que estaria onde est\u00e1 agora.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por In\u00eas Silva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Francisca Van\nDunem nasceu em Luanda, em 1955, onde estudou no liceu feminino Guiomar de\nLencastre. Apesar das ra\u00edzes angolanas, a ministra n\u00e3o esconde que a sua\nrela\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds nem sempre foi f\u00e1cil. O seu irm\u00e3o, Jos\u00e9 Van Dunem, e a sua\ncunhada, Rita Vallez, foram mortos durante uma repress\u00e3o feita ap\u00f3s o golpe de\nestado em maio de 1977, onde ambos participaram. Quando isto se sucedeu a\nministra estava em Lisboa desde 1973 para estudar direito. Os pais sa\u00edram de\nAngola em 1977 e trouxeram Che, filho do irm\u00e3o, que Francisca Van Dunem ajudou\na criar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no ano\nde 1977 licenciou-se pela Faculdade de Direito de Lisboa, institui\u00e7\u00e3o na qual\nfoi monitora de Direito Penal e Direito Processual Penal at\u00e9 1979.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que se\ninicia a sua vida na justi\u00e7a. Depois de 1979 ocupou cargos como magistrada do\nMinist\u00e9rio P\u00fablico, assessora de sindic\u00e2ncia e inqu\u00e9rito na Alta Autoridade\ncontra a Corrup\u00e7\u00e3o, Delegada do Procurador da Rep\u00fablica, no Tribunal de\nInstru\u00e7\u00e3o Criminal de Lisboa e no Departamento de Investiga\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00e3o Penal de\nLisboa, departamento do qual se tornou diretora em 2001. Foi ainda membro da\nrede Judicial Europeia em mat\u00e9ria penal de 2003 a 2007 e representante do\nConselho Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico na Unidade de Miss\u00e3o para a Reformas\nPenal. O \u00faltimo cargo na \u00e1rea da justi\u00e7a aparece em 2007, como Procuradora\nGeral Distrital de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi em 2015\nque abandonou o cargo para tomar posse como Ministra da Justi\u00e7a do XXI Governo Constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCostumo\ndizer \u2014 e isso mant\u00e9m-se atual \u2014 que o meu presente \u00e9 o mais imprevis\u00edvel de\ntodos os futuros que pudesse imaginar. E isso tem-me sucedido ao longo da vida.\nNunca me passou pela cabe\u00e7a exercer uma atividade pol\u00edtica\u201d, disse a atual\nministra da justi\u00e7a em entrevista ao Expresso. <\/p>\n\n\n\n<p>Nunca sentiu dificuldades a n\u00edvel social ou profissional devido ao seu tom de pele, mas experienciou o racismo de forma indireta atrav\u00e9s dos filhos, que sofreram com a discrimina\u00e7\u00e3o principalmente em contexto escolar. Questionada sobre o significado de ser a primeira mulher negra no Governo, diz n\u00e3o acreditar ter ido \u201cpara o Governo por ser mulher ou por ser negra. Estou convencida de que o convite que me foi dirigido tem a ver com o meu passado, com a minha experi\u00eancia profissional. Mas n\u00e3o posso excluir que, do ponto de vista simb\u00f3lico, num pa\u00eds como Portugal, onde existe uma popula\u00e7\u00e3o negra que provavelmente tem relativamente a ela pr\u00f3pria uma ideia de exclus\u00e3o ou de dificuldade de ascens\u00e3o na pir\u00e2mide social, isso possa efetivamente ter tido significado positivo para a comunidade\u201d, esclarece em entrevista ao jornal Expresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Francisca Van Dunem \u00e9 casada com o jurista Eduardo Paz Ferreira com o qual tem dois filhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos no nome Francisca Van Dunem, pouco sabemos sobre ele. 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