{"id":11043,"date":"2020-12-09T17:19:13","date_gmt":"2020-12-09T17:19:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11043"},"modified":"2020-12-09T17:19:16","modified_gmt":"2020-12-09T17:19:16","slug":"precisamos-de-continuar-a-trabalhar-todos-os-dias-pela-igualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=11043","title":{"rendered":"\u201cPrecisamos de continuar a trabalhar todos os dias\u201d pela igualdade de g\u00e9nero"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Ministra\nda Cultura portuguesa confessa que apesar das muitas conquistas alcan\u00e7adas nos\n\u00faltimos 50 anos em termos do papel da mulher na sociedade, h\u00e1 ainda muito que\nfazer.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Mariana Cabral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMulheres<br>\nquebr\u00e1mos as grandes barricadas <br>\ndizendo: igualdade <br>\na quem quer que nos tenha ouvido <br>\ne assim continuamos <br>\nde m\u00e3os dadas <br>\nN\u00f3s somos o povo: mulheres do meu pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Foi\ncom este excerto de \u201cNovas Cartas Portuguesas\u201d que a ministra da cultura, Gra\u00e7a\nFonseca, terminou o seu discurso na Confer\u00eancia Digital sobre a Igualdade de\nG\u00e9nero na Cultura Europeia e nos Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Conselho\nCultural Alem\u00e3o, que se realizou esta ter\u00e7a feira, 8 de dezembro, em Berlim.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs\nlutas e conquistas que s\u00e3o ignoradas n\u00e3o duram. \u00c9 por isso que precisamos\ncontinuar a trabalhar todos os dias\u201d, \u00e9 nesta nota que a ministra da cultura\nintroduz o tema da exposi\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 ser realizada pela Presid\u00eancia Portuguesa\ndo Conselho e que \u00e9 dedicada \u00e0 \u201cextraordin\u00e1ria criatividade feminina portuguesa\nnas artes\u201d, com representa\u00e7\u00e3o das artistas femininas nacionais desde o in\u00edcio\ndo s\u00e9culo XX at\u00e9 aos dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nrepresentante da Pasta da cultura declarou que existem v\u00e1rias pol\u00edticas que\npodem mudar o panorama da igualdade de g\u00e9nero nas institui\u00e7\u00f5es e individuais,\ncomo por exemplo o encorajamento e recompensa das ind\u00fastrias que liderem e\npromovam a igualdade de g\u00e9nero no quotidiano e o financiamento de programas e\nprojetos dedicados ao tema na cultura e industrias criativas.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nministra afirmou que o mudar a sociedade para uma mais igual na representa\u00e7\u00e3o\ndos g\u00e9neros \u00e9 um processo complexo e dificultado e que tem muito trabalho pela\nfrente, mas refor\u00e7ou que a hist\u00f3ria que temos de reconhecer \u00e9 aquela em que as\nmulheres t\u00eam papeis de lideran\u00e7a. Ao \u00faltimo verso do poema acima \u201cN\u00f3s somos o\npovo: mulheres do meu pa\u00eds\u201d, Gra\u00e7a Fonseca acrescenta: \u201cmulheres da Europa,\nmulheres de todo o mundo\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7a\nFonseca, frisou os nomes de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria\nVelho da Costa, autoras do livro \u201cNovas Cartas Portuguesas\u201d de 1972 que\ndesafiou a ditadura portuguesa ao abordar temas como as liberdades\nfundamentais, a viola\u00e7\u00e3o da lei, o aborto e a condi\u00e7\u00e3o subordinada da mulher em\nPortugal. A publica\u00e7\u00e3o do livre foi um momento determinante para o feminismo em\nPortugal, disse a ministra, sendo umas das primeiras grandes causas feministas\nportuguesas com visibilidade internacional. O livro foi proibido pelo regime,\nque o considerou pornogr\u00e1fico e desadequado \u00e0 moral estabelecida, sendo que as\nautoras, levadas a julgamento, com o caso conhecido na Hist\u00f3ria como \u201cAs tr\u00eas\nMarias\u201d. A ministra ainda relembrou a hist\u00f3ria de Carolina Beatriz \u00c2ngelo, que\nem 1911 foi a primeira mulher a votar em Portugal, n\u00e3o porque era permitido,\nmas porque havia uma lacuna na lei, que depois foi retificada e assim\npermanecendo at\u00e9 \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o de 1974.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministra da Cultura portuguesa confessa que apesar das muitas conquistas alcan\u00e7adas nos \u00faltimos 50 anos em termos do papel da<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":11044,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15,1,116,12],"tags":[1964],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11043"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11043"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11045,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11043\/revisions\/11045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}