{"id":10783,"date":"2020-11-25T17:15:23","date_gmt":"2020-11-25T17:15:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=10783"},"modified":"2020-11-25T17:15:27","modified_gmt":"2020-11-25T17:15:27","slug":"m-de-amor-e-o-relato-da-perda-pela-voz-da-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/?p=10783","title":{"rendered":"\u201cM&#8230; de Amor\u201d \u00e9 o relato da perda pela voz da dor"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Natural de Marco de Canaveses, Liliana Mendes de 45 anos, lan\u00e7ou no passado dia 14 de outubro a sua primeira obra: &#8220;M\u2026 de Amor&#8221; da editora Chiado Books. Uma obra que descreve como a &#8220;dor e desespero, esperan\u00e7a e felicidade, perda e escurid\u00e3o, alegria e Amor s\u00e3o sentimentos que vivem dentro de todos n\u00f3s&#8221; e visa homenagear a sua filha que n\u00e3o chegou a nascer. Uma entrevista para compreender um pouco mais da autora, da obra e da sua paix\u00e3o pela escrita.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Ana Moreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sendo licenciada em Educa\u00e7\u00e3o de Inf\u00e2ncia e exercendo a\nfun\u00e7\u00e3o de educadora de inf\u00e2ncia de onde \u00e9 origin\u00e1rio o amor pela escrita? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O amor pela escrita sempre me acompanhou, mais como\nleitora do que como autora. Ainda antes de saber ler, j\u00e1 gostava de ver as\nimagens dos livros e imaginar as hist\u00f3rias. Um dos meus odores favoritos \u00e9 o de\num livro novo! <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Depois de aprender\na ler e a escrever, rapidamente adquiri o h\u00e1bito de passar para o papel as\nminhas viv\u00eancias e pensamentos. Por\u00e9m, como era algo muito \u00edntimo, nunca tive o\nimpulso de editar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falando\num pouco sobre esta sua obra \u201cM\u2026 de Amor\u201d. A Liliana demonstra ser uma pessoa\nmuito ligada a emo\u00e7\u00f5es e talvez tenham sido estas que a levaram a escrever este\nlivro. Como \u00e9 que uma m\u00e3e ap\u00f3s a dor da perda de uma filha, mesmo antes do seu\nnascimento, consegue arranjar for\u00e7as para escrever sobre todo o processo que\npassou?&nbsp; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resposta a esta pergunta est\u00e1 na pr\u00f3pria pergunta: foi\nessa dor (e todos os outros sentimentos) que me \u201cassaltou\u201d a alma e o\npensamento que me levou a escrever \u201cM&#8230; de Amor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escrever\no livro ajudou-a a lidar com a dor? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No meu caso, escrever foi a \u00fanica forma que encontrei\npara comunicar\/desabafar o que sentia. Comunicar, em primeiro lugar, comigo\npr\u00f3pria, porque durante alguns meses deixei de me reconhecer. Sentia coisas que\nat\u00e9 ent\u00e3o nunca tinha sentido, tinha pensamentos que at\u00e9 ent\u00e3o nunca tinha\ntido, reagia de forma que at\u00e9 ent\u00e3o nunca tinha reagido. Foi atrav\u00e9s da escrita\nque consegui perceber, entender e assimilar tudo isso. E sim, escrever\najudou-me a aceitar a perda, a aceitar a dor e a fazer o meu luto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 que foi o processo de escrita da obra? O relato que\na Liliana d\u00e1 aos leitores envolve outras pessoas, como \u00e9 que estas encararam o\nfacto de querer expor a sua hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como\nreferi anteriormente, inicialmente escrevia s\u00f3 para mim. Assim sendo, n\u00e3o me\nsentia preocupada com o facto de fazer refer\u00eancia a outras pessoas. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois,\nquando comecei a pensar em editar o livro, decidi retirar qualquer refer\u00eancia\npessoal acerca das pessoas envolvidas (nomes, ou qualquer outra situa\u00e7\u00e3o\nposs\u00edvel de identifica\u00e7\u00e3o). <\/p>\n\n\n\n<p>No\nentanto, fa\u00e7o refer\u00eancia a duas pessoas, \u00e0s quais alterei o nome. Fi-lo porque\nme senti melhor assim. <\/p>\n\n\n\n<p>Tendo\nconsci\u00eancia de que \u201cM&#8230; de Amor\u201d \u00e9 um relato muito \u00edntimo, \u00e9 evidente que\npreviamente falei com quem de direito acerca de que pretendia fazer. O que me\ntransmitiram foi todo o apoio e for\u00e7a para seguir em frente, porque\nconsiderando todos os aspetos, perceberam que era uma forma de me ajudar e de\najudar outras fam\u00edlias. Assim, foi com o aval dessas mesmas pessoas que decidi\navan\u00e7ar e editar \u201cM\u2026 de Amor\u201d. Se assim n\u00e3o fosse, n\u00e3o seria capaz de o fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>No\nentanto, quero referir que Margarida \u00e9 o nome que escolhemos para a nossa beb\u00e9,\ne esse n\u00e3o fui capaz de alterar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nque dizer a todas estas m\u00e3es e fam\u00edlias que t\u00eam de passar pelo mesmo que a\nLiliana passou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O\nobjetivo que desejo alcan\u00e7ar \u00e9 ajudar outras m\u00e3es e outras fam\u00edlias que\nviveram, vivem ou poder\u00e3o vir a viver situa\u00e7\u00f5es similares e o que tenho para\nlhes dizer \u00e9 que n\u00e3o se sintam sozinhas e n\u00e3o se isolem na dor. \u00c9 absolutamente\nnormal que se sintam perdidas e imersas em dor e tristeza, mas nenhuma de n\u00f3s\nquer que esses sentimentos nos derrotem de tal forma que nos percamos para a\nvida. E todo o amor que sentimos por aquele\/aquela beb\u00e9 \u00e9 um amor certamente\nsofrido e triste&#8230;, mas \u00e9 amor! H\u00e1 que aprender a viver esse amor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agora,\ndepois do lan\u00e7amento desta sua obra, existem projetos futuros?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em\nrela\u00e7\u00e3o a esta quest\u00e3o, eu gostaria muito de editar outras obras noutro\nregisto. Os projetos existem, agora tenho de trabalhar para os concretizar. <\/p>\n\n\n\n<p>Como\na pr\u00f3pria autora afirma \u201ceste livro \u00e9 um novo acreditar; \u00e9 AMOR\u201d. O relato de\numa hist\u00f3ria de amor entre m\u00e3e e filha, que nunca se conheceram. O livro j\u00e1 se\nencontra dispon\u00edvel nas livrarias online.&nbsp;\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natural de Marco de Canaveses, Liliana Mendes de 45 anos, lan\u00e7ou no passado dia 14 de outubro a sua primeira<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":10786,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15,1],"tags":[3151,1042,126,962],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10783"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10783"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10783\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10785,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10783\/revisions\/10785"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10786"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.esev.ipv.pt\/dacomunicacao\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}